9 de jan. de 2026

Pó quebrado e uma reflexão sobre hábitos

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Porque escolhemos infernos conhecidos ao invés de paraísos desconhecidos?

Dia desses, meu pó facial caiu e despedaçou. Ele ainda estava na metade, então, em vez de descartar, decidi que usaria, do jeito que desse e coloquei noutro lugar para evitar sujeira desmedida, no ambiente de maquiagem. Assim, usei o "pó quebrado" por quase três meses e quando não deu mais, comprei outro.

A questão é que, mesmo já usando um pó facial novo há mais de duas semanas, meu cérebro insistiu em me levar para o lugar antigo, onde o pó quebrado costumava ficar. Puro hábito, uma espécie de piloto automático que me empurrava para o "inferno conhecido" (o local do pó quebrado) em vez de me direcionar para o "paraíso desconhecido" (local mais prático, junto dos outros produtos de maquiagem).

Esta situação é um exemplo de que hábitos novos podem levar um tempo para se enraizar. Por mais que a gente queira mudar, nosso cérebro busca a segurança do que já conhece, mesmo que não seja o mais adequado, buscando nos proteger do novo pois, não sabendo como será, repete a ação anterior.

Precisa nos ser constantes e insistentes, para que o novo hábito se estabeleça. É como plantar uma semente: não vemos a flor desabrochar no dia seguinte, mas sabemos que, com paciência e cuidados necessários, ela vai se desenvolver.

Um pó facial num lugar diferente, uma nova rotina ou outro objetivo que envolve o seu comportamento, convida a reconhecer que o novo pode ser desconfortável no início, mas é ali que o crescimento acontece.

Qual é o "pó quebrado" que você insiste em buscar, mesmo quando há um "pó novo" te esperando noutro lugar?

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