12 de abr. de 2025

Princípios, Valores e Virtudes

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Princípios (o alicerce da casa interior) são leis ou pressupostos considerados universais que definem as regras pela qual uma sociedade civilizada deve se orientar. Vale no âmbito pessoal e profissional.

Amor, felicidade, liberdade, paz e plenitude são exemplos de princípios considerados universais. Como cidadãos, esses princípios fazem parte da nossa existência e durante uma vida estaremos buscando torná-los inabaláveis. A base dos nossos princípios é construída na família e, em muitos casos, se perdem no caminho. São como bússolas internas que nos guiam em meio à complexidade das relações. Eles refletem nossas crenças fundamentais sobre o que é certo e errado, justo e injusto, e moldam nossas expectativas e comportamentos.

Valores (as paredes da casa interior) são normas ou padrões sociais geralmente aceitos ou mantidos por determinado indivíduo, classe ou sociedade, portanto, em geral, dependem basicamente da cultura relacionada com o ambiente inserido. Os valores são pessoais, subjetivos e, acima de tudo, contestáveis. O que vale para você não vale necessariamente para os demais colegas de trabalho. Sua aplicação pode ser ética ou não e depende muito do caráter ou da personalidade da pessoa que os adota. Eles influenciam nossas escolhas de parceiros, amigos e colegas, e determinam o tipo de conexão que buscamos estabelecer.

Virtudes, (os móveis da casa interior) segundo o Aurélio, são disposições constantes do espírito, as quais, por um esforço da vontade, inclinam à prática do bem. Aristóteles afirmava que há duas espécies de virtudes: a intelectual e a moral. A primeira é gerada cresce através ensino e por isso, requer experiência e tempo; já a virtude moral é adquirida com o resultado do hábito.

Assim, virtudes são hábitos que se originam do meio onde somos criados e condicionados através de exemplos e comportamentos semelhantes. Elas nos permitem reconhecer e responder às necessidades dos outros, construindo relacionamentos saudáveis e significativos.

Uma pessoa pode ter valores e não ter princípios. Hitler, por exemplo, conhecia os princípios, mas preferiu ignorá-los e adotar valores como a supremacia da raça, a aniquilação da oposição e a dominação pela força. Significa que também não dispunha de virtudes, pois as virtudes são decorrentes dos princípios e o seu legado foi um dos mais nefastos da história. Sua ambição desmedida o tornou obcecado por valores que contrastam com os princípios universais.

Valores e virtudes baseados em princípios universais são inegociáveis e, assim como a ética e a lealdade, ou você tem, ou não tem. Entretanto, conceitos como liberdade, felicidade ou riqueza não podem ser definidos com exatidão. Cada pessoa tem recordações, experiências, imagens internas e sentimentos que dão um sentido particular a esses conceitos. A justiça, por exemplo, é uma virtude tão difícil, e tão negligenciada, que a própria justiça sente dificuldades em aplicá-la.

A manutenção da Casa interior é essencial e deve ser contínua!

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9 de abr. de 2025

Ensinando Respeito e Desculpas

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Respeito é a capacidade de valorizar e aceitar os outros, mesmo quando não partilhamos os mesmos pontos de vista, valores ou opiniões, e independente das suas características individuais, nos permitindo desenvolver confiança e relacionamentos. Tipos de respeito:

      Respeito pelos outros seres humanos;

    Autorespeito;

-       - Respeito às leis, normas, decisões, instituições;

-       - Respeito pelos seres não humanos (animais, natureza).

Como demonstramos respeito?

