9 de jan. de 2026
Dar a volta por dentro
Há anos eu atravesso o mar, num barquinho de papel. Um mar, que tantas vezes, eu não quero entrar. Ele é profundo, barulhento e cheio de ondas. Meu barco já virou algumas vezes e precisei refazê-lo e, sem muita ajuda, pois os mergulhos que dei e dou, não apetecem quem me conheceu quando eu não sabia nadar, nem remar, nem mergulhar.
A cada dia que passa, escolho seguir me curando, pois não quero sangrar em quem passa, muito menos em quem escolher ficar. Embora eu saiba que, provavelmente, pode acontecer, não será proposital, nem por um coração amargo. O que tem por traz é um cansaço geracional que deságua em mim. Uma melancolia de estimação. Sabe Deus o porquê.
P.S.1: "Pra você, que sabe que é pra você":
- Estou indo dominar o (meu) mundo. Você vem?
1 de out. de 2025
Como ajudar a desenvolver Empatia?
▶ Empatia envolve a habilidade de entender a perspectiva de outra pessoa e como ela se sente sobre isso. Em crianças, a habilidade de empatia avança, conforme suas estruturas cognitivas se desenvolvem.
1 – Tenha empatia
com seu filho e demonstre empatia pelos outros.
Reflita sobre as emoções que a criança demonstra e
valide como ela está se sentindo. Mostre que você entende, que você está
preocupado e que aceita seus sentimentos. Mesmo que pareça trivial (como um
colapso enorme por causa de uma meia "perdida"), tente simplesmente
dizer o que você vê: “você parece chateado. Essa meia está frustrando
você". Da mesma forma, modele empatia por animais, familiares e pessoas em
um filme.
2 – Ensine as
crianças a administrar suas emoções e a se autorregular de forma eficaz.
Expressar empatia nem sempre é fácil para as
crianças, principalmente se elas próprias estão vivenciando emoções negativas
ou sentimentos avassaladores. Um dos passos iniciais para desenvolver empatia
em relação aos outros é conseguir administrar suas próprias emoções de forma
eficaz.
3 – Use as
oportunidades diárias para abordar a tomada de perspectiva.
Todas as crianças nascem com a capacidade de
demonstrar empatia, só precisamos nutri-la. Você pode usar momentos da vida
cotidiana para encorajar pensamentos atenciosos e compassivos por meio da
"tomada de perspectiva". Fale abertamente sobre como outra pessoa
pode se sentir quando você identifica situações que provocam uma resposta
empática em livros, filmes, no shopping, ou em casa. Os livros, por exemplo,
são uma ferramenta essencial para auxiliar o desenvolvimento emocional, pois
ajudam as crianças a se relacionarem e a se lembrarem de lições importantes da
vida.
4 – Ajude a
descobrir o que têm em comum com os outros.
A empatia é mais forte em relação às pessoas com
quem temos coisas em comum. Incentive a inclusão, a diversidade e o calor
ajudando seu filho a descobrir o que ele tem em comum com pessoas de todas as
perspectivas diferentes. Isso pode ser em situações em que seu filho aponta
diferenças (meu filho de quatro anos é bom em apontar diferenças físicas nas
pessoas no momento – que vergonha). Para encorajar a semelhança, você pode
responder com “Ela também está usando roxo, ela deve gostar dessa cor como você”
ou algo semelhante que destaque semelhanças em vez de diferenças.
– Incentive a
gentileza, a consideração e a compaixão por todas as criaturas vivas.
Priorize essas características em todas as situações
e para todas as coisas vivas. Aumentar a preocupação empática não deve ser
apenas um caso de "seja legal com sua irmã". Procure desencorajar
julgamentos e estereótipos, enquanto tenta estabelecer que todas as criaturas
vivas se beneficiam das características positivas de cuidado.
6 – Ajude as
crianças a desenvolver a capacidade de ler sinais emocionais.
