26 de abr. de 2025

Do que a Criança e o Adolescente precisam?

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- Sistema límbico:
responsável pelo funcionamento emocional, além intermediar as funções de aprendizado e de memória.

- Amígdala: assume o comando no disparo das emoções, capacitando o organismo para os comportamentos de luta ou fuga. 

- Córtex cerebral (lobo pré-frontal): funciona como um quartel-general do raciocínio e do controle dos impulsos, tendo um papel no controle emocional e no processo de regulação comportamental. Ainda:

* Não amadurece em total coerência com o desenvolvimento do sistema límbico, criando, assim, um descompasso biológico.

* Por volta dos 12 anos, costuma iniciar sua plena capacidade de regulação emocional. É por essa razão que crianças e adolescentes estão mais propensos a adotar comportamentos perigosos (como abuso de álcool e drogas, uso excessivo de tecnologia, entre outros).

* Começa a se consolidar somente após os 21 anos de idade.

Quase todos os pais acham que o afeto e o lúdico são mais fáceis de expressar quando as crianças já estão em um humor cooperativo (bem comportado). No entanto, se os pais expressam amor apenas quando os filhos se comportam bem, a mensagem que as crianças recebem é que devem fazer escolhas comprometedoras para obter aprovação ou atenção (o afeto suficientemente bom). Mensagens" não são apenas o que é falado, mas o que é praticado, experimentado.

Se o objetivo principal dos pais (ou cuidadores) é "endireitar" o comportamento ou consertar os problemas através da punição, encontrarão no caminho, seres humanos muitas vezes, desanimados e que mantém o comportamento de maneiras ainda mais difíceis de lidar. Com o tempo, passam a acreditar que são encrenqueiros, difíceis, etc..., em vez de pessoas capazes. Assim, considere estas três opções, diante do processo bonito e desafiador que é, por si só, educar e contribuir para desenvolver outro ser humano:

Opção 1 - As famílias desejam respeito, obediência e melhores hábitos, mas as mensagens que estão direcionando às crianças e adolescentes, são totalmente diferentes: "Quantas vezes temos que passar por isso? O que há de errado com você? Você não aprende”. Expressar amor e bondade em tempos difíceis é a única maneira de convencer seus filhos de que seu amor é confiável e seguro. O comportamento desafiador é a oportunidade de ouro para comunicar mensagens poderosas: "Você é compreendido". "Você não está sozinho." "Eu estou aqui por você." Comunicar amor é expressar empatia sincera. E esta, à vezes, é melhor expressa simplesmente por meio da presença calma, ajudando no processo de autorregulação - proximidade sem agenda.

Opção 3 – Segurança emocional - Construir uma cultura de segurança emocional constrói a confiança necessária para a verdadeira conexão e influência. Ou apenas: as crianças aprendem melhor quando se sentem seguras. Nossas crenças alimentam nosso comportamento. Se o mau comportamento de uma criança enche sua mente com pensamentos ansiosos como: "Eu sou o pai. O que vai acontecer com esse garoto se continuar assim?" Você naturalmente se envolverá com angústia e tenta controlar a situação para diminuir sua ansiedade. Esse processo de pensamento geralmente acontece sem conscientização e, infelizmente, as crianças podem receber a mensagem: "Você é um problema!", "Você é indesejado!" Um primeiro passo eficaz no caminho para a segurança emocional é considerar a pergunta: "O que está acontecendo comigo?" O que está acontecendo em mim? 

