9 de jan. de 2026

Pó quebrado e uma reflexão sobre hábitos

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Porque escolhemos infernos conhecidos ao invés de paraísos desconhecidos?

Dia desses, meu pó facial caiu e despedaçou. Ele ainda estava na metade, então, em vez de descartar, decidi que usaria, do jeito que desse e coloquei noutro lugar para evitar sujeira desmedida, no ambiente de maquiagem. Assim, usei o "pó quebrado" por quase três meses e quando não deu mais, comprei outro.

A questão é que, mesmo já usando um pó facial novo há mais de duas semanas, meu cérebro insistiu em me levar para o lugar antigo, onde o pó quebrado costumava ficar. Puro hábito, uma espécie de piloto automático que me empurrava para o "inferno conhecido" (o local do pó quebrado) em vez de me direcionar para o "paraíso desconhecido" (local mais prático, junto dos outros produtos de maquiagem).

Esta situação é um exemplo de que hábitos novos podem levar um tempo para se enraizar. Por mais que a gente queira mudar, nosso cérebro busca a segurança do que já conhece, mesmo que não seja o mais adequado, buscando nos proteger do novo pois, não sabendo como será, repete a ação anterior.

Precisa nos ser constantes e insistentes, para que o novo hábito se estabeleça. É como plantar uma semente: não vemos a flor desabrochar no dia seguinte, mas sabemos que, com paciência e cuidados necessários, ela vai se desenvolver.

Um pó facial num lugar diferente, uma nova rotina ou outro objetivo que envolve o seu comportamento, convida a reconhecer que o novo pode ser desconfortável no início, mas é ali que o crescimento acontece.

Qual é o "pó quebrado" que você insiste em buscar, mesmo quando há um "pó novo" te esperando noutro lugar?
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O espetáculo que é, ser vista.

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Nos encontranos num momento onde meu corpo me pedia mais cuidado e menos pressa.

Estar com você foi uma forma de dizer sim, à vida, noutro ritmo. Dizer sim aos meus pedidos silenciosos de carinho e também me lançar à experiência do malabarismo que é a realidade de um encontro com data pra ter fim. Requer um nível de entrega delicada e intensa, que talvez você já alcançou: algum grau específico de autosustenção e abertura para o incerto, que pra mim, ainda é desconfortável, porém, interessante. Era um convite para me lançar na insegurança e "me divertir" no caminho. Me divertir e rir com você, numa experiência de ser vista e re-vi-si-ta-da, assim mesmo, bem devagar, como quem soletra as sílabas de uma palavra; me lembrando de mim engraçada e corajosa, sensível e forte. 

Você me testemunhou sem tentar tirar minha essência, minha sensibilidade, meus risos e silêncios. Sem me pedir pra encolher, rir baixo ou não ser.

Ser vista com calma, num mundo com tanta urgência e superficialidade, tem sido raro, e eu tenho escolhido "pagar o preço" de ser real. 

Mas acabou. O espetáculo do nosso encontro, porque outros, pela vida, certamente, seguirenos conduzindo. Cada um à sua maneira, em algum lugar do planeta: você fazendo malabarismos na vida e eu, reaprendendo a me equilibrar na beleza do acaso que é ser vista.


Agradeço por me lembrar que ainda posso redescobrir e capturar boas doses de mim. 

M. 

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Dar a volta por dentro

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De vez em quando, gosto de olhar mar, como se eu olhasse pra minha vida, expectadora, como num filme, sem precisar mergulhar. Porque ali, olhando o mar, é que eu me desligo de me aprofundar. Ou talvez, me aprofundo sem perceber a dimensão desse mergulhar.


Há anos eu atravesso o mar, num barquinho de papel. Um mar, que tantas vezes, eu não quero entrar. Ele é profundo, barulhento e cheio de ondas. Meu barco já virou algumas vezes e precisei refazê-lo junto a mares de águas diferentes e sem muita ajuda, pois os mergulhos que dei e dou, não apetecem quem me conheceu quando eu não sabia nadar, nem remar, nem mergulhar.

A cada dia que passa, escolho seguir me curando, pois não quero sangrar em quem passa, muito menos em quem escolher ficar. Embora eu saiba que provavelmente, vai acontecer, um pouco, ou muito, não será proposital, nem por um coração amargo. Eu quero seguir me curando. E faço isso, cada vez que rio, cada vez que choro, me libertando de nós que não criei, mas agora, sou responsável por desatar.

O que tem por traz é um cansaço geracional que desaguou em mim. Uma melancolia de estimação. Sabe Deus o porquê. Sigo remando, recuando, retornando, aprendendo, por vezes a desistir e mais ainda a descansar, de tantos mergulhos molhados de lágrimas, fundamentais em mim. Descobrindo como dar a volta por dentro...

Ps: "Pra você, que sabe que é pra você":
- Sabe nadar?
🤎
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1 de out. de 2025

Como ajudar a desenvolver Empatia?

