9 de abr. de 2025
Ensinando Respeito e Desculpas
Respeito é a capacidade de valorizar e aceitar os
outros, mesmo quando não partilhamos os mesmos pontos de vista, valores ou
opiniões, e independente das suas características individuais, nos permitindo
desenvolver confiança e relacionamentos. Tipos de respeito:
- Respeito pelos outros seres humanos;
- Autorespeito;
- - Respeito às leis, normas, decisões,
instituições;
- - Respeito pelos seres não humanos (animais, natureza).
Como
demonstramos respeito?
- Prestamos toda a nossa atenção à pessoa
que fala conosco
- Aceitamos opiniões diferentes sem
julgá-las ou tentar mudá-las.
- Levamos em consideração os
sentimentos dos outros
- Usamos palavras gentis
- Dizemos a verdade e mostramos
honestidade
- Pedimos desculpas por ações que
possam ter prejudicado outras pessoas.
- Ouvimos as opiniões dos outros e
tentamos compreendê-los
- Comunicamos de forma asertiva (respeitamos
a nós mesmos e às nossas opiniões enquanto tentamos compreender os outros)
- Gerenciamos nossa frustração sem
descontar nas pessoas ao nosso redor
- Demonstramos gratidão
- Cumprimos nossos compromissos
O que é um pedido de desculpas? Quando dizemos ou fazemos algo que fere os sentimentos de outra pessoa, mesmo que não tenha sido nossa intenção, precisamos "reparar" a situação e isto envolve pedir desculpas.
Por que devemos ensinar a criança a se desculpar? É uma habilidade social importante. Ajuda as crianças a identificar seus
erros. Significa assumir a responsabilidade por suas ações. Ajuda a controlar
sentimentos negativos.
A criança deve ser forçada a se desculpar? Em vez de forçar as crianças a se desculparem, faça perguntas que ajudem
as crianças a estarem cientes dos sentimentos de todos os envolvidos. Por
exemplo, comece com "o que você sentiu quando fez X?" para ajudá-los
a identificar suas emoções, como você acha que seu amigo se sentiu quando você
fez X?" e, em seguida, reflita sobre como essa emoção não justifica como
eles reagiram.
Existem diferentes razões pelas quais as
crianças podem achar difícil se desculpar: 1. Não entendeu que o que fez
foi errado. 2. Vergonha. e 3. Dificuldade em assumir o erro.
O que é um bom pedido de desculpas? Nem sempre usaremos o planejamento completo, mas é importante conhecer e
refletir sua importância:
- Explique o motivo
pelo qual se desculpa. Diga "Sinto muito por..." / "Peço
desculpas por..."
- Reconheça que você não agiu bem.
- Reconheça os
sentimientos da outra pessoa.
- Ouça a outra
pessoa.
- Ofereça uma maneira de reparar.
- Comprometa-se
a não repetir o comportamento que criou a necessidade de se desculpar.
O
que é um pedido de desculpas ruim?
- Usar a palavra "mas".A
seguinte frase soa familiar para você?" Sinto muito, mas você disse algo
que me deixou com raiva"Depois de adicionar a palavra "mas",
você está tentando responsabilizar a outra pessoa por suas ações e não está assumindo
a responsabilidade.
- Quando pedimos desculpas, devemos nos
concentrar no que fizemos, não nas ações dos outros.
- Linguagem corporal, tom de voz ou
expressão facial frustrados ou chateados, destoantes da realidade.
- Não fique com raiva se não aceitarem
nossas desculpas imediatamente. Às vezes, nossas desculpas consertam o que
aconteceu no local. Mas outras vezes, a outra pessoa ainda se sente magoada e
precisa de algum espaço e tempo para estar pronta para nos perdoar.
Como
fazer?
1. Distinguir um pedido de desculpas
falso de um pedido de desculpas real: um exemplo de um pedido de
desculpas falso pode ser: "Sinto muito que você não tenha olhado para onde
estava andando e esbarrado em mim", enquanto um pedido de desculpas
autêntico soa como: "Com licença, eu estava com as pernas retas e não vi
você chegando, você está bem?"
2. Escreva uma carta de desculpas: permite que a
criança pense sobre o que fez, o que deseja expressar e coloque por escrito,
encontrando palavras com as quais se sinta confortável, refletindo sobre suas
ações e como elas afetam os outros. Também pode ser um bom exercício para aqueles
que acham difícil se desculpar cara a cara. E provavelmente os ajudará a
melhorar essa habilidade e encontrar coragem para se desculpar usando suas
palavras no futuro.