Opção 4 - A ciência da segurança emocional - O cérebro é projetado para nos proteger de qualquer coisa ameaçadora, especialmente se for grande e vier até nós rápido e alto. (Imagine um grande, animal rugindo e correndo em sua direção). É essencial para a nossa sobrevivência quando somos ameaçados que possamos: - nos defender agressivamente (lutar) e fugir (resposta de luta/fuga). No entanto, esse mecanismo de autoproteção funciona contra nós em conflitos familiares estressantes. Os pais muitas vezes tentam recuperar o controle correndo (rápido), (ficando grande) sobre a criança, com comandos intensos "Pare com isso agora mesmo!" (alto). Isso envia uma mensagem de ameaça, que há um estado de luta/fuga e desliga seu lobo frontal. Se queremos ensinar algo útil quando o comportamento é inadequado ou desafiador, devemos abordar de uma maneira que é o oposto de rápido, grande e barulhento: Lento, Pequeno e Silencioso. 

Lembrando: a maturidade de todo ser humano, ocorre principalmente por meio dos relacionamentos verticais que desenvolvemos com pessoas de todas as idades e graus de escolaridade e dos exemplos de pessoas mais velhas a quem somos expostos, como pais, familiares, professores, empregadores, líderes, entre outros.

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12 de abr. de 2025

Adolescência e Redes sociais

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1. Na série "adolescência", da Netflix, é abordado o tema da cultura online e o impacto das redes sociais na vida dos jovens de hoje, a senhora, como psicóloga, como enxerga a falta de acompanhamento dos pais nas comunidades virtuais?

Esta é uma questão extremamente relevante e complexa, especialmente no contexto da saúde mental e do desenvolvimento dos adolescentes na contemporaneidade. A série "Adolescência" nos oferece um importante ponto de partida para essa reflexão, sendo fundamental que pais, educadores e profissionais da saúde mental estejam atentos a essa realidade e busquem formas de intervir de maneira eficaz. A falta de acompanhamento parental nas comunidades virtuais é um fator de risco significativo com implicações profundas e considero os seguintes aspectos:

1. O Adolescente e a Busca por Identidade e Pertencimento: na adolescência, há um intenso processo de construção da identidade e uma necessidade visceral de pertencimento a grupos e as comunidades virtuais oferecem um palco vasto para essa busca, onde os jovens podem experimentar diferentes facetas de si mesmos, interagir com outros que compartilham interesses e encontrar validação externa. Sem a presença parental como um "outro significativo" que ofereça um olhar ancorado na realidade e nos valores familiares, os adolescentes podem se perder em identificações superficiais ou idealizadas, influenciados por dinâmicas muitas vezes desconhecidas e potencialmente prejudiciais.

2. A Natureza das Relações Virtuais: as relações online, embora possam ser genuínas em alguns aspectos, frequentemente carecem da riqueza da comunicação não verbal, do contexto situacional e da história compartilhada que caracterizam os relacionamentos offline. A falta de acompanhamento parental impede que os pais ajudem seus filhos a discernir a autenticidade das interações online, a identificar possíveis predadores ou influências negativas e a desenvolver um senso crítico em relação ao conteúdo que consomem e compartilham.

3. O Impacto na Saúde Mental e Emocional: a exposição constante a padrões irreais de beleza, sucesso e felicidade nas redes sociais pode gerar sentimentos de inadequação, ansiedade, depressão e baixa autoestima. O cyberbullying, a exclusão online e a pressão por engajamento constante são outras fontes de sofrimento psíquico. Sem a mediação e o apoio dos pais, os adolescentes podem internalizar essas experiências negativas, desenvolvendo quadros clínicos mais graves e dificuldades em lidar com suas emoções de forma saudável.

4. A Dinâmica Familiar e a Comunicação: a falta de acompanhamento no mundo virtual muitas vezes reflete uma lacuna na comunicação e no vínculo entre pais e filhos no mundo offline. Uma relação parental aberta e de confiança é fundamental para que os adolescentes se sintam seguros para compartilhar suas experiências online, suas dúvidas e seus medos. Quando essa comunicação falha, o mundo virtual se torna um território desconhecido e potencialmente perigoso, onde os pais perdem a oportunidade de exercer sua função protetora e orientadora.