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 Comece ensinando sobre gentileza. Como adultos, precisamos assumir a responsabilidade de ensinar às crianças a serem gentis, pois isto ajudará a desenvolver empatia, compaixão e inteligência emocional, habilidades cruciais para construir relacionamentos saudáveis e criar um impacto positivo no mundo. Quando ensinadas a ser gentis, aprendem a entender e respeitar os sentimentos dos outros, mesmo que sejam diferentes dos seus. Além destes, outros benefícios da gentileza: Estresse reduzido; Bem-estar geral melhorado; Desenvolvimento de uma mentalidade positiva; Constroem um senso saudável de autoestima.

▶ Empatia envolve a habilidade de entender a perspectiva de outra pessoa e como ela se sente sobre isso. Em crianças, a habilidade de empatia avança, conforme suas estruturas cognitivas se desenvolvem.

 

1 – Tenha empatia com seu filho e demonstre empatia pelos outros.

Reflita sobre as emoções que a criança demonstra e valide como ela está se sentindo. Mostre que você entende, que você está preocupado e que aceita seus sentimentos. Mesmo que pareça trivial (como um colapso enorme por causa de uma meia "perdida"), tente simplesmente dizer o que você vê: “você parece chateado. Essa meia está frustrando você". Da mesma forma, modele empatia por animais, familiares e pessoas em um filme.

 

2 – Ensine as crianças a administrar suas emoções e a se autorregular de forma eficaz.

Expressar empatia nem sempre é fácil para as crianças, principalmente se elas próprias estão vivenciando emoções negativas ou sentimentos avassaladores. Um dos passos iniciais para desenvolver empatia em relação aos outros é conseguir administrar suas próprias emoções de forma eficaz.

 

3 – Use as oportunidades diárias para abordar a tomada de perspectiva.

Todas as crianças nascem com a capacidade de demonstrar empatia, só precisamos nutri-la. Você pode usar momentos da vida cotidiana para encorajar pensamentos atenciosos e compassivos por meio da "tomada de perspectiva". Fale abertamente sobre como outra pessoa pode se sentir quando você identifica situações que provocam uma resposta empática em livros, filmes, no shopping, ou em casa. Os livros, por exemplo, são uma ferramenta essencial para auxiliar o desenvolvimento emocional, pois ajudam as crianças a se relacionarem e a se lembrarem de lições importantes da vida.

 

4 – Ajude a descobrir o que têm em comum com os outros.

A empatia é mais forte em relação às pessoas com quem temos coisas em comum. Incentive a inclusão, a diversidade e o calor ajudando seu filho a descobrir o que ele tem em comum com pessoas de todas as perspectivas diferentes. Isso pode ser em situações em que seu filho aponta diferenças (meu filho de quatro anos é bom em apontar diferenças físicas nas pessoas no momento – que vergonha). Para encorajar a semelhança, você pode responder com “Ela também está usando roxo, ela deve gostar dessa cor como você” ou algo semelhante que destaque semelhanças em vez de diferenças.

 

– Incentive a gentileza, a consideração e a compaixão por todas as criaturas vivas.

Priorize essas características em todas as situações e para todas as coisas vivas. Aumentar a preocupação empática não deve ser apenas um caso de "seja legal com sua irmã". Procure desencorajar julgamentos e estereótipos, enquanto tenta estabelecer que todas as criaturas vivas se beneficiam das características positivas de cuidado.

 

6 – Ajude as crianças a desenvolver a capacidade de ler sinais emocionais.

A empatia exige que as crianças identifiquem como os outros se sentem, não apenas com base em sua própria percepção emocional, mas também nos sinais emocionais e pistas fornecidos pela outra pessoa – nem todas as pessoas reagem e sentem o mesmo em todas as situações. Como alternativa, brinque de “como você se sente”, com objetivo de ler as expressões faciais um do outro e s linguagem corporal, diante de uma situação hipotética.

 

7 - Incentive e elogie o compartilhamento emocional.

Seu filho precisa ser tranquilizado de que não há problema em sentir emoções negativas e positivas. Ele também deve se sentir seguro para expressar todas as emoções para você. Você pode incentivar isso perguntando ao seu filho como ele se sentiu quando vivenciou uma situação que pode ter produzido uma resposta empática, particularmente forte. Quando a criança demonstrar empatia, reforce o comportamento elogiando-o. Se compartilhar uma emoção com você, mesmo desagradável, certifique-se de dizer que é maravilhoso que ele esteja compartilhando suas emoções, e que isso demonstra o quão gentil e atencioso ele é.

 

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24 de ago. de 2025

Como identificar e mudar padrões relacionais?

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  • Os nossos padrões são construídos:

1. Por condicionamento social: Aprendemos a nos comportar com base no que experimentamos, no que vemos sendo modelado em nossos vínculos, na mídia e na sociedade.

2. Por não conhecer situações diferentes: Se não vimos ou experimentamos dinâmicas de relacionamento saudáveis, não sabemos como se parecem ou como criá-las.

3. Por Mecanismos de enfrentamento: Padrões podem ser resultado de estratégias de enfrentamento que aprendemos na infância, por exemplo: se afastar e ficar em silêncio para manter alguma segurança ou estar emocionalmente distante porque não sente que pode confiar.

4. Por Medo: Às vezes, o medo de perder, a baixa autoestima ou sentimentos de indignidade nos torna hiperconscientes de nossos padrões e, portanto, é muito difícil observá-los e mudá-los. Torná-los visíveis através da escrita, pode ser um caminho de autocuidado.