3. Seguir um planejamento básico
1. Sinto
muito por... Eu estava errado porque... (reconheça o erro)
2. Eu
sei que você sentiu... (Reconheça como isso afetou a outra pessoa)
3. Existe
algo que eu possa fazer para que você se sinta melhor? (Disponibilidade para
reparar)
4. Faça um desenho de desculpas: uma maneira
criativa e bonita de pedir desculpas e reparar o dano causado à pessoa.
7 de abr. de 2025
CNV - Comunicação Não-Violenta
Há grandes chances do seu primeiro contato com a CNV, ter sido através dos famosos 4 passos que Marshall Rosenberg (psicólogo americano e criador da CNV, por volta dos anos 1960) nos deixou para algo que é bem desafiador - uma forma não-violenta de nos relacionarmos: OBSERVAÇÃO, SENTIMENTOS, NECESSIDADES e PEDIDOS.
Talvez você também tenha descoberto o desafio de colocar em PRÁTICA: a gente se prepara, às vezes ensaia o que vai falar, mas chega na hora exata, falamos algo de maneira agressiva, ou somos engatilhados emocionalmente e esquecemos tudo que tínhamos pensado.
A CNV não é uma fórmula. A Comunicação Não-Violenta é uma proposta de um
novo olhar sobre a maneira que nos relacionamos com o outro, com o mundo e
principalmente com nós mesmos.
PARADIGMA DA DOMINAÇÃO: é uma das grandes raízes, da forma violenta de nos
relacionarmos. Estamos imersos em uma sociedade que ainda é regida por este
paradigma, por esse modelo de como deve ser o nosso mundo.
- CULPA e PUNIÇÃO: um dos “pilares” do paradigma da dominação é o
conceito de que pessoas que erram devem se sentir culpadas e devem ser punidas.
Mas tudo aquilo que coloca o outro
(ou nós mesmos) na culpa e na vergonha é um ato de violência invisível. Quando
entramos nesse sistema de culpa e punição, estamos na crença de que, para as
pessoas mudarem e aprenderem, é preciso que elas sintam dor.
Se você perceber que sua
comunicação não está indo da maneira que gostaria, faça uma profunda
investigação: “O que estou falando pode gerar culpa ou vergonha?”; “Eu estou seguindo o paradigma da dominação e provocando tais sentimentos?”
Existem três estilos básicos de comunicação:
- Agressivos tentam dominar e controlar os
outros, sem ouvi-los.
- Passivos não expressam seus sentimentos e
necessidades e tendem a evitar conflitos.
- Assertivos se comportam com confiança e
expressam o que querem ou acreditam, respeitando as opiniões dos outros.
O que é Assertividade? É uma forma de comunicação
que envolve comunicar nossos desejos e necessidades de forma eficaz, ao mesmo
tempo em que demonstramos empatia pelos pontos de vista dos outros, incluindo:
- - Confiança para expressar nossas opiniões, sentimentos e necessidades;
- Defender-se;
- Demonstrar respeito pelas opiniões e sentimentos dos outros.
Benefícios da Comunicação Assertiva
- Somos capazes de expressar o que realmente sentimos.
- Não temos medo de defender nossas
opiniões.
- Nos faz sentir fortes e no controle.
- Aumenta nossa autoestima e confiança.
- É provável que ganhemos o respeito das
pessoas ao nosso redor porque percebem que defendemos nossos direitos, mas
respeitamos os direitos dos outros.
- Equilibra nossas necessidades e desejos
com as necessidades dos outros. Em caso de conflito, também fica mais
fácil encontrar uma solução que beneficie ambas as partes.
- Elimina o sentimento de culpa quando
recusamos pedidos que consideramos inapropriados.
- Pode ser um fator de proteção contra o
bullying.
- Vamos praticar?
Expresse-se na primeira pessoa (“eu”) para comunicar sentimentos e informar sobre as suas necessidades. Você pode seguir esta sequência de quatro passos:
1. Eu sinto ⇒ você está assumindo a responsabilidade pelo que sente ou pensa.
2. Quando/Situação ⇒ você comunica a ação específica que desencadeou suas emoções.
3. Porque ⇒ você explica como isso o afeta.
4. Necessidades ⇒ você comunica o comportamento que precisa.
Resolução de conflitos
Resolução de conflitos é o processo usado para gerenciar ou resolver diferenças, usando estratégias específicas.
