23 de ago. de 2025

“A Geração Ansiosa”: redes sociais e ansiedade

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 Fonte: Ler matéria completa - CNN

 

O livro do psicólogo americano Jonathan Haidt (JUL/2024) condensa uma série de estudos que mostram que o uso das redes sociais não apenas está correlacionado a transtornos mentais em crianças e adolescentes da geração Z, mas é sua causa.  Segundo o autor, “os custos de utilizar redes sociais são particularmente altos na adolescência, em comparação com a vida adulta, e os benefícios são mínimos”. Para o autor, a “infância baseada no brincar” entrou em declínio na década de 1980 e foi substituída pela “infância baseada no celular”, acompanhada por uma hiperconectividade que alterou o desenvolvimento social e neurológico dos jovens e tem causado privação de sono, privação social, fragmentação da atenção e vício. Assim, a saída para evitar que o cenário se agrave é uma ação coordenada, com escolha de ações fundamentais e mais benéficas para todos: 

1. Nada de smartphone antes do nono ano (o equivalente ao 1º ano do ensino médio no Brasil). Antes disso, os pais devem dar aos filhos apenas celulares básicos (com aplicativos limitados e sem navegador de internet). “Smartphones, tablets, computadores e televisões não são apropriados para crianças muito pequenas. Em comparação com outros objetos e brinquedos, esses aparelhos incentivam o comportamento passivo e o consumo de informações, o que pode retardar o aprendizado”.

2. Nada de redes sociais antes dos 16 anos. As crianças devem passar pelo período mais vulnerável do desenvolvimento cerebral sem ter acesso a um fluxo sem filtro de comparações sociais e influenciadores escolhidos por algoritmos.

3. Escolas não devem permitir celulares, pois atrapalham a capacidade de concentração.

4. As crianças devem brincar mais, de maneira não supervisionada e independente. Dessa maneira, desenvolvem naturalmente habilidades sociais, superam a ansiedade e se tornam jovens adultos autônomos.

“Crianças prosperam quando têm raízes em comunidades do mundo real, não em redes de contatos virtuais e descorporificadas. Crescer no mundo virtual, promove ansiedade, anomia e solidão. É hora de dar fim a esse experimento. Vamos trazer nossas crianças de volta para casa”, conclui o autor.

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