  • Questione:

- Em que áreas dos meus relacionamentos tenho problemas consistentes, com comunicação, questões emocionais, confiança?

- O que desperta emoções fortes em mim? Como administro essas emoções quando elas estão presentes?

- Há alguma experiência relacional passada que esteja influenciando a forma como me relaciono atualmente? Qual é o impacto disso: positivo ou negativo?

- Alguém próximo e importante me deu algum feedback sobre possíveis padrões? Estou aberto a receber feedback?

  • Como começar a mudar padrões relacionais:

- Esteja presente: preste atenção à dinâmica ou aos padrões e observe quando  surgem.

- Questione como você faz as coisas, caso não estiverem funcionando. Existe outra maneira de responder, se comportar ou pensar sobre a situação?

- Tente algo novo: para alcançar um resultado diferente, precisamos realmente nos comprometer a fazer as coisas de maneira diferente. Pratique tolerar o desconforto.

- Comunique-se: fale sobre a dinâmica ou padrões repetitivos.

- Pratique: continue praticando. Leva tempo e esforço para fazer mudanças e mudar padrões, então seja gentil e paciente consigo mesmo(a). 

Quebrar velhos padrões relacionais é um trabalho corajoso. Não há problema se parecer lento, confuso ou desconhecido. Cada momento de consciência, cada pausa intencional, cada nova escolha, é um poderoso ato de cura. Você não está falhando, está aprendendo. 

Quando queremos aprender a comunicar melhor e evitar brigas e discussões desnecessárias, ou outro novo comportamento, é importante saber que esse processo pode ser desafiador, porque precisaremos aprender a fazer algo que ainda não sabemos. Aprender a expressar melhor em situações difíceis, a controlar as emoções, a impor limites, a conversar sem reatividade, a desacelerar num mundo que cobra rapidez, é um processo de reeducação profunda. Não é do dia para a noite e não tem fórmula mágica (lamentável, eu sei). Ser aprendiz não é fácil: dá trabalho, angustia, tem frustração, tem confusão. Mas ser iniciante, é o único caminho.

Fonte: @LUCILLE.SHACKLETON

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23 de ago. de 2025

“A Geração Ansiosa”: redes sociais e ansiedade

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 Fonte: Ler matéria completa - CNN

 

O livro do psicólogo americano Jonathan Haidt (JUL/2024) condensa uma série de estudos que mostram que o uso das redes sociais não apenas está correlacionado a transtornos mentais em crianças e adolescentes da geração Z, mas é sua causa.  Segundo o autor, “os custos de utilizar redes sociais são particularmente altos na adolescência, em comparação com a vida adulta, e os benefícios são mínimos”. Para o autor, a “infância baseada no brincar” entrou em declínio na década de 1980 e foi substituída pela “infância baseada no celular”, acompanhada por uma hiperconectividade que alterou o desenvolvimento social e neurológico dos jovens e tem causado privação de sono, privação social, fragmentação da atenção e vício. Assim, a saída para evitar que o cenário se agrave é uma ação coordenada, com escolha de ações fundamentais e mais benéficas para todos: 

1. Nada de smartphone antes do nono ano (o equivalente ao 1º ano do ensino médio no Brasil). Antes disso, os pais devem dar aos filhos apenas celulares básicos (com aplicativos limitados e sem navegador de internet). “Smartphones, tablets, computadores e televisões não são apropriados para crianças muito pequenas. Em comparação com outros objetos e brinquedos, esses aparelhos incentivam o comportamento passivo e o consumo de informações, o que pode retardar o aprendizado”.

2. Nada de redes sociais antes dos 16 anos. As crianças devem passar pelo período mais vulnerável do desenvolvimento cerebral sem ter acesso a um fluxo sem filtro de comparações sociais e influenciadores escolhidos por algoritmos.

3. Escolas não devem permitir celulares, pois atrapalham a capacidade de concentração.

4. As crianças devem brincar mais, de maneira não supervisionada e independente. Dessa maneira, desenvolvem naturalmente habilidades sociais, superam a ansiedade e se tornam jovens adultos autônomos.

“Crianças prosperam quando têm raízes em comunidades do mundo real, não em redes de contatos virtuais e descorporificadas. Crescer no mundo virtual, promove ansiedade, anomia e solidão. É hora de dar fim a esse experimento. Vamos trazer nossas crianças de volta para casa”, conclui o autor.

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21 de ago. de 2025

Dance...

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Eu gosto de dançar. De seguir passos, da coreografia escorrendo pelo corpo e levando o corpo a escorregar. 

Durante a pandemia, vi uma possibilidade de aulas online e me inscrevi. Não fluiu muito e eu deixei passar. Fazia um tempo que eu não dançava, até mesmo na frente do espelho, em casa. 

Recentemente, me inscrevi para aulas presenciais e fui. Eu sei dançar. Eu tenho ritmo, tenho música em mim... 

Os primeiro exercícios: muita frustração. A dura diferença entre a expectativa da minha cabeça, e os passos de colegas que já estava fazendo aulas à alguns meses. Era prova de fogo para desistir. Mas eu estava ali pelo processo. E o processo valia a pena. 

