19 de out. de 2016

[Entrevista] A internet e a mudança de hábito das pessoas

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O computador e a internet são meios de comunicação cada vez mais utilizados pela população, tendo diversas finalidades, sendo uma delas a interação virtual. Entretanto, a tecnologia das redes sociais pode ser aliada, por ser facilitadora da comunicação, mas também pode trazer prejuízos, quando traz um distanciamento das relações reais. Tantos de nós têm estado mais tempo nas redes sociais do que na vida real! Mas o que seduz tanto quem utiliza estas redes? Vaidade? Busca de socialização? Tem sido muito cômodo, aceitar amigos com um click, bloquear pessoas sem ter que lidar com o frente a frente. Mas esquecem das consequências: redução das nossas habilidades sociais, aumento da introspecção e fantasias extremistas e/ou negativas sobre as relações humanas. Os usuários das internet tem a oportunidade de interagir com outros usuários, aprender novas informações, manter contato, manifestar pensamentos e sentimentos, enfim, as opções são variadas.

Como consequência negativa pode existir algum grau de uma fragilidade do ego. O sujeito faz de tudo para demonstrar o oposto da sua vida real, porque é com a aprovação do outro que este sujeito ameniza sua insegurança: demonstra situações felizes, sorrisos, viagens perfeitas etc. Por trás desta cortina imaginária, há um hipermodernismo que reivindica: "estou aqui", por vezes, numa compulsão à exposição; uma espécie de Narciso* atual, numa ditadura da autoafirmação.

Um dos maiores desafios da atualidade pode ser a relação entre o que é representado nas redes sociais e o que existe fora dela, na vida real, pelo fato de poder ocasionar repercussões na subjetividade do indivíduo contemporâneo. O espaço individual precisa ser preservado: lugar para intimidade. Talvez possamos pensar em “menos curtidas” e mais possibilidades de curtir de fato, o fato!

Na mitologia grega, o mito do Narciso dá origem ao termo narcisista. Narciso, uma criança linda, pela qual sua mãe nutria muito amor e admiração. Por causa da beleza excessiva do filho, a mãe, preocupada, levou-o até um sábio. Foi então revelado que Narciso só teria uma vida longa se nunca enxergasse a sua própria imagem. Durante um longo período foi o que aconteceu; os pais esconderam todos os espelhos da redondeza para que Narciso crescesse sem jamais enxergar seu reflexo no espelho. Até que, certa vez, ele se aproximou do rio e viu uma imagem pela qual se apaixonou: Narciso estava apaixonado por si mesmo.

* Matéria publicada originalmente no Jornal Correio - Maio/2016
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18 de out. de 2016

[Entrevista] O brincar na Infância

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13 de out. de 2016

O tempo é uma criança brincando

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☆ Cena 1
- "Não tem problema não. Eu vou consertar". Diz o garotinho diante dos blocos que, ao cair, desmontaram o avião. 
- Ah, que ótimo! Muito obrigada. 
- Eu conserto tuuudo, sabia?

☆ Cena 2
- Tiiia! Ela colocou a xícara dentro do meu carrinho! Diz ele, muito bravo.
- Foi que caiu tia! Ela se defende.
- Sabe que eu tive uma ideia? Vamos fazer um chá pra todos! Estacionem os carros, tragam os bonecos, as bonecas e vamos preparar. Cada um ajuda um pouco, combinado? Agora é hora de provar! Hummm! Que cheirinho delicioso. Prova aqui! Oferecendo ao dono do carrinho, um gole imaginário do chá. Quem quer mais? 
- Eeeu! Várias vozes que se conectaram através da brincadeira mediada e transformada para o bem do grupo.

E assim é! Como o título deste texto, que é uma fala de Heráclito, filósofo  pré - socrático, considerando os aspectos semelhantes entre o tempo e uma criança brincando: não volta atrás, não espera e não se julga por isto. Brincar serve, como nas cenas acima, para experimentar e resolver; para equilibrar a emoção e a razão.

Se possível - e desejo que seja - ajude à criança para que diminua, sabiamente, o uso de objetos de pilha e bateria. Eles fazem o que nós poderíamos inventar e acomodam a criatividade necessária para a vida. A melhor energia, é aquela que a criança já dispõe, mesmo porque, brincar é simples: mais presença e menos presente. Elas precisam do nosso tempo, exemplo, abraços e histórias sobre quando éramos pequenos. Um pouco, todos os dias do ano!

Mayara Almeida
Psicóloga - CRP 13/5938
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