5 de fev. de 2026
O desafio de estar lúcida
Seu chamado vai te esmagar. Se você for chamado para curar os corações partidos, vai lutar contra a dor de um coração partido.
Se for chamado para profetizar, vai lutar para controlar sua boca.
Se for chamado para ensinar, será sufocado pela sabedoria que envolve sua mensagem.
Se for chamado para empoderar, sua autoestima será atacada e seus sucessos serão conquistados com muita luta. Seu chamado virá com desafios e espinhos que são necessários para que seu processo seja autêntico, humilde e poderoso. Não será fácil porque sua tarefa não é fácil.
Entropia é um conceito da física, ligada à Segunda Lei da Termodinâmica, mostrando que os processos naturais evoluem espontaneamente para estados mais desorganizados. Ou seja, o caos é naturalmente uma realidade física, química, biológica, cosmológica, astrológica, descrevendo a tendência do universo para a complexidade.
O caminho não é só de ida. Então, volta. Volta a ler livros, a caminhar descalço, a ver o pôr do sol, a olhar o mar... É preciso criar rachaduras no caos.
M.
4 de fev. de 2026
É só ir "num" cartório, eles disseram...
Hoje eu encontrei Deus
Hoje eu encontrei Deus.
Ele foi me buscar numa loja de material de construções, porque a maçaneta do portão quebrou. Era um motorista de aplicativo e dirigia calmamente, quando um motorista começou a buzinar, e fez uma ultrapassagem, xingando-o.
Eu comentei que foi uma ação tão ruim e desnecessária e ele completou, com o semblante calmo e um level sorriso: "Essse problema não é meu". E sugeriu que eu poderia começar a ler a Bíblia, por Genesis, aos poucos e diariamente.
Também me lembrou que inteligência não sustenta se não houver sabedoria e, é na calma, que é possível reconhecer e cultivar. Me disse pra pedir sabedoria pra Ele e ouvir suas perguntas. Nelas, estão as respostas.
Quando a maçaneta quebra, é Deus quem concerta.
M./2025
9 de jan. de 2026
Pó quebrado e uma reflexão sobre hábitos
A questão é que, mesmo já usando um pó facial novo há mais de duas semanas, meu cérebro insistiu em me levar para o lugar antigo, onde o pó quebrado costumava ficar. Puro hábito, uma espécie de piloto automático que me empurrava para o "inferno conhecido" (o local do pó quebrado) em vez de me direcionar para o "paraíso desconhecido" (local mais prático, junto dos outros produtos de maquiagem).
Esta situação é um exemplo de que hábitos novos podem levar um tempo para se enraizar. Por mais que a gente queira mudar, nosso cérebro busca a segurança do que já conhece, mesmo que não seja o mais adequado, buscando nos proteger do novo pois, não sabendo como será, repete a ação anterior.
Precisa nos ser constantes e insistentes, para que o novo hábito se estabeleça. É como plantar uma semente: não vemos a flor desabrochar no dia seguinte, mas sabemos que, com paciência e cuidados necessários, ela vai se desenvolver.
Um pó facial num lugar diferente, uma nova rotina ou outro objetivo que envolve o seu comportamento, convida a reconhecer que o novo pode ser desconfortável no início, mas é ali que o crescimento acontece.
Qual é o "pó quebrado" que você insiste em buscar, mesmo quando há um "pó novo" te esperando noutro lugar?
O espetáculo que é, ser vista.
Foi um convite para me lançar na insegurança e "me divertir" no caminho. Me divertir e rir com a sua companhia, observadora, delicada, numa experiência de ser vista e re-vi-si-ta-da, assim mesmo, bem devagar, com calma, como quem soletra cada sílaba da palavra, como quem me lê, sem fazer barulho, me lembrando de mim: engraçada e corajosa, sensível e forte.
Você me testemunhou sem tentar tirar minha essência, minha sensibilidade, meus risos e silêncios. Sem me pedir pra encolher, rir baixo ou não ser.Mas acabou. O espetáculo do nosso encontro, porque outros, pela vida, certamente, seguirenos conduzindo. Cada um à sua maneira, em algum lugar do planeta: você fazendo malabarismos na própria vida e eu, reaprendendo a me equilibrar na beleza do acaso que é ser vista.
Agradeço por me lembrar que ainda posso redescobrir e capturar boas doses de mim.
M.
Dar a volta por dentro
Há anos eu atravesso o mar, num barquinho de papel. Um mar, que tantas vezes, eu não quero entrar. Ele é profundo, barulhento e cheio de ondas. Meu barco já virou algumas vezes e precisei refazê-lo e, sem muita ajuda, pois os mergulhos que dei e dou, não apetecem quem me conheceu quando eu não sabia nadar, nem remar, nem mergulhar.