Precisei lidar com a parte de mim que não gosta de errar, não fica confortável em mostrar que também erra e desaprendeu a escorregar.

Eu continuei, não da forma como gostaria, presente sempre e fielmente, mas da forma como pude.

Dançar é um jogo de controle e descontrole. Um certo controle sobre a técnica, o controle do corpo e movimentos. Mediados pelo descontrole do imprevisível, do erro, a relação com a música, a física se impondo sobre suas vontades e sobre o corpo que não é tão jovem quanto em outros carnavais. Há um estado de relaxamento e tensão que precisam se relacionar, amigavelmente.

E tem a minha paciência com o tempo das coisas. Que não estava tão presente. O meu corpo não obedecia e estava resistente ao comandos do meu cérebro. Mas eu reconheco que o contrário também é possível.

Senti o desconforto de ter que aprender algo novo, de novo, mas disso, eu precisei, conforme sabedoria popular: "aquilo que mais evita, talvez seja, o que mais precisa encarar". 

Então encarei a experiência como um convite que me fiz: me tirei pra dançar e fui. Errei passos, mas continuei, porque assim, vou reaprendendo a escorregar, a fluir, sendo menos concreta, mais leve, mais líquida. Mais presente em mim. Mais eu.

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16 de ago. de 2025

Melanie Klein e a vida intrauterina - um território não explorado.

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Não há base numa citação direta de Klein. Mas o pensamento kleiniano, com sua ênfase no inato e na pulsão de morte, abre um campo teórico, para incluir a vida intrauterina como um cenário de fantasias primitivas. Foco nos conceitos que abrem espaço para a minha ideia, mesmo que a própria Klein não tenha explorado esse espaço e encontro uma base indireta, em dois conceitos-chave da teoria kleiniana:

► Klein estabeleceu que a pulsão de morte é inata e que a fantasia é uma realidade psíquica. Partindo dessas duas premissas, entendo que a vida intrauterina, o primeiro ambiente do indivíduo, é o cenário onde a pulsão de morte já atua, e onde as primeiras fantasias se formam, mesmo que de forma rudimentar, como sensações e estados psíquicos.

 ​1. A Pulsão de Morte e o Inato

​Melanie Klein se diferencia de Freud ao postular que a pulsão de morte é uma força destrutiva e inata, presente desde o nascimento. Para ela, essa pulsão não é apenas uma ideia teórica; ela se manifesta na forma de uma angústia primordial, que o bebê projeta para fora em um ambiente hostil.

​A vida intrauterina é, por definição, um estado de proteção contra o ambiente externo. O nascimento, por sua vez, é um evento dramático, de separação e exposição. A pulsão de morte, sendo inata, já está ativa no útero. A angústia - o afeto dessa pulsão - seria desencadeada pelo nascimento. A fantasia inconsciente, então, não seria sobre o útero em si, mas sobre o medo da aniquilação (a pulsão de morte) que o bebê sente ao vir ao mundo.

​Embora Klein não mencione o útero, ela não nega a existência da pulsão de morte antes do nascimento. Portanto, minha premissa é que se a pulsão de morte existe desde o início da vida, também existem, as fantasias a ela associadas.

2. A Fantasia como "Realidade Psíquica"

Klein foi pioneira ao tratar as fantasias inconscientes como uma realidade psíquica, tão importante quanto a realidade externa. Para ela, o bebê não apenas reage ao seio materno; ele o molda em uma fantasia, transformando-o em um "seio bom" ou "seio mau".

​A vida intrauterina é o primeiro e mais primitivo ambiente do indivíduo. A sua experiência neste ambiente, mesmo que seja de forma rudimentar (movimentos, sons abafados, sensações de calor e frio), poderia ser a matéria-prima para as primeiras fantasias.

​O bebê não precisa ter consciência do útero como um objeto externo para ter uma fantasia sobre ele como uma realidade psíquica. O útero é a primeira "realidade interna" do bebê, e que as sensações de aconchego ou, em contrapartida, de restrição, já seriam as primeiras fantasias. Nesse sentido, a fantasia não seria sobre o útero como um objeto externo, mas sobre as sensações e os estados de ser que o bebê experimenta dentro dele.

 Referências

• Klein, M. (1996). Obras completas de Melanie Klein: Vol. 1 - Amor, Culpa e Reparação e Outros Trabalhos (1921-1945). Rio de Janeiro: Imago. (para os conceitos de Pulsão de Morte e Inato) - Klein realmente postula que as fantasias são inatas e que a pulsão de morte existe.

- Estágios Iniciais do Conflito Edipiano (1928) - Klein descreve a natureza inata da angústia e das fantasias primitivas. O conceito de "posições" (esquizo-paranóide e depressiva) é central aqui e a base para isto já existia no útero.

• ​Ferenczi, S. (2011). Thalassa: Ensaio sobre a Teoria da Genitalidade (Originalmente publicado em 1924) - Conceito de regressão à vida intrauterina e a ideia de que o nascimento é um trauma que inicia uma busca por um estado de fusão e segurança. Ferenczi é a principal referência que conecta a psicanálise à vida intrauterina.

• ​Bion, W. R. (1991). Obras completas de Wilfred R. Bion: Vol. 1 - Experiências com Grupos (Originalmente publicado em 1961). Rio de Janeiro: Imago.