A empatia exige que as crianças identifiquem como os
outros se sentem, não apenas com base em sua própria percepção emocional, mas
também nos sinais emocionais e pistas fornecidos pela outra pessoa – nem todas
as pessoas reagem e sentem o mesmo em todas as situações. Como alternativa,
brinque de “como você se sente”, com objetivo de ler as expressões faciais um
do outro e s linguagem corporal, diante de uma situação hipotética.
7 - Incentive e
elogie o compartilhamento emocional.
Seu filho precisa ser tranquilizado de que não há
problema em sentir emoções negativas e positivas. Ele também deve se sentir
seguro para expressar todas as emoções para você. Você pode incentivar isso
perguntando ao seu filho como ele se sentiu quando vivenciou uma situação que
pode ter produzido uma resposta empática, particularmente forte. Quando a
criança demonstrar empatia, reforce o comportamento elogiando-o. Se
compartilhar uma emoção com você, mesmo desagradável, certifique-se de
dizer que é maravilhoso que ele esteja compartilhando suas emoções, e que
isso demonstra o quão gentil e atencioso ele é.
24 de ago. de 2025
Como identificar e mudar padrões relacionais?
- Os nossos padrões são construídos:
1. Por condicionamento social: Aprendemos a nos comportar com base no que experimentamos, no que vemos sendo modelado em nossos vínculos, na mídia e na sociedade.
2. Por não conhecer situações diferentes: Se não vimos ou experimentamos dinâmicas de relacionamento saudáveis, não sabemos como se parecem ou como criá-las.
3. Por Mecanismos de enfrentamento: Padrões podem ser resultado de estratégias de enfrentamento que aprendemos na infância, por exemplo: se afastar e ficar em silêncio para manter alguma segurança ou estar emocionalmente distante porque não sente que pode confiar.
4. Por Medo: Às vezes, o medo de perder, a baixa autoestima ou sentimentos de indignidade nos torna hiperconscientes de nossos padrões e, portanto, é muito difícil observá-los e mudá-los. Torná-los visíveis através da escrita, pode ser um caminho de autocuidado.
- Questione:
- Em que áreas dos meus relacionamentos tenho problemas consistentes, com comunicação, questões emocionais, confiança?
- O que desperta emoções fortes em mim? Como administro essas emoções quando elas estão presentes?
- Há alguma experiência relacional passada que esteja influenciando a forma como me relaciono atualmente? Qual é o impacto disso: positivo ou negativo?
- Alguém próximo e importante me deu algum feedback sobre possíveis padrões? Estou aberto a receber feedback?
- Como começar a mudar padrões relacionais:
- Esteja presente: preste atenção à dinâmica ou aos padrões e observe quando surgem.
- Questione como você faz as coisas, caso não estiverem funcionando. Existe outra maneira de responder, se comportar ou pensar sobre a situação?
- Tente algo novo: para alcançar um resultado diferente, precisamos realmente nos comprometer a fazer as coisas de maneira diferente. Pratique tolerar o desconforto.
- Comunique-se: fale sobre a dinâmica ou padrões repetitivos.
- Pratique: continue praticando. Leva tempo e esforço para fazer mudanças e mudar padrões, então seja gentil e paciente consigo mesmo(a).
Quebrar velhos padrões relacionais é um trabalho corajoso. Não há problema se parecer lento, confuso ou desconhecido. Cada momento de consciência, cada pausa intencional, cada nova escolha, é um poderoso ato de cura. Você não está falhando, está aprendendo.
Quando queremos aprender a comunicar melhor e evitar brigas e discussões desnecessárias, ou outro novo comportamento, é importante saber que esse processo pode ser desafiador, porque precisaremos aprender a fazer algo que ainda não sabemos. Aprender a expressar melhor em situações difíceis, a controlar as emoções, a impor limites, a conversar sem reatividade, a desacelerar num mundo que cobra rapidez, é um processo de reeducação profunda. Não é do dia para a noite e não tem fórmula mágica (lamentável, eu sei). Ser aprendiz não é fácil: dá trabalho, angustia, tem frustração, tem confusão. Mas ser iniciante, é o único caminho.
Fonte: @LUCILLE.SHACKLETON