Assim, a ausência dos pais como figuras de referência no ambiente virtual priva os adolescentes de uma importante fonte de regulação emocional, de validação e de internalização de modelos de relacionamento saudáveis. Isso pode impactar a forma como eles constroem seus relacionamentos futuros, tanto online quanto offline, deixando-os vulneráveis a uma série de riscos, comprometendo seu desenvolvimento emocional, social e psíquico.

É crucial que os pais busquem se informar sobre o universo online de seus filhos, estabeleçam um diálogo aberto e honesto, definam limites saudáveis e ofereçam um espaço seguro para que possam compartilhar suas experiências e desafios. Não se trata de proibir o acesso, mas de participar ativamente desse mundo, oferecendo um olhar cuidadoso e uma presença que possa auxiliá-los a surfar por essas águas, por vezes turbulentas, de forma mais segura e consciente.

 

2. Qual a importância que os jovens consideram ao tentar manter uma imagem positiva nas redes sociais?

Esta é uma questão central para compreendermos a dinâmica da adolescência e da juventude na era digital, pois a manutenção de uma imagem positiva nas redes sociais é multifacetada e profundamente ligada às necessidades de desenvolvimento e às dinâmicas relacionais que os jovens vivenciam. Destaco alguns pontos cruciais:

1. Busca por Validação e Aceitação: a adolescência, a busca por aceitação e pertencimento a grupos é uma necessidade fundamental. As redes sociais se tornam um palco onde essa busca se intensifica e se torna mais visível. Uma imagem positiva, com muitos "likes", comentários favoráveis e seguidores, é frequentemente interpretada como um sinal de aceitação e validação por seus pares. Essa validação externa pode influenciar significativamente a autoestima e o senso de valor pessoal dos jovens.

2. Construção da Identidade: como mencionei anteriormente, nas redes sociais, os jovens têm a oportunidade de experimentar diferentes "versões" de si mesmos, de explorar seus interesses e de se apresentar ao mundo da maneira que desejam. Desta forma uma imagem positiva online pode se tornar parte dessa identidade em construção, como forma de se definir e de ser reconhecido pelos outros.

3. Medo da Exclusão e do Julgamento: o medo de ser excluído ou julgado negativamente pelos seus pares é uma poderosa força motivadora na adolescência. Uma imagem negativa nas redes sociais, seja por um comentário inadequado, uma foto considerada "fora de moda" ou a falta de engajamento, pode gerar sentimentos de vergonha, isolamento e ansiedade social. Manter uma imagem positiva é, portanto, uma forma de se proteger dessas experiências dolorosas.

4. Idealização e Comparação Social: as redes sociais frequentemente apresentam um cenário idealizado da vida dos outros, com filtros, edições e a seleção dos melhores momentos. Os jovens tendem a se comparar com essas imagens idealizadas, o que pode levar a sentimentos de inadequação e inveja. Tentar manter uma imagem positiva para si mesmos pode ser uma forma de se equiparar a esses padrões percebidos e de evitar se sentir inferior.

5. Influência da Cultura Online: a cultura online, com seus códigos, tendências e expectativas, exerce uma forte influência sobre os jovens. Manter uma imagem positiva pode ser visto como uma forma de se adequar a essa cultura, de "jogar o jogo" das redes sociais e de obter reconhecimento dentro desse contexto.

6. Busca por Autonomia e Individualidade: embora busquem a aceitação do grupo, os adolescentes também estão em processo de individuação e de busca por autonomia. A forma como se apresentam online pode ser uma maneira de expressar sua individualidade e de se diferenciar dos outros, dentro dos limites aceitáveis pelo seu grupo social.

7. A Importância do "Capital Social" Online: no mundo digital, a imagem positiva pode ser vista como uma forma de "capital social". Ter muitos seguidores, curtidas e comentários pode abrir portas para novas conexões, oportunidades e um senso de influência dentro da sua rede.

