25 de mai. de 2018
Manual de instruções para um bom coração
Para ler e re-lembrar.
Para compartilhar.
Para se permitir um outro olhar.
Pra vida.
*
Como se vê, quando se olha?
Como produz atenção e cuidado para consigo mesmo (a)?
Como percebe e reconhece os sinais do seu corpo/mente?
Como tem feito as pausas necessárias?
Como está o reconhecimento e atenção às próprias emoções?
Como está lidando com as mudanças?
21 de mai. de 2018
[Entrevista] Abuso sexual contra crianças e adolescentes
1. Quais os sinais que devemos
ficar atentos em crianças que podem estar sendo vítimas de abuso?
Apenas 40% dos casos apresentam evidência física. Sendo assim, os principais sinais são comportamentais:
- Perda do apetite ou compulsão alimentar;
- Pesadelos, medos inexplicáveis de pessoas ou lugares;
- Apatia, afastamento dos amigos;
- Perda dos antigos hábitos de brincar;
- Voltar a chupar o dedo, fazer xixi na cama ou cocô nas calças;
- Conhecimento ou comportamento sexual exagerados;
- Irritação, sangramento, inchaço, dor, coceira, cortes ou machucados na região genital ou anal.
2. Como podemos prevenir que
nossas crianças sejam abusadas?
A violência sexual acontece de muitas formas, inclusive quando não há contato físico. É muito importante que os pais, educadores e responsáveis estejam atentos para não expor as crianças e adolescentes à situações desagradáveis que confundam os limites do autocuidado com o próprio corpo e emoções:
- Não force a criança ou adolescente a tocar um adulto;
- Não encoraje a criança ou adolescente a se envolver em atividades sexualizadas com outras crianças;
- Não use a criança ou adolescente em apresentação sensual como fotografia, filmagem ou dança, mesmo que a intenção seja uma brincadeira;
- Não faça comentários erotizados sobre o corpo da criança ou adolescente.
3. Como
ensinar noções de consentimento para crianças? Com que idade e de que forma podemos
conscientizá-las sobre se defender de possíveis abusos?
Antes mesmo dos dois anos de idade, os pais e cuidadores podem e devem compartilhar com a criança pequena, quem pode ajudar a lavar o pipi e a pepeca e que eles devem ficar guardadinhos: primeiro com a fraldinha, depois com a calcinha ou cueca. É um discurso lúdico que vai acontecendo no banho, na troca de roupa e de forma natural, ajudando a criança a internalizar os conceitos básicos sobre o corpo, sentimentos e trocas afetivas, além de incentivar positivamente abertura para conversar mais sobre o assunto quando tiver dúvidas e sentir necessidade.
• Sugestão super didática para iniciar as conversas sobre o assunto com os pequenos: Materiais Pipo e Fifi
23 de abr. de 2018
[Entrevista - Bullying nas Escolas]
Matéria para o Polêmica Paraíba
-
Qual e como é a contribuição da psicologia no ambiente escolar para combater a
prática do bullying?
O psicólogo escolar ocupa um lugar de convite a reflexão crítica
saudável sobre práticas de Bullying no ambiente escolar,
sensibilizando os alunos sobre a temática; Ainda, promove estratégias
para prevenção de práticas de Bullying, favorecendo um
ambiente harmonioso e prevenindo comportamentos discriminatórios, preconceituosos e
intolerantes; incentiva atitudes solidárias e positivas
em relação ao próximo e repassar valores éticos para auxiliar na construção da cidadania do
sujeito. Todas as práticas, realizadas em parceria com a coordenação e
professores. Toda a escola envolve-se no cuidado necessário.
- Na visão psicológica qual a percepção
sobre as causas do bullying?
Podemos considerar: cobranças e expectativas muito altas, intensas
atividades extracurriculares, críticas frequentes e poucos elogios,
problemas no desenvolvimento cognitivo ou emocional, dificuldades de
aprendizagem, de relacionamento ou experiências traumáticas, como agressão
ou abuso.
- Existe características para as crianças
que praticam o bullying? quais são ? os pais tem culpa nisso?
Muitas vezes, pais e mães desejam compensar a ausência durante a
semana com uma permissividade excessiva ou comprando presentes sempre que surge
a manifestação de qualquer desejo. Assim, as crianças não aprendem a lidar com
limitações e frustrações e podem vir a desenvolverem comportamentos de agressão
ao outro, seja física ou psicológica.
- Na visão psicológica o bullying é a porta
de entrada para outros tipos de violência?
Todas as situações de desajuste podem influenciar e
desencadear novos comportamentos inadequados e produção de sentimentos confusos
sobre si mesmo e sobre os outros, portanto, o bullying diz sim, sobre uma
necessidade importante para que se olhe para a criança ou adolescente e o ajude
de forma mais atenta e profunda.
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