9 de jan. de 2026
Dar a volta por dentro
Há anos eu atravesso o mar, num barquinho de papel. Um mar, que tantas vezes, eu não quero entrar. Ele é profundo, barulhento e cheio de ondas. Meu barco já virou algumas vezes e precisei refazê-lo e, sem muita ajuda, pois os mergulhos que dei e dou, não apetecem quem me conheceu quando eu não sabia nadar, nem remar, nem mergulhar.
A cada dia que passa, escolho seguir me curando, pois não quero sangrar em quem passa, muito menos em quem escolher ficar. Embora eu saiba que, provavelmente, pode acontecer, não será proposital, nem por um coração amargo. O que tem por traz é um cansaço geracional que deságua em mim. Uma melancolia de estimação. Sabe Deus o porquê.
Eu quero seguir me curando. E faço isso, cada vez que rio, cada vez que choro, me libertando de nós que não criei, mas agora, sou responsável por desatar.
Sigo remando, recuando, retornando, aprendendo, por vezes a desistir e mais ainda a descansar, de tantos mergulhos molhados de lágrimas, fundamentais em mim. Descobrindo como dar a volta por dentro...
P.S.1: "Pra você, que sabe que é pra você":
- Estou indo dominar o (meu) mundo. Você vem?
P.S.1: "Pra você, que sabe que é pra você":
- Estou indo dominar o (meu) mundo. Você vem?
M.🤎
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