Este processo requer o desenvolvimento de uma série de habilidades sociais, tais como:
- Solução de problemas
- Gerenciamento de sentimentos negativos e emoções intensas
- Colaboração
- Pensamento flexível
- Aprender a se comprometer
- Comunicação eficaz
- Aceitação da diversidade de opiniões
Benefícios de desenvolver habilidades de resolução de conflitos:
- Desenvolvimento de habilidades de comunicação;
- Fortalecimento das relações interpessoais;
- Aprendizado de resolução de conflitos, pacificamente .
Aqui estão alguns exemplos de maneiras prejudiciais de lidar com conflitos:
- Não se preocupar com a opinião dos outros;
- Guardar rancor;
- Reações emocionais intensas, como gritar,
insultar, ameaçar;
- Não conseguir chegar a um acordo;
Agora, alguns exemplos saudáveis:
- Preocupar-se com a opinião dos outros;
- Usar uma voz calma e assertiva para expressar
seus sentimentos;
- Aprender a perdoar;
- Ser capaz de ceder e chegar a um acordo
satisfatório, que possa satisfazer ambas as partes.
O modelo básico de gestão de conflitos
interpessoais pode ser classificado em:
1. Assertividade
(tentar satisfazer nossos próprios interesses/necessidades).
2. Cooperatividade
(tentar satisfazer também os interesses dos outros).
Este modelo bidimensional dá origem a cinco modos
de gestão de conflitos:
1. 1. Colaborar: buscar maneiras de resolver o conflito que proporcionem o melhor resultado para ambas as partes (a famosa situação ganha-ganha). / Assertividade e cooperação.
2. Competição: importar-se apenas com nosso próprio objetivo e não buscamos satisfazer as necessidades dos outros. / Assertividade e não cooperação.
3. Compromisso: Buscamos encontrar uma solução que pode não ser a nossa favorita, mas é aceitável para todos. / Nível intermediário de assertividade e cooperação.
4. Evasão: Uma das partes pode não estar tão envolvida na questão ou prefere evitar o confronto e decide desistir da discussão. / Não assertivo e não cooperativo.
5. Acomodação: negligenciar seus próprios interesses ou preferências para acomodar os da outra pessoa. / Não assertivo e cooperativo.
Considerando as partes envolvidas num conflito, também podemos listar as seguintes estratégias:
- Negociação: propor
soluções satisfatórias para os problemas e chegar a soluções ganha-ganha,
ou acordo.
- Mediação: quando não conseguir resolver um conflito
sozinho(a), pode ser útil uma terceira parte neutra (adulto) para ajudar a
encontrar uma solução.
- Arbitragem: a pessoa que estiver agindo como elemento neutro, deve encerrar a
discussão decidindo a melhor solução, após ouvir ambas as partes.
Praticando a
inteligência emocional na família
Passo 2: Explore. Seja o cientista da situação – o aprendiz, não o sabichão. Ouça para compreender e não para construir o próprio argumento. Lembre-se de que o comportamento é um sintoma. Dê validade, ajude a desativar gatilhos, se necessário e, ajude a nomear as emoções.
Passo 3. Desenvolva uma estratégia: conversa interna, reavaliação, um abraço, escuta ativa. O apoio é necessário para ganhar prática.
Passo 4. Acompanhamento. A regulação emocional é uma jornada para a vida inteira. Como minha melhor versão poderia apoiar? Ter compaixão por si mesmo e pelo outro significa abordar os contratempos de um modo mais construtivo, aprendendo com eles em vez de se recriminar.
Para manifestar sentimentos
negativos assertivamente:
q Determinar
se vale a pena criticar determinado comportamento: este pode ser muito
insignificante, não tornará a ocorrer, etc.
q Ser
breve. Uma vez expresso o que se queria dizer, não é preciso fazer rodeios.
q Evitar
fazer acusações, dirigindo a crítica ao comportamento, e não à pessoa.
q Pedir
uma mudança de comportamento específico.
q Expressar
os sentimentos negativos em termos de nossos próprios sentimentos, em primeira
pessoa, e não em termos absolutos.
q Quando
for possível, começar e terminar a conversação em um tom positivo.
Estar disposto a
escutar o ponto de vista da outra pessoa. Terminar a conversa quando esta pode
acabar em atrito.
M.

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