É importante ressaltar que essa busca por uma imagem positiva online muitas vezes reflete dinâmicas relacionais offline. Jovens que se sentem inseguros, não validados ou com dificuldades de relacionamento no mundo real podem depositar uma importância ainda maior na sua imagem virtual como uma forma de compensação ou de busca por reconhecimento que lhes falta em outros contextos.

Em suma, a importância que os jovens atribuem à manutenção de uma imagem positiva nas redes sociais está intrinsecamente ligada às suas necessidades de aceitação, construção da identidade, evitação do julgamento e busca por um lugar no mundo social, tanto online quanto offline. Compreender essa dinâmica é fundamental para que pais, educadores e profissionais da saúde mental possam oferecer um suporte adequado e ajudar os jovens a desenvolverem uma autoestima mais sólida e menos dependente da validação externa virtual.

 

3. Como o uso excessivo do ambiente virtual pode influenciar nos casos de violência entre jovens?

Esta é uma questão importante e reflete uma crescente preocupação na clínica e na pesquisa sobre o desenvolvimento juvenil. O uso excessivo do ambiente virtual pode influenciar os casos de violência entre jovens de diversas maneiras:

1. Normalização e Dessensibilização à Violência: a exposição constante a conteúdos violentos online, como vídeos de brigas, agressões virtuais (cyberbullying) e até mesmo simulações em jogos, pode levar a uma normalização da violência. Os jovens podem começar a considerar comportamentos agressivos como comuns ou até mesmo aceitáveis, diminuindo sua sensibilidade ao sofrimento da vítima e às consequências de seus próprios atos. Essa dessensibilização pode reduzir a empatia e a capacidade de se colocar no lugar do outro, facilitando a ocorrência de comportamentos violentos tanto no ambiente virtual quanto no real.

2. Aumento da Agressividade e da Hostilidade: a exposição a conteúdos violentos em mídias interativas, como alguns jogos online, pode levar a um aumento da agressividade, da hostilidade e de pensamentos violentos nos jovens. A imersão nesses ambientes e a identificação com personagens agressivos podem influenciar suas próprias inclinações comportamentais. A frustração e a raiva experimentadas em jogos competitivos ou em interações online negativas podem transbordar para o mundo real, contribuindo para conflitos e atos de violência.

3. Facilitação do Cyberbullying e da Agressão Indireta: o anonimato e a distância proporcionados pelo ambiente virtual podem encorajar comportamentos agressivos que os jovens talvez não manifestassem em interações face a face. O cyberbullying, por exemplo, permite a disseminação de mensagens e conteúdos humilhantes ou ameaçadores de forma rápida e para um grande público, causando sofrimento significativo às vítimas. A agressão indireta, como a exclusão de grupos online ou a disseminação de boatos, também pode ser facilitada pelo ambiente virtual, causando danos emocionais e sociais que podem escalar para conflitos mais diretos.

4. Exacerbação de Conflitos Existentes: a ambiente virtual pode servir como um palco para a escalada de conflitos que já existem no mundo offline. Discussões iniciadas online podem rapidamente se intensificar devido à falta de nuances na comunicação virtual e à dificuldade de interpretação das emoções do outro. Provocações e "desafios" online podem levar a confrontos físicos no mundo real, impulsionados pela necessidade de validação do grupo virtual ou pela dificuldade de recuar diante de uma audiência online.

5. Influência de Grupos e Subculturas Online: jovens podem se envolver em grupos ou subculturas online que valorizam a violência, a rivalidade e a agressão como formas de afirmação ou de resolução de conflitos. A identificação com esses grupos e a busca por aceitação dentro deles podem influenciar seus comportamentos no mundo real. A pressão do grupo online e o medo de serem excluídos podem levar os jovens a participar de atos de violência, mesmo que não concordem com eles individualmente.

