4 de dez. de 2016
A maternidade e seus desafios
O nascimento de um filho é potencialmente um momento de crise, independente da forma com que chegou, porque, necessariamente, a mãe terá que dar conta de muitas questões identitárias: deixa de ser somente filha para tornar-se mãe, vem à tona as experiências do relacionamento com sua própria mãe, questiona-se a respeito de que tipo mãe quer ser, entre outras reflexões.
A partir da escuta de mulheres grávidas do segundo filho, observo que os aspectos mais ressaltados, não se referem à plenitude vivida nesse momento – como comumente se imaginou durante tanto tempo – mas sim, às dificuldades enfrentadas a partir da chegada de mais uma nova etapa. Os principais temas relatados são: falta de apoio do companheiro, seja nos cuidados com a casa, com a outra criança e ainda, sobre a valorização enquanto mãe, crise profissional e dúvidas sobre precisar ou não de uma babá para ajudar nos cuidados com duas crianças, numa culpabilização sobre não dar conta. Ainda, a surpresa de ser ouvida sobre suas angústias e dúvidas: "estou até me sentindo valorizada". Daí, um pequeno recorte da importância de programas e projetos pré-natais, que acolham a realidade da gravidez.
Sem fazer juízo de valor, acredito que precisamos compreender os limites colocados em nosso dia-a-dia diante da maternidade e paternidade. Diminuir a carga social e pessoal que é colocada diante de cada mulher-mãe que vivencia a realidade de maternar. Como diz o provérbio indígena que valorizo: "é preciso da aldeia inteira para criar uma criança".
26 de out. de 2016
Princesas ou Desprincesamento - eis a questão
Nem tanto, nem tão pouco - ou seja - é preciso buscar o equilíbrio quando o assunto são princesas e contos de fada.
Acredito que desejar ser princesa ou representar, vestindo fantasias, é algo natural e saudável na infância. Reprimir as crianças diante deste aspecto da fantasia é nocivo e pode ter efeitos sobre a personalidade. Os contos correspondem simbolicamente ao movimento de passagem que aquela criança pode estar vivenciando ou almejando. É extremamente importante é estruturante que a criança tenha seu momento princesa, bem como bruxa, rainha má, guerreira ou até Bob Esponja. A fantasia é aliviante, porque lá, tudo pode sem desconstruir o real.
Portanto, deixe a criança ser princesa ou monstro, se esta atitude surgir espontaneamente, pois no fim das contas, todo conto fala sobre nós: do que temos tanto, ou não temos mais e, por isto, talvez incomode neste momento.
Mayara Almeida
Psicóloga - CRP 13/5938
22 de out. de 2016
A Depressão em imagens
Ano passado, escrevi este post sobre a Depressão: Em tempos de Depressão. É um assunto que estudo e acompanho na clínica e, portanto, dia desses resolvi pensar numa maneira de tornar mais concreta, a compreensão sobre o assunto, fazendo um paralelo com a teoria e as descrições das sensações e vivências que acolho.
Para as imagens utilizei recortes de revistas, alguns objetos e uma flor natural para dizer sobre algo delicado, profundo, intenso e, por vezes, confuso e desconexo - porque assim, também, pode vir-a-ser, considerando a realidade de que existem DEPRESSÕES e, assim, peculiaridades que diz respeito a cada uma delas.
Há algo acontecendo, de um jeito sensível psiquicamente, que nem sempre aparece externamente, mesmo que esteja com a melhor e mais colorida roupa. É algo invisível por dentro.
A compulsão alimentar ou por compras, também pode ser um alerta para um cuidado emocional mais adequado. A mente está em dificuldades para lidar com aquilo que necessita de atenção e, busca uma saída externa para ocupar os espaços confusos. Saída esta, que precisa ser identificada e organizada para não gerar um novo conflito psíquico.
Não apenas a passividade, mas a agressividade também é sinal importante para cuidarmos de si ou daquele que está próximo. Mudanças de humor, seja para qual extremo for, merecem atenção e cuidados específicos.
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Lembrando que para um diagnóstico adequado, profissionais especializados devem ser consultados: psicólogo e psiquiatra.
Compartilhe este post e vamos disseminar, juntos, os cuidados necessários à saúde mental! Conto com você.
Mayara Almeida
Psicóloga - CRP 13/5938
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