9 de jan. de 2026
Pó quebrado e uma reflexão sobre hábitos
A questão é que, mesmo já usando um pó facial novo há mais de duas semanas, meu cérebro insistiu em me levar para o lugar antigo, onde o pó quebrado costumava ficar. Puro hábito, uma espécie de piloto automático que me empurrava para o "inferno conhecido" (o local do pó quebrado) em vez de me direcionar para o "paraíso desconhecido" (local mais prático, junto dos outros produtos de maquiagem).
Esta situação é um exemplo de que hábitos novos podem levar um tempo para se enraizar. Por mais que a gente queira mudar, nosso cérebro busca a segurança do que já conhece, mesmo que não seja o mais adequado, buscando nos proteger do novo pois, não sabendo como será, repete a ação anterior.
Precisa nos ser constantes e insistentes, para que o novo hábito se estabeleça. É como plantar uma semente: não vemos a flor desabrochar no dia seguinte, mas sabemos que, com paciência e cuidados necessários, ela vai se desenvolver.
Um pó facial num lugar diferente, uma nova rotina ou outro objetivo que envolve o seu comportamento, convida a reconhecer que o novo pode ser desconfortável no início, mas é ali que o crescimento acontece.
Qual é o "pó quebrado" que você insiste em buscar, mesmo quando há um "pó novo" te esperando noutro lugar?
O espetáculo que é, ser vista.
Nos encontranos num momento onde meu corpo me pedia mais cuidado e menos pressa.
Estar com você foi uma forma de dizer sim, à vida, noutro ritmo. Dizer sim aos meus pedidos silenciosos de carinho e também me lançar à experiência do malabarismo que é a realidade de um encontro com data pra ter fim. Requer um nível de entrega delicada e intensa, que talvez você já alcançou: algum grau específico de autosustenção e abertura para o incerto, que pra mim, ainda é desconfortável, porém, interessante. Era um convite para me lançar na insegurança e "me divertir" no caminho. Me divertir e rir com você, numa experiência de ser vista e re-vi-si-ta-da, assim mesmo, bem devagar, como quem soletra as sílabas de uma palavra; me lembrando de mim engraçada e corajosa, sensível e forte.
Você me testemunhou sem tentar tirar minha essência, minha sensibilidade, meus risos e silêncios. Sem me pedir pra encolher, rir baixo ou não ser.
Ser vista com calma, num mundo com tanta urgência e superficialidade, tem sido raro, e eu tenho escolhido "pagar o preço" de ser real.
Mas acabou. O espetáculo do nosso encontro, porque outros, pela vida, certamente, seguirenos conduzindo. Cada um à sua maneira, em algum lugar do planeta: você fazendo malabarismos na vida e eu, reaprendendo a me equilibrar na beleza do acaso que é ser vista.
Agradeço por me lembrar que ainda posso redescobrir e capturar boas doses de mim.
M.
Dar a volta por dentro
Há anos eu atravesso o mar, num barquinho de papel. Um mar, que tantas vezes, eu não quero entrar. Ele é profundo, barulhento e cheio de ondas. Meu barco já virou algumas vezes e precisei refazê-lo junto a mares de águas diferentes e sem muita ajuda, pois os mergulhos que dei e dou, não apetecem quem me conheceu quando eu não sabia nadar, nem remar, nem mergulhar.
A cada dia que passa, escolho seguir me curando, pois não quero sangrar em quem passa, muito menos em quem escolher ficar. Embora eu saiba que provavelmente, vai acontecer, um pouco, ou muito, não será proposital, nem por um coração amargo. Eu quero seguir me curando. E faço isso, cada vez que rio, cada vez que choro, me libertando de nós que não criei, mas agora, sou responsável por desatar.
O que tem por traz é um cansaço geracional que desaguou em mim. Uma melancolia de estimação. Sabe Deus o porquê. Sigo remando, recuando, retornando, aprendendo, por vezes a desistir e mais ainda a descansar, de tantos mergulhos molhados de lágrimas, fundamentais em mim. Descobrindo como dar a volta por dentro...
Ps: "Pra você, que sabe que é pra você":
- Sabe nadar?
21 de ago. de 2025
Dance...
Eu gosto de dançar. De seguir passos, da coreografia escorrendo pelo corpo e levando o corpo a escorregar.
Durante a pandemia, vi uma possibilidade de aulas online e me inscrevi. Não fluiu muito e eu deixei passar. Fazia um tempo que eu não dançava, até mesmo na frente do espelho, em casa.
Recentemente, me inscrevi para aulas presenciais e fui. Eu sei dançar. Eu tenho ritmo, tenho música em mim...
Os primeiro exercícios: muita frustração. A dura diferença entre a expectativa da minha cabeça, e os passos de colegas que já estava fazendo aulas à alguns meses. Era prova de fogo para desistir. Mas eu estava ali pelo processo. E o processo valia a pena.
Precisei lidar com a parte de mim que não gosta de errar, não fica confortável em mostrar que também erra e desaprendeu a escorregar.
Eu continuei, não da forma como gostaria, presente sempre e fielmente, mas da forma como pude.
Dançar é um jogo de controle e descontrole. Um certo controle sobre a técnica, o controle do corpo e movimentos. Mediados pelo descontrole do imprevisível, do erro, a relação com a música, a física se impondo sobre suas vontades e sobre o corpo que não é tão jovem quanto em outros carnavais. Há um estado de relaxamento e tensão que precisam se relacionar, amigavelmente.
