22 de jan. de 2018
Palavra de criança
Quando observamos
as crianças em suas brincadeiras e conversas habituais, podemos perceber que, muitas
vezes os pequenos apresentavam dificuldades para nomear o que sentem. Pedi a seis crianças que criassem suas definições para algumas palavras que, utilizamos usualmente e, portanto, fazem parte de sua rotina de escuta, mesmo que indiretamente. O
resultado apresenta um pouco de como estão sendo construídas as suas percepções
sobre a vida.
Esta conscientização sobre "o que é o quê", muito além da fase dos
“porquês”, é muito importante pois promove maior autonomia e a
possibilidade real de pensar, favorecendo as relações.
Adulto: “é gente grande”
- T, 14 anos
Dinheiro: “é um papel
que tira no banco” - T, 14 anos
Mãe: “é uma pessoa que cria a gente” - T, 14 anos
Nuvem: “é uma coisa no céu que faz chover” - J, 11
anos
“É um algodão doce” - M, 12 anos
Ordem: “é quando o pai não deixa sair” - M, 12 anos
Pai: “é o querido da mamãe” - G, 9 anos
Saudade: “é quando
alguém viaja e a gente fica” - A, 11 anos
Saúde: “é felicidade” -
R, 11 anos
Tristeza: “é o vento” -
J, 11 anos
Universo: “é um verso” -
T, 14 anos
“É onde as pessoas estão
no mundo para sempre” - G, 9 anos
Pergunta aí à sua criança!
Brinque de pensar sobre as palavras.
Converse, estimule a imaginação e o ser-si.
15 de jan. de 2018
Escuta. Você escuta?
A moça foi ao café de sempre, ou, talvez, de sempre que possível. A atendente pergunta: "o de sempre querida?" A conversa deveria continuar com a sua escolha do pedido, mas além de pedir ela costurou uma história que era importante sobre a falta de saúde de alguém. A atendende então sentou à sua frente. E escutou. Fez duas ou três perguntas pontuais. Ouviu atentamente a história. Uma história que talvez fosse a primeira do dia, mas com certeza não seria a última. E só após ouvir anotou o que deveria pedir.
Achei bonito. Uma atitude de cuidado. Que a gente também encontre pessoas que nos ouçam, sem demasiada pressa. Que nós também sejamos àqueles que escutam, mesmo quando a história não é sobre nós.
Achei bonito. Uma atitude de cuidado. Que a gente também encontre pessoas que nos ouçam, sem demasiada pressa. Que nós também sejamos àqueles que escutam, mesmo quando a história não é sobre nós.
13 de set. de 2017
Em que você ainda acredita?
- Eita mãe, uma espada! "Yah!"
- Deixa isso, é de menino!
Eu sorrio e continuo: - Ah mãe! Meninas também podem ser poderosas. Você lembra da Shirra, irmã do He-man? Ela tinha espada, superpoderes e a gente adorava!
- É verdade! (Pegando a espada) Ela dizia: "Pelos Poderes de Shirra!" Eu gostava mesmo!
- Você pode resgatar alguns episódios no youtube, acho que as meninas vão gostar de ver.
- É. Obrigada!
Fim da conversa. Fila que segue...
E reflito: em que momento deixamos de lado aquilo em que acreditamos, a força que temos e nossos gostos mais simples e com significado? Aquela mãe - que poderia ser eu ou você - em algum momento, deixou de acreditar e isso movimenta as relações e gerações.
Eu lembrei do livro infantil, recém publicado por mim e como é importante resgatar este encantamento para usar na vida. Todos podemos ter - e temos - superpoderes. Não aqueles onde saem raios ou outras energias pelas mãos, mas poderes diários e renovável em qualquer tempo. Mas a gente só acredita em algo, se a gente acreditar em algo. Bem assim!
E você? Em quê ainda acredita?
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