6. Distorção da Percepção da Realidade e das Consequências: o tempo excessivo gasto no ambiente virtual pode levar a uma distorção da percepção da realidade e das consequências dos atos violentos. A fronteira entre o virtual e o real pode se tornar borrada, especialmente para jovens mais vulneráveis ou com dificuldades de discernimento. A falta de feedback imediato e empático em algumas interações online pode diminuir a compreensão das consequências de seus atos sobre os outros.

É fundamental considerar que o uso excessivo do ambiente virtual, muitas vezes ocorre num contexto de fragilidades nas relações familiares, como falta de supervisão parental, dificuldades de comunicação familiar, isolamento social ou experiências de violência pregressas. O mundo virtual pode, então, se tornar tanto um refúgio quanto um catalisador para a expressão de angústias e conflitos. Assim, o uso excessivo do ambiente virtual pode influenciar negativamente os casos de violência entre jovens através da normalização, do aumento da agressividade, da facilitação de novas formas de violência e da exacerbação de conflitos preexistentes. Fortalecer as relações interpessoais no mundo real como forma de prevenção e intervenção, é um caminho saudável.

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Princípios, Valores e Virtudes

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Princípios (o alicerce da casa interior) são leis ou pressupostos considerados universais que definem as regras pela qual uma sociedade civilizada deve se orientar. Vale no âmbito pessoal e profissional.

Amor, felicidade, liberdade, paz e plenitude são exemplos de princípios considerados universais. Como cidadãos, esses princípios fazem parte da nossa existência e durante uma vida estaremos buscando torná-los inabaláveis. A base dos nossos princípios é construída na família e, em muitos casos, se perdem no caminho. São como bússolas internas que nos guiam em meio à complexidade das relações. Eles refletem nossas crenças fundamentais sobre o que é certo e errado, justo e injusto, e moldam nossas expectativas e comportamentos.

Valores (as paredes da casa interior) são normas ou padrões sociais geralmente aceitos ou mantidos por determinado indivíduo, classe ou sociedade, portanto, em geral, dependem basicamente da cultura relacionada com o ambiente inserido. Os valores são pessoais, subjetivos e, acima de tudo, contestáveis. O que vale para você não vale necessariamente para os demais colegas de trabalho. Sua aplicação pode ser ética ou não e depende muito do caráter ou da personalidade da pessoa que os adota. Eles influenciam nossas escolhas de parceiros, amigos e colegas, e determinam o tipo de conexão que buscamos estabelecer.

Virtudes, (os móveis da casa interior) segundo o Aurélio, são disposições constantes do espírito, as quais, por um esforço da vontade, inclinam à prática do bem. Aristóteles afirmava que há duas espécies de virtudes: a intelectual e a moral. A primeira é gerada cresce através ensino e por isso, requer experiência e tempo; já a virtude moral é adquirida com o resultado do hábito.

Assim, virtudes são hábitos que se originam do meio onde somos criados e condicionados através de exemplos e comportamentos semelhantes. Elas nos permitem reconhecer e responder às necessidades dos outros, construindo relacionamentos saudáveis e significativos.

Uma pessoa pode ter valores e não ter princípios. Hitler, por exemplo, conhecia os princípios, mas preferiu ignorá-los e adotar valores como a supremacia da raça, a aniquilação da oposição e a dominação pela força. Significa que também não dispunha de virtudes, pois as virtudes são decorrentes dos princípios e o seu legado foi um dos mais nefastos da história. Sua ambição desmedida o tornou obcecado por valores que contrastam com os princípios universais.

Valores e virtudes baseados em princípios universais são inegociáveis e, assim como a ética e a lealdade, ou você tem, ou não tem. Entretanto, conceitos como liberdade, felicidade ou riqueza não podem ser definidos com exatidão. Cada pessoa tem recordações, experiências, imagens internas e sentimentos que dão um sentido particular a esses conceitos. A justiça, por exemplo, é uma virtude tão difícil, e tão negligenciada, que a própria justiça sente dificuldades em aplicá-la.

A manutenção da Casa interior é essencial e deve ser contínua!

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