6 de ago de 2017

O que você faria?

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Gosto muito de escrever ao ar livre. Entre as paredes do apartamento, as ideias parecem se prender e limitar. Mesmo que eu abra as janelas, as portas, nem sempre vem. Hoje decidi ir ao um café no bairro, onde vejo árvores e o vento é cliente certo. Estava disposta a exercitar a escrita terapêutica - aquela que é expressa sem rastreamento prévio do pré-consciente e ainda levei um livro, para inspiração de um projeto futuro. Cheguei no local, coloquei meu café, alguns acompanhamentos e sentei numa mesa para dois, mas eu estava sozinha. E antes de poder aproveitar este momento: 

- Tem alguém com vc?
- Não.
- Então, licença. Fulano, pega uma cadeira, vem.

Geralmente quando isto acontece, eu me apresso para finalizar e sair, mas hoje não. Resolvi ficar e perceber, observar, enquanto aproveitava o meu café. Fazia o contrário, a minha "companhia" na mesa:

- Vou terminar de comer e não chega o suco. Aff, é açúcar mascavo. Eu falo mesmo. Não invente de comprar celular que não presta. Segura aqui a nota pra não voar.

Ja terminei o meu café e estou aqui, na frente deles, escrevendo no celular, enquanto discutem sobre o peixe que ela queria comprar, o celular dele que está descarregando, a bolsa dela que ficou no carro e a pamonha que, na opinião dela, está requentada. Ainda tentei ajudar, oferecendo uma colher para misturar melhor o açúcar e um sorrisinho, para adoçar as tantas informações agitadas. 

Estou aqui escrevendo no ato. E enquanto penso em levantar e ir - agora eles já foram - reflito sobre as inúmeras vezes em que não aproveitamos os momentos, estando apressados e irritados com o que não foi vivido ou controlado por nós. Eu tentei, apesar de tudo, aproveitar e não seguir o fluxo da pressa ou da insatisfação por ter os meus desejos de café com silêncio interrompidos. Parece que há sempre uma escolha interna, não é? E ainda, ganhei uma história pra contar...

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