E tem a minha paciência com o tempo das coisas. Que não estava tão presente. O meu corpo não obedecia e estava resistente ao comandos do meu cérebro. Mas eu reconheco que o contrário também é possível.
Senti o desconforto de ter que aprender algo novo, de novo, mas disso, eu precisei, conforme sabedoria popular: "aquilo que mais evita, talvez seja, o que mais precisa encarar".
Então encarei a experiência como um convite que me fiz: me tirei pra dançar e fui. Errei passos, mas continuei, porque assim, vou reaprendendo a escorregar, a fluir, sendo menos concreta, mais leve, mais líquida. Mais presente em mim. Mais eu.
20 de jan. de 2019
Para o teu percurso, eu te desejo um guarda-roupas...
25 de mai. de 2018
Manual de instruções para um bom coração
Para ler e re-lembrar.
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Como se vê, quando se olha?
Como percebe e reconhece os sinais do seu corpo/mente?
Como tem feito as pausas necessárias?
Como está o reconhecimento e atenção às próprias emoções?
4 de fev. de 2018
15 de jan. de 2018
Escuta. Você escuta?
Achei bonito. Uma atitude de cuidado. Que a gente também encontre pessoas que nos ouçam, sem demasiada pressa. Que nós também sejamos àqueles que escutam, mesmo quando a história não é sobre nós.
20 de ago. de 2017
Diário de Escrita Terapêutica
VANTAGENS
O Ebook Diário de Escrita Terapêutica, é um produto digital e você pode utilizá-lo através das mais diversas plataformas, desde seu smartphone, computador de mesa e notebook. Se preferir, pode imprimir todo o material ou escolher o tema, dentre os 15 exercícios, de acordo com o seu interesse. Leve-o com carinho para seu lugar preferido e permita um tempo especial e mágico para vivenciá-lo, afinal de contas, é sobre fazer as pazes com o seu precioso autocuidado.
9 de ago. de 2017
Sobre dias de escuta e afeto.
6 de ago. de 2017
O que você faria?
23 de mar. de 2017
More sozinho, mas não vá muito longe...
8 de mar. de 2017
E se, no mundo, só existissem mulheres?
9 de jul. de 2016
O objeto como fim de "escutoterapia". (In)suficiente?
Fiquemos atentos: vão-se os anéis, ficam-se os dedos. E novos desejos serão (re)feitos.
6 de jul. de 2016
O afeto e um distanciamento inconsciente
27 de jun. de 2016
Quem é a sua inspiração humana?
Não falo de grandes nomes e/ou personalidades que marcaram a humanidade, mas pergunto sobre pessoas comuns que fazem sentido no seu dia-a-dia.
Já pensou como é importante ter alguém por perto que cause encantamento e emane disposição afetiva para que possamos ser melhores? E se você também for assim? Invista no bem. Seja a inspiração de alguém.
Mayara Almeida
Psicóloga - CRP 13/5938
13 de jun. de 2016
Sim, felicidade também cansa.
27 de mar. de 2016
Pausas necessárias
Dia desses assisti à uma palestra onde o moço no palco apresentava traços de cansaço físico e mental: ombros curvados, falas entrecortadas e um recado para os que esculpiram a interpretação: não sou exemplo. Não quero aqui dizer que não é permitido demonstrar cansaço ou indisposição, mas sim, reconhecer os limites pessoais e refletir que tempo de qualidade gera boas ideias, enquanto quantidade de horas não é receita de sucesso.
[...] "um estudo recente apontou que a produção média por pessoa em uma semana de 40 horas é de uma hora e meia por dia apenas! Quer dizer, somos estressados e ineficazes..."
As coisas começam a dar mais certo quando você se concentra na sua zona de habilidades. Não é egoísmo ou deixar tudo para trás, mas reservar tempo agradável para fazer aquilo que te mantém conectado consigo mesmo. Corremos tanto... Mas isto não faz o nosso dia maior, porém, cansativo. Há muito a ser vivido de maneira mais leve, mesmo dentro desse turbilhão de coisas a fazer.
O corpo pede calma e os dias pedem delicadezas. Lembre-se de relaxar e ter experiências leves de descanso. Mente e corpo agradecem.
Mayara Almeida
Psicóloga - CRP 13/5938
23 de mar. de 2016
Coelhinho da páscoa que trazes pra mim?
27 de dez. de 2015
Motivos pra continuar.
As minhas melhores coisas eu desejo pra você. Milkshake. Borboletas no estômago. Sorriso com covinhas. Cheiro de perfume doce. Pessoas pontuais. Plástico bolha. Praia. Pão de queijo. Olhar o mar. Abraço carinhoso. Beijo na testa. Dedicatória. Voz e violão. Beijo de amor. Massagem nos pés. Chocolate ouro branco. Foto no pôr do sol. Torta de chocolate. Elogio. Presente. Sorvete. Clips. Saudade correspondida. Reencontro. Promoção. Bloquinho de anotações. Romance. Nos livros e na vida. Arco-íris. Flores. Leituras. Aparador de sonhos. Bons sonhos. Canetas. Sorvete. Saúde. No corpo e na alma.



