  • Prestamos toda a nossa atenção à pessoa que fala conosco
  • Aceitamos opiniões diferentes sem julgá-las ou tentar mudá-las.
  • Levamos em consideração os sentimentos dos outros
  • Usamos palavras gentis
  • Dizemos a verdade e mostramos honestidade
  • Pedimos desculpas por ações que possam ter prejudicado outras pessoas.
  • Ouvimos as opiniões dos outros e tentamos compreendê-los
  • Comunicamos de forma asertiva (respeitamos a nós mesmos e às nossas opiniões enquanto tentamos compreender os outros)
  • Gerenciamos nossa frustração sem descontar nas pessoas ao nosso redor
  • Demonstramos gratidão
  • Cumprimos nossos compromissos

O que é um pedido de desculpas? Quando dizemos ou fazemos algo que fere os sentimentos de outra pessoa, mesmo que não tenha sido nossa intenção, precisamos "reparar" a situação e isto envolve pedir desculpas.

Por que devemos ensinar a criança a se desculpar? É uma habilidade social importante. Ajuda as crianças a identificar seus erros. Significa assumir a responsabilidade por suas ações. Ajuda a controlar sentimentos negativos.

A criança deve ser forçada a se desculpar? Em vez de forçar as crianças a se desculparem, faça perguntas que ajudem as crianças a estarem cientes dos sentimentos de todos os envolvidos. Por exemplo, comece com "o que você sentiu quando fez X?" para ajudá-los a identificar suas emoções, como você acha que seu amigo se sentiu quando você fez X?" e, em seguida, reflita sobre como essa emoção não justifica como eles reagiram.

Existem diferentes razões pelas quais as crianças podem achar difícil se desculpar: 1. Não entendeu que o que fez foi errado. 2. Vergonha. e 3. Dificuldade em assumir o erro.

O que é um bom pedido de desculpas? Nem sempre usaremos o planejamento completo, mas é importante conhecer e refletir sua importância:

  1. Explique o motivo pelo qual se desculpa. Diga "Sinto muito por..." / "Peço desculpas por..."
  2. Reconheça que você não agiu bem.
  3. Reconheça os sentimientos da outra pessoa.
  4. Ouça a outra pessoa.
  5. Ofereça uma maneira de reparar.
  6. Comprometa-se a não repetir o comportamento que criou a necessidade de se desculpar.

O que é um pedido de desculpas ruim?

- Usar a palavra "mas".A seguinte frase soa familiar para você?" Sinto muito, mas você disse algo que me deixou com raiva"Depois de adicionar a palavra "mas", você está tentando responsabilizar a outra pessoa por suas ações e não está assumindo a responsabilidade.

- Quando pedimos desculpas, devemos nos concentrar no que fizemos, não nas ações dos outros.

- Linguagem corporal, tom de voz ou expressão facial frustrados ou chateados, destoantes da realidade.

- Não fique com raiva se não aceitarem nossas desculpas imediatamente. Às vezes, nossas desculpas consertam o que aconteceu no local. Mas outras vezes, a outra pessoa ainda se sente magoada e precisa de algum espaço e tempo para estar pronta para nos perdoar.

 

Como fazer?

1. Distinguir um pedido de desculpas falso de um pedido de desculpas real: um exemplo de um pedido de desculpas falso pode ser: "Sinto muito que você não tenha olhado para onde estava andando e esbarrado em mim", enquanto um pedido de desculpas autêntico soa como: "Com licença, eu estava com as pernas retas e não vi você chegando, você está bem?"

2. Escreva uma carta de desculpas: permite que a criança pense sobre o que fez, o que deseja expressar e coloque por escrito, encontrando palavras com as quais se sinta confortável, refletindo sobre suas ações e como elas afetam os outros. Também pode ser um bom exercício para aqueles que acham difícil se desculpar cara a cara. E provavelmente os ajudará a melhorar essa habilidade e encontrar coragem para se desculpar usando suas palavras no futuro.