• ​Winnicott, D. W. (1983). O Ambiente e os Processos de Maturação (Originalmente publicado em 1965). Porto Alegre: Artes Médicas. Os conceitos de "dependência absoluta" e "holding", descrevem um estado em que o bebê e a mãe formam uma unidade, um eco da vida uterina.

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14 de ago. de 2025

Entrevista - Adultos adotam chupeta para aliviar estresse e ansiedade

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(Entrevista concedida à TV Correio - Programa Com Você) - AGO/25

1. O que está acontecendo com os adultos?

Concordo que há uma “busca por conforto ou segurança emocional, a partir de objetos associados à infância. Há objetos que ajudam a criança a lidar com a ansiedade da separação, e na Psicanálise, há um conceito chamado de objetos de transição, de Donald Winnicott. Para adultos, a busca por objetos ou atividades que remetem a um tempo de menos responsabilidades pode ser um mecanismo de autorregulação emocional, porém, que merece um olhar cuidadoso.

2. Quais os limites entre bem-estar e escapismo?

O bem-estar é quando o objeto ou comportamento complementa a vida adulta. Por exemplo, usar um chaveiro der um personagem de um desenho, na bolsa, enquanto a pessoa continua a enfrentar suas responsabilidades e desafios. O escapismo, por outro lado, é quando o comportamento substitui a vida adulta. Se a pessoa usa esses objetos ou comportamentos para evitar responsabilidades, compromissos ou enfrentar problemas reais, tornando-se uma muleta constante que impede o crescimento e a maturidade, aí entramos em uma zona de atenção.

3. Infantilização ou busca segurança emocional?

A vida moderna impõe uma carga imensa de estresse, incertezas e pressão por produtividade. O esgotamento mental é real. Diante de uma sobrecarga de informações e responsabilidades, o cérebro busca atalhos para se acalmar. Os comportamentos associados à infância representam um tempo de menor responsabilidade, maior cuidado e proteção. Não é imaturidade, mas uma estratégia, não recomendada, para lidar com a exaustão emocional.

4. Quais os efeitos psicológicos de buscar conforto em objetos infantis?

Podem proporcionar um alívio momentâneo do estresse, uma sensação de calma, segurança e conforto. Funcionam como uma "pausa mental" necessária. Se o uso desses objetos se torna a única forma de lidar com o estresse, pode haver um prejuízo no desenvolvimento de mecanismos de enfrentamento (coping) mais maduros. Isso pode levar a uma dependência emocional e à evitação de problemas, em vez de enfrentá-los de forma construtiva.

5. Chupeta como regressão? Quais os riscos?

Sim, este fenômeno que vêm chamando a atenção por causa das redes sociais, pode ser visto como um ato de regressão psicológica, pois remete a uma fase de desenvolvimento precoce. O cérebro associa o ato de chupar a sucção do leite, que é sinônimo de nutrição, segurança e calma. É uma tentativa de reativar esses sentimentos. Riscos físicos: o uso prolongado pode causar problemas dentários, como má oclusão. Riscos psicológicos: se a chupeta se torna o único "dispositivo" para acalmar a ansiedade, a pessoa pode deixar de desenvolver habilidades internas de autorregulação, gerando uma dependência emocional do objeto e nutrindo uma fuga, um atalho que impede de processar e resolver a causa real de sua angústia.

6. Como a sociedade pode apoiar os adultos?

O primeiro passo é parar de julgar, pois a busca por conforto não é um sinal de fraqueza, mas de uma necessidade humana legítima. E a maior ajuda que a sociedade pode oferecer é normalizar a terapia e a conversa sobre saúde mental. Se uma pessoa sente a necessidade constante de se refugiar em objetos infantis, isso pode ser um sinal de que precisa de apoio para desenvolver estratégias mais robustas para lidar com o estresse. Criar ambientes de trabalho e relacionamentos mais empáticos, onde as pessoas sintam segurança para expressar suas vulnerabilidades, sem medo de serem rotuladas.

7. Estratégias para lidar com o estresse de forma madura

- Mindfulness e meditação, Exercícios físicos regulares, Higiene do sono, Terapia, Hobbies e conexões sociais.

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31 de jul. de 2025

Formas de oferecer colo ao seu Sistema Nervoso Central

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 Seu sistema nervoso central (SNC) merece colo:

1. A corregulação é necessária para nossa sobrevivência. Busque a presença/abraço pontual de alguém para te ajudar a respirar melhor, desacelerar os batimentos e voltar para si.

2. Deite no chão por 10 minutos: sem pressa, sem meta. Só deixe a gravidade te acolher; ou coloque os pés descalços no chão. Seu corpo sabe voltar ao centro quando tem permissão pra parar.

3. Cante baixinho, pra si mesma: A vibração da sua voz conversa com o nervo vago e diz: "Está tudo bem agora", convidando o corpo a voltar para o modo descanso. 

4. Toque seu próprio peito e sussurre: "Eu estou segura". Esse gesto é como um botão secreto de aterramento, quando tudo ao redor parece demais.

5. Troque tempo de tela por céu: Mesmo que seja por 1 minuto. Olhar pro céu expande, acalma e realinha. Um detox de estímulo visual direto pro sistema nervoso.

