20 de jun. de 2019

Carta aberta à sua criança sobre o uso do celular

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Oi tudo bem? Escrevi esta cartinha pra você. Sim (nome da criança), você mesm@. Eu sou Mayara e sou psicóloga. O meu trabalho é promover e prevenir sobre cuidar da saúde mental com consciência e respeito. A saúde mental é a saúde do nosso cérebro (pensamentos, sentimentos e comportamentos). Quando eu era uma criança, assim do seu tamanho, eu não tinha celular, acredita? Pois é, isso pode ser engraçado e até parecer impossível, mas é verdade verdadeira. Então, eu brincava de amarelinha, bicicleta, bola, dominó,  desenho, pintura, bola de gude, boneca, comidinha, carrinho, barquinhos de papel e livros com histórias incríveis.

No meu trabalho, estudando a nossa saúde mental, sabe o que eu descobri? Que o celular não é brinquedo e, por isso, deve ser utilizado por tempo limitado, ou você fica esquecido, cansado, irritado e agitado. Veja só, ficar muito tempo nas telas, deixa a cabeça quadrada! Mas eu tenho certeza que você não quer que isto aconteça. Trago então uma ideia: que tal brincar todos os dias bemmm longe das telas!? Estar em família, descobrindo brincadeiras, com os amigos, conversando e imaginando histórias. Isto sim, vai te ajudar a crescer esperto e inteligente, porque o seu cérebro estará sendo bem cuidado. Combinado? Lembre-se: a sua saúde mental importa. 
Um abraço redondinho da tia May.
Aos adultos: Convido vocês - Pai, Mãe, Avós, tios - a ler esta cartinha para a sua criança. Depois, praticar tempo junto com qualidade, é a minha melhor recomendação e, um plano que todos temos a responsabilidade de incentivar. Promova experiências além das telas, combine os limites e monitore - para a cabeça não ficar quadrada, incluindo a sua. Conto com vocês!
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9 de jun. de 2019

Incríveis 2 anos

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Por aqui, discordo sobre chamar essa fase do desenvolvimento de terríveis dois anos, pois é um momento muito importante para a construção da identidade da criança, onde acontecem conquistas maravilhosas (atividades motoras se refinando, a linguagem se desenvolvendo, o controle dos esfíncteres também começando, habilidades de lidar com as emoções ainda em construção) e milhões de ligações dos neurônios, que não se repetirão mais nesta intensidade, em nenhum outro momento da vida.

Então, vamos praticar repensar sobre os incríveis dois anos, onde o comportamento do bebê começa a mudar quando percebe que ele e a mãe não são a mesma pessoa: pode ficar mais agitado, aumentar ou diminuir o apetite, bruscamente, despertar à noite e ficar mais irritado. Está ocorrendo uma enorme mudança psíquica somada ao desenvolvimento da linguagem e desenvolvimento físico. No percurso de saúde, uma natural crise de ambivalência, pois o bebê busca a independência, mas ainda precisa dos cuidados de um adulto.

Muitas vezes, quando a criança se joga no chão, chora, se agride ou agride outros, é uma resposta a própria falta de habilidade para se comunicar e expressar  frustração - a razão perde feio para a emoção. Daí que a nossa intervenção é essencial para direcionar a criança diante do mundo a sua volta. Se utilizar a força física, o bebê ensinará que, com agressão, pode resolver conflitos. Se acolher, ensinará que a melhor forma para resolver problemas é com empatia e respeito.

Para atravessar esta fase sem ser terrível, o enorme bebê de dois anos precisa de norte, precisa de colo, precisa de sustentação sem rótulos. E nós, os adultos, precisamos de informações sobre desenvolvimento infantil para lembrar que toda fase de mudança, tem seus pontos desafiadores, não é?
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25 de mar. de 2019

Terror noturno infantil

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O Terror noturno é uma atividade anormal do sono e faz parte de uma categoria de manifestações noturnas conhecida por parassonia. A hipótese mais aceita para explicar o terror noturno é que está relacionado com o desenvolvimento do sistema nervoso central, considerando que o cérebro ainda não esteja suficientemente maduro para realizar a transição entre o sono e o despertar.

• O terror noturno é bastante frequente em crianças, principalmente entre os 2 e os 5 anos de idade. Bebês de colo podem acordar chorando no meio da madrugada e crianças mais velhas costumam gritar ou emitir sons sem entendimento claro.

• Pesadelos acontecem durante o chamado sono R.E.M., ou rapid eye movement (movimento rápido dos olhos), que se dá no fim da madrugada. Já o terror noturno ocorre na primeira metade da noite, quando a criança ainda não atingiu o sono R.E.M. Muitas crianças acordam depois de um pesadelo. No caso do terror noturno, a criança dificilmente acorda por conta própria. Além disso, as pessoas se lembram dos sonhos ou pesadelos que tiveram, enquanto os que apresentam terror noturno não fazem ideia do que se passou durante a noite.

• Diante da situação, não acorde a criança, ela pode despertar assustada e demorar mais tento para restabelecer a calma. É necessário acompanhar o momento, oferecendo proteção, caso apresente sonambulismo ou irritação e corra o risco de causar danos físicos a si mesma ou aos pares. Acompanhe até que a criança se acalme e volte a dormir ou, caso acorde, ofereça proteção e carinho até que se acalme novamente.

• É muito importante manter uma rotina adequada de sono para crianças com terror noturno. Isso significa dormir cedo e reduzir a agitação antes do sono. Quando a criança chega agitada de passeios e festas, o risco de apresentar eventos de terror noturno aumenta.

• Existem crianças que passam a apresentar sintomas de privação de sono. Durante o dia, podem apresentar sonolência e irritação. Também ficam mais vulneráveis a doenças. Quando a criança apresentar prejuízos físicos, emocionais ou em suas atividades diárias é importante buscar ajuda médica e psicológica. Desta forma, diminuirá significamente os sintomas e seus efeitos nocivos.
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