25 de mar de 2019

Terror noturno infantil

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O Terror noturno é uma atividade anormal do sono e faz parte de uma categoria de manifestações noturnas conhecida por parassonia. A hipótese mais aceita para explicar o terror noturno é que está relacionado com o desenvolvimento do sistema nervoso central, considerando que o cérebro ainda não esteja suficientemente maduro para realizar a transição entre o sono e o despertar.

• O terror noturno é bastante frequente em crianças, principalmente entre os 2 e os 5 anos de idade. Bebês de colo podem acordar chorando no meio da madrugada e crianças mais velhas costumam gritar ou emitir sons sem entendimento claro.

• Pesadelos acontecem durante o chamado sono R.E.M., ou rapid eye movement (movimento rápido dos olhos), que se dá no fim da madrugada. Já o terror noturno ocorre na primeira metade da noite, quando a criança ainda não atingiu o sono R.E.M. Muitas crianças acordam depois de um pesadelo. No caso do terror noturno, a criança dificilmente acorda por conta própria. Além disso, as pessoas se lembram dos sonhos ou pesadelos que tiveram, enquanto os que apresentam terror noturno não fazem ideia do que se passou durante a noite.

• Diante da situação, não acorde a criança, ela pode despertar assustada e demorar mais tento para restabelecer a calma. É necessário acompanhar o momento, oferecendo proteção, caso apresente sonambulismo ou irritação e corra o risco de causar danos físicos a si mesma ou aos pares. Acompanhe até que a criança se acalme e volte a dormir ou, caso acorde, ofereça proteção e carinho até que se acalme novamente.

• É muito importante manter uma rotina adequada de sono para crianças com terror noturno. Isso significa dormir cedo e reduzir a agitação antes do sono. Quando a criança chega agitada de passeios e festas, o risco de apresentar eventos de terror noturno aumenta.

• Existem crianças que passam a apresentar sintomas de privação de sono. Durante o dia, podem apresentar sonolência e irritação. Também ficam mais vulneráveis a doenças. Quando a criança apresentar prejuízos físicos, emocionais ou em suas atividades diárias é importante buscar ajuda médica e psicológica. Desta forma, diminuirá significamente os sintomas e seus efeitos nocivos.

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