6. Enrole-se num cobertor como um casulo: Especialmente depois de uma conversa difícil. Isso recria uma sensação de ninho e desliga os alarmes do sistema.

7. Permita-se chorar, sem tentar "consertar" nada. As lágrimas são uma forma natural de descarregar o estresse. Reprimir mantém o sistema travado.

8. Beber algo quentinho, devagar, sem fazer mais nada. Isso comunica ao corpo: "Tenho tempo, não preciso correr".

9. Dar pequenos e suaves pulos libera energia contida. Assim como, usar almofadas para apertar ou bolinhas terapêuticas.

10.  Criar rituais simples e intencionais como acender incenso, vela, desenhar ou alongar-se, sinalizam segurança para o seu sistema nervoso.

11. Nomeie o que você está sentindo: o que você pode ver, ouvir, tocar?

12. Faça algo com total presença, mesmo que seja apenas lavar as mãos.

13 Alongue o corpo como se estivesse acordando de um longo cochilo.

14. Crie ritmo: balance, ande, costure, toque, cante, repita uma afirmação positiva. 

15. Tome um banho lento e deixe a água te acalmar.

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19 de jul. de 2025

Crianças, Adolescentes & Limites e Telas

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Para os jovens e também para os adultos: a privacidade não é um direito absoluto na infância, mas deve ser progressivamente respeitada conforme o jovem amadurece, sempre com o foco na segurança.

● O objetivo não é banir a internet, mas equipar as crianças e adolescentes com as habilidades e o discernimento necessários para navegar por ela de forma segura e responsável.

Maiores perigos no ambiente digital

▸ Exposição a conteúdos inadequados é uma preocupação constante, desde material violento e sexualmente explícito até discursos de ódio e informações falsas. 

▸ Interação com estranhos, que pode levar a situações de aliciamento, conhecido como onde predadores constroem uma relação de confiança para explorar as vítimas. 

▸ Pode afetar o desenvolvimento social, o desempenho escolar e a saúde mental dos jovens.

▸ Exposição de dados pessoais é um risco latente, seja por meio de golpes, downloads maliciosos ou o compartilhamento excessivo de informações em redes sociais, o que pode abrir portas para fraudes e outros crimes.

Identificando Sinais de Alerta

 * Alterações de humor: se tornar mais irritado, ansioso, triste ou recluso do que o habitual.

 * Dificuldade para dormir, pesadelos ou mudanças nos padrões alimentares podem ser indicadores.

 * Perda de interesse por hobbies ou amigos que antes eram importantes.

 * Comportamento secreto com dispositivos: Esconder o celular, usar o computador de forma furtiva ou ficar muito defensivo ao ser questionado sobre o uso.

 * Queda no desempenho escolar: Dificuldade de concentração e notas baixas.

 * Sinais físicos de estresse: Dores de cabeça frequentes, dores de estômago sem causa aparente.

 * De repente apaga perfis em redes sociais ou desinstala jogos sem motivo claro.

 * Mensagens ou fotos perturbadoras. 

Equilibrando Cuidado e Privacidade Digital

1. Estabeleça regras claras e acordadas sobre o uso da internet desde cedo, incluindo tempo de tela, tipos de conteúdo permitidos e com quem podem interagir. Explique o porquê dessas regras, focando na segurança e bem-estar.

2. Promova um diálogo aberto e honesto, onde seu filho sinta que pode vir até você com qualquer problema, sem medo de punição. Mostre interesse genuíno pelo que eles fazem online, pelos jogos que jogam e pelos amigos que têm. 

3. Considere ferramentas de controle parental que podem ser usadas de forma transparente. Explique que essas ferramentas são para proteção, assim como um cinto de segurança no carro.

À medida que crescem, a fiscalização diminui e a confiança mútua aumenta. O objetivo é ensiná-los a serem responsáveis e críticos em relação ao que encontram online e para desenvolver a capacidade de se proteger.

Estratégias de Diálogo para o Uso Consciente da Internet

 * Converse desde cedo sobre o uso da internet, logo que iniciarem a ter acesso a dispositivos. Faça disso um assunto regular, no dia a dia.

 * Seja Exemplo: se você passa o tempo todo no celular ignorando as pessoas, seus filhos farão o mesmo. Mostre equilíbrio no seu próprio uso de tecnologia.

 * Explorem juntos: joguem, assistam vídeos que eles gostam, naveguem em sites. Isso cria uma ponte para o diálogo e permite que você entenda o universo digital deles.

 * Ensine o Pensamento Crítico: Ajude a questionar o que veem online. "Isso é real? Quem postou isso? Qual é a intenção por trás disso?" Ensine-os a serem "detetives" digitais.

 * Foco nas Consequências: Em vez de apenas proibir, converse sobre as consequências de certas ações online. Por exemplo, "Se você compartilhar essa foto, quem poderá vê-la e o que poderão fazer com ela?"

 * Incentive a Denúncia: Deixe claro que, se virem algo que os incomoda ou se sentirem ameaçados, devem procurar você imediatamente. Garanta que não haverá julgamento, apenas apoio.