A cada dia que passa, escolho seguir me curando, pois não quero sangrar em quem passa, muito menos em quem escolher ficar. Embora eu saiba que, provavelmente, pode acontecer, não será proposital, nem por um coração amargo. O que tem por traz é um cansaço geracional que deságua em mim. Uma melancolia de estimação. Sabe Deus o porquê.
P.S.1: "Pra você, que sabe que é pra você":
- Estou indo dominar o (meu) mundo. Você vem?
21 de ago. de 2025
Dance...
Eu gosto de dançar. De seguir passos, da coreografia escorrendo pelo corpo e levando o corpo a escorregar.
Durante a pandemia, vi uma possibilidade de aulas online e me inscrevi. Não fluiu muito e eu deixei passar. Fazia um tempo que eu não dançava, até mesmo na frente do espelho, em casa.
Recentemente, me inscrevi para aulas presenciais e fui. Eu sei dançar. Eu tenho ritmo, tenho música em mim...
Os primeiro exercícios: muita frustração. A dura diferença entre a expectativa da minha cabeça, e os passos de colegas que já estava fazendo aulas à alguns meses. Era prova de fogo para desistir. Mas eu estava ali pelo processo. E o processo valia a pena.
Precisei lidar com a parte de mim que não gosta de errar, não fica confortável em mostrar que também erra e desaprendeu a escorregar.
Eu continuei, não da forma como gostaria, presente sempre e fielmente, mas da forma como pude.
Dançar é um jogo de controle e descontrole. Um certo controle sobre a técnica, o controle do corpo e movimentos. Mediados pelo descontrole do imprevisível, do erro, a relação com a música, a física se impondo sobre suas vontades e sobre o corpo que não é tão jovem quanto em outros carnavais. Há um estado de relaxamento e tensão que precisam se relacionar, amigavelmente.
E tem a minha paciência com o tempo das coisas. Que não estava tão presente. O meu corpo não obedecia e estava resistente ao comandos do meu cérebro. Mas eu reconheco que o contrário também é possível.
Senti o desconforto de ter que aprender algo novo, de novo, mas disso, eu precisei, conforme sabedoria popular: "aquilo que mais evita, talvez seja, o que mais precisa encarar".
Então encarei a experiência como um convite que me fiz: me tirei pra dançar e fui. Errei passos, mas continuei, porque assim, vou reaprendendo a escorregar, a fluir, sendo menos concreta, mais leve, mais líquida. Mais presente em mim. Mais eu.
20 de jan. de 2019
Para o teu percurso, eu te desejo um guarda-roupas...
25 de mai. de 2018
Manual de instruções para um bom coração
Para ler e re-lembrar.
*
Como se vê, quando se olha?
Como percebe e reconhece os sinais do seu corpo/mente?
Como tem feito as pausas necessárias?
Como está o reconhecimento e atenção às próprias emoções?
4 de fev. de 2018
15 de jan. de 2018
Escuta. Você escuta?
Achei bonito. Uma atitude de cuidado. Que a gente também encontre pessoas que nos ouçam, sem demasiada pressa. Que nós também sejamos àqueles que escutam, mesmo quando a história não é sobre nós.
20 de ago. de 2017
Diário de Escrita Terapêutica
VANTAGENS
O Ebook Diário de Escrita Terapêutica, é um produto digital e você pode utilizá-lo através das mais diversas plataformas, desde seu smartphone, computador de mesa e notebook. Se preferir, pode imprimir todo o material ou escolher o tema, dentre os 15 exercícios, de acordo com o seu interesse. Leve-o com carinho para seu lugar preferido e permita um tempo especial e mágico para vivenciá-lo, afinal de contas, é sobre fazer as pazes com o seu precioso autocuidado.
9 de ago. de 2017
Sobre dias de escuta e afeto.
6 de ago. de 2017
O que você faria?
23 de mar. de 2017
More sozinho, mas não vá muito longe...
8 de mar. de 2017
E se, no mundo, só existissem mulheres?
9 de jul. de 2016
O objeto como fim de "escutoterapia". (In)suficiente?
Fiquemos atentos: vão-se os anéis, ficam-se os dedos. E novos desejos serão (re)feitos.
6 de jul. de 2016
O afeto e um distanciamento inconsciente
27 de jun. de 2016
Quem é a sua inspiração humana?
Não falo de grandes nomes e/ou personalidades que marcaram a humanidade, mas pergunto sobre pessoas comuns que fazem sentido no seu dia-a-dia.
Já pensou como é importante ter alguém por perto que cause encantamento e emane disposição afetiva para que possamos ser melhores? E se você também for assim? Invista no bem. Seja a inspiração de alguém.
Mayara Almeida
Psicóloga - CRP 13/5938



