3. Seguir um planejamento básico

1. Sinto muito por... Eu estava errado porque... (reconheça o erro)

2. Eu sei que você sentiu... (Reconheça como isso afetou a outra pessoa)

3. Existe algo que eu possa fazer para que você se sinta melhor? (Disponibilidade para reparar)

4. Faça um desenho de desculpas: uma maneira criativa e bonita de pedir desculpas e reparar o dano causado à pessoa.

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7 de abr. de 2025

CNV - Comunicação Não-Violenta

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Há grandes chances do seu primeiro contato com a CNV, ter sido através dos famosos 4 passos que Marshall Rosenberg (psicólogo americano e criador da CNV, por volta dos anos 1960) nos deixou para algo que é bem desafiador - uma forma não-violenta de nos relacionarmos: OBSERVAÇÃO, SENTIMENTOS, NECESSIDADES e PEDIDOS.

Talvez você também tenha descoberto o desafio de colocar em PRÁTICA: a gente se prepara, às vezes ensaia o que vai falar, mas chega na hora exata, falamos algo de maneira agressiva, ou somos engatilhados emocionalmente e esquecemos tudo que tínhamos pensado.

A CNV não é uma fórmula. A Comunicação Não-Violenta é uma proposta de um novo olhar sobre a maneira que nos relacionamos com o outro, com o mundo e principalmente com nós mesmos.

PARADIGMA DA DOMINAÇÃO: é uma das grandes raízes, da forma violenta de nos relacionarmos. Estamos imersos em uma sociedade que ainda é regida por este paradigma, por esse modelo de como deve ser o nosso mundo.

- CULPA e PUNIÇÃO: um dos “pilares” do paradigma da dominação é o conceito de que pessoas que erram devem se sentir culpadas e devem ser punidas. Mas tudo aquilo que coloca o outro (ou nós mesmos) na culpa e na vergonha é um ato de violência invisível. Quando entramos nesse sistema de culpa e punição, estamos na crença de que, para as pessoas mudarem e aprenderem, é preciso que elas sintam dor.

Se você perceber que sua comunicação não está indo da maneira que gostaria, faça uma profunda investigação: “O que estou falando pode gerar culpa ou vergonha?”; “Eu estou seguindo o paradigma da dominação e provocando tais sentimentos?”

 

Existem três estilos básicos de comunicação:

- Agressivos tentam dominar e controlar os outros, sem ouvi-los.

- Passivos não expressam seus sentimentos e necessidades e tendem a evitar conflitos.

- Assertivos se comportam com confiança e expressam o que querem ou acreditam, respeitando as opiniões dos outros.

 

O que é Assertividade? É uma forma de comunicação que envolve comunicar nossos desejos e necessidades de forma eficaz, ao mesmo tempo em que demonstramos empatia pelos pontos de vista dos outros, incluindo:

-   - Confiança para expressar nossas opiniões, sentimentos e necessidades;

    Defender-se;

    - Demonstrar respeito pelas opiniões e sentimentos dos outros.

 

Benefícios da Comunicação Assertiva

  • Somos capazes de expressar o que realmente sentimos.
  • Não temos medo de defender nossas opiniões.
  • Nos faz sentir fortes e no controle.
  • Aumenta nossa autoestima e confiança.
  • É provável que ganhemos o respeito das pessoas ao nosso redor porque percebem que defendemos nossos direitos, mas respeitamos os direitos dos outros.
  • Equilibra nossas necessidades e desejos com as necessidades dos outros. Em caso de conflito, também fica mais fácil encontrar uma solução que beneficie ambas as partes.
  • Elimina o sentimento de culpa quando recusamos pedidos que consideramos inapropriados.
  • Pode ser um fator de proteção contra o bullying.

  • Vamos praticar?

Expresse-se na primeira pessoa (“eu”) para comunicar sentimentos e informar sobre as suas necessidades. Você pode seguir esta sequência de quatro passos:

1. Eu sinto ⇒ você está assumindo a responsabilidade pelo que sente ou pensa.

2. Quando/Situação ⇒ você comunica a ação específica que desencadeou suas emoções.

3. Porque ⇒ você explica como isso o afeta.

4. Necessidades ⇒ você comunica o comportamento que precisa.

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