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3 de mai. de 2025

Habilidades Essenciais de Autoajuda

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Cuidar de si mesmo, significa se comprometer com estratégias que proporcionem qualidade em viver. 
Estas habilidades os capacitam a gerenciar tarefas diárias, promovem AUTOESTIMA, CONFIANÇA e SENSO DE REALIZAÇÃO.

- Cuidados Pessoais: escovar os dentes, lavar as mãos, se arrumar, se vestir, cuidar do corpo e da saúde.

- Habilidades sociais: interagir com os outros, entender dicas sociais, construir relacionamentos, compartilhar, revezar e expressar sentimentos.

- Tarefas da Vida Diária: cozinhar, limpar, fazer compras, administrar dinheiro, lidar com as responsabilidades diárias e ser capaz de viver de forma independente.

  • Por que essas habilidades são importantes? 

1. Independência: significa que pode fazer mais por conta própria.

2. Autoestima: constrói confiança e autoestima, encorajando a assumir desafios.

3. Bem-estar geral:  saber como cuidar de si mesmo e lidar com as tarefas do dia a dia.

4. Interação social: abre portas para amizades e oportunidades sociais.


  • Como ensinar habilidades de autoajuda?

1. Repetição e rotina: a consistência é a chave, pois repetindo as tarefas, as habilidades se tornarão uma segunda natureza. Manter um guia visual que divida as etapas para se vestir, por exemplo, pode reduzir a carga cognitiva, tornando a tarefa mais leve.

2. Suportes visuais:  use imagens simples e claras para descrever etapas como: lavar as mãos ou escovar os dentes. Divida a habilidade, em cada etapa necessária e, foque no ensino passo a passo. Apresente rotinas por meio de cronogramas visuais ou histórias sociais, dividindo tarefas, em etapas simples.

3. Elogios e encorajamento: Celebre cada pequena vitória, reforçando a confiança e a motivação. O encorajamento verbal aumenta a confiança e afirma as conquistas.

4. Simulação: Dramatização é como ensaiar para uma peça onde é possível praticar interações sociais e tarefas diárias em um ambiente seguro, permitindo que entenda diferentes cenários e pratique respostas, tornando as interações no mundo real menos assustadoras.

- Demonstre tarefas e ofereça oportunidades para a prática. Forneça ajuda, somente quando precisar e, gradualmente, diminua o suporte oferecido.

- Praticar cumprimentos ou conversas informais, ajuda a se preparar para interações na vida real. Encenar diferentes situações, ajuda a praticar, como iniciar conversas e respostas. Simular atividades como: pedir comida ou fazer compras no supermercado, pode aumentar a confiança. Pratique na mesma ordem e com as mesmas dicas verbais.

- Compreendendo a Linguagem Corporal e Empatia: Use vídeos e dramatizações para explicar dicas de linguagem corporal e empatia. Praticar com colegas ou familiares, também pode melhorar o aprendizado.

- Habilidades de transporte: aprender a navegar usando transporte público ou meios alternativos, pode aumentar a mobilidade e a liberdade.

- Gestão de dinheiro: Use cenários da vida real para praticar: Defina pequenas metas financeiras, compare preços, durante uma ida às compras.

5. Culinária básica e nutrição: Comece com tarefas como lavar vegetais ou fazer um sanduíche e divida, visualmente, cada passo. Envolver a pessoa, na escolha de receitas e no planejamento de refeições, também pode encorajar hábitos saudáveis.


6. Habilidades de funcionamento executivo: são necessárias para planejar com antecedência, dividir uma tarefa, criar uma lista de tarefas, organizar pensamentos, planejar ações, prestar atenção, inibir respostas inapropriadas e autorregular emoções. Por exemplo, considerando o vestir-se:

·         Planejamento (o que vestir, quais itens vão primeiro)

·         Iniciar a tarefa e sequenciar os passos

·         Coordenação bilateral (usar as duas mãos para puxar as calças para cima, abotoar uma camisa)

·         Habilidades motoras grossas e finas (equilíbrio, controle postural, isolamento dos dedos e controle necessário para zíperes/botões). 

·         Concentrar-se na tarefa (manter o foco enquanto se veste, especialmente se houver outras distrações no ambiente) 

·         Memória de trabalho (lembrar os passos e a ordem em que eles precisam ocorrer)

·         Atenção visual (escolher um par de meias de uma gaveta cheia)

 

7. Autodefesa: aprender como e quando fazer perguntas, a quem recorrer para obter ajuda e como dizer não. Aprender a resolver problemas reconhecendo dificuldades e buscando assistência pode ajudar muito a aumentar a autoestima e a independência de uma criança. A independência completa pode não ser possível para todas as crianças, mas pequenos passos em direção ao domínio de qualquer habilidade de vida, podem aumentar o funcionamento independente, trazendo positividade para a rotina.

  • Diretrizes etárias para habilidades de autoajuda

2-3 anos

  • Coopera com a ajuda dos pais para se vestir
  • Começa a tirar e a vestir roupas
  • Tenta escovar os dentes (embora ainda não completamente)
  • Tenta lavar o corpo no banho quando instruído a fazê-lo
  • Alimenta-se com talheres
  • Pode guardar alguns pertences pessoais quando solicitado
  • Aprendendo a lavar as mãos corretamente

3-4 anos

  • Veste-se de forma independente
  • Mais independente para tomar banho (pode precisar de ajuda para lavar ou enxaguar o cabelo)
  • Totalmente treinado para usar o penico
  • Aprendendo a pentear o cabelo
  • Pode obter seu próprio lanche se for facilmente acessível
  • Limpa após as refeições (ou seja, lava a louça, joga o lixo fora)

5-6 anos

  • Sabe amarrar sapatos
  • Independente no banho (pode precisar de supervisão sobre a qualidade das tarefas de banho)
  • Pode cuidar de pertences pessoais
  • Pode reunir pertences pessoais quando solicitado
  • Escovar os dentes de forma independente
  • Use o microondas (com supervisão)
  • Siga uma rotina matinal com menos orientação de um adulto

6-7 anos

  • Mais independência para cozinhar, abrir alimentos, etc.
  • Autocontrole (menos necessidade de apoio de adultos na hora de relaxar para dormir, se acalmar)
  • Organizar itens necessários para sair de casa (como ir para a escola, etc.)
  • Segue uma rotina diária com a orientação de um adulto

7-8 anos

  • Mais habilidades com tarefas domésticas
  • Mais independência com o trabalho escolar
  • Maiores habilidades de gerenciamento de tempo
  • Preparando refeições simples
  • Pedindo ajuda quando necessário

9 anos ou mais

  • Gerenciar dinheiro
  • Culinária
  • Escolher de roupas adequadas ao clima ou aos eventos
  • Habilidades de higiene
  • Barbear (se aplicável)
  • Gerenciar ciclos (para mulheres, quando aplicável)
  • Organizar e manter a limpeza dos pertences e do ambiente
  • Primeiros socorros básicos quando ocorre uma lesão ou doença comum
  • Habilidades de resolução de problemas (complexidade com base na idade e nas habilidades)
  • Manter-se seguro pessoalmente
  • Permanecer seguro online
  • Habilidades de enfrentamento para gerenciar emoções
  • Estabelecer e trabalhar em direção a objetivos pessoais. 

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IDEIAS PODEROSAS para acalmar uma PESSOA ansiosa (para TODAS as idades)

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1. Beba um pouco de água! Embora a água por si só não seja uma cura para a ansiedade, a desidratação certamente pode piorar os sintomas! Mantenha bem hidrato(a)!

2. Faça uma lista da sua rede de apoio com nome e contato.

3. Chá. Um chá quentinho, faz com que o corpo sinta-se aquecido e aconchegante. É como um abraço caloroso, vindo de dentro.

4. Ouça músicas calmas.

5. Use óleos essenciais: são relaxantes e podem acalmar não só o seu filho, mas também você: a lavanda interage com o neurotransmissor GABA para ajudar a acalmar a atividade do cérebro e do sistema nervoso, reduzindo assim a raiva e a agitação.

6. Use afirmações positivas: As afirmações positivas são uma forma inteligente e relaxante de começar e terminar o dia.

7. Dê um abraço em si mesmo: o toque físico libera oxitocina, um hormônio do bem-estar, e reduz o hormônio do estresse no corpo. Peça ao seu filho que aperte o próprio corpo. Quanto mais tempo melhor.

8. Fale: “Abraço de urso”, e vocês, devem parar o que estão fazendo e dar um grande abraço um no outro. Está provado que um abraço de 20 segundos libera oxitocina, hormônio que promove bem-estar.

9. Tranquilize seu filho de que você está ali para ajudá-lo: Em vez de dizer “está tudo bem”, tente dizer: " Eu estou aqui; você está seguro." A ansiedade consegue fazer com que as coisas pareçam piores e mais assustadoras. Essas palavras podem oferecer conforto e segurança quando seu filho estiver fora de controle, especialmente se estiver no auge de uma preocupação.

10. Dê um nome à sua preocupação e converse com ela: esta é uma técnica para personalizar sua preocupação. Dar um nome permite sentir que tem algum controle, diante de uma força invisível dentro de si. Você pode até conversar com sua preocupação: “Pare com isso (nome imaginário), não há espaço para você aqui!”

11. Use a analogia do barco: Os pensamentos chegam às nossas mentes, como barcos chegam num porto movimentado. Pensamentos entram e saem e, com o tempo, assim como num porto, todos vão embora. Portanto, não se concentre demais em pensamentos intrusivos e assustadores. Eles passarão, pois você é o barco e não a onda.

12. Experimente a técnica de visualização: Pinte uma imagem de um lugar calmo em sua mente. Tente imaginar cada pequeno detalhe, considerando incluir os sentidos: Visão, audição, tato, olfato e paladar.

13. Dê um passeio (na natureza): caminhar na natureza, reduz a atividade na parte do cérebro ligada a pensamentos negativos.

14. Manter um Diário: Registrar um evento, livremente por 15 minutos, pode diminuir a ansiedade.

15. Escreva uma carta para seu melhor amigo: Escreva esta carta como se não fosse você quem estivesse estressado ou preocupado, tentando ajudar seu amigo a resolver um problema. A partir desta perspectiva, pode examinar objetivamente a situação preocupante, o que o ajudará a confortar e a permitir-lhe ver o problema de uma nova perspectiva.

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