5 de jun. de 2015
Autocuidado

Leia as afirmações abaixo com atenção, e identifique se alguma delas ocupa as suas ideias:
1. Eu não sou boa (ou estudiosa, bonita, magra, jovem, inteligente);
2. Só serei feliz quando ele mudar;
3. Se eu fizer tudo o que os outros desejam, não serei rejeitada;
4. Se eu ganhar uma promoção no trabalho serei respeitada;
5. Eu sempre tenho que lutar pelas minhas coisas, enquanto outros têm tudo mais fácil.
Os pensamentos tem função determinante em nossa vida, pois é a partir deles que iniciamos a costura dos nossos afetos positivos ou negativos. É também na imaginação que surgem os nossos projetos, as nossas decisões. O que pensamos e acreditamos, contribui, e muito, para nos tornarmos quem somos. Assim, mudar depende - em parcela significativa - da nossa mudança interna, da identificação daquilo que acreditamos profundamente e tantas vezes, inconscientemente.
2 de jun. de 2015
Carpe Diem: A arte de se presentear com um tempo.
(Texto publicado, originalmente, na Revista Fashion News - maio/2015)
Geralmente não pensamos
no valor do tempo a não ser quando ele está em falta - ainda assim, quando há
tempo disponível, nos sentimos estranhos, com tédio, sem saber o que fazer com
as horas livres que nos convidam a escolher. Nessas situações, muitas vezes,
escolhemos fazer qualquer coisa, sem refletir se, de fato, será agradável para
nós. Algo que é tão valioso - pois é através dele que fazemos uso da nossa
energia diária - não é de se deixar sem proveito. De tempos em tempos,
recomendo esse presente: um tempo só para você. Para manter seu equilíbrio e
energia. Para recarregar as ideias, para estar consigo mesma, para viver o
momento, para inspirar-se. Estes momentos de retiro pessoal são extremamente
importantes para reconhecer as verdadeiras prioridades em sua vida.
Mas como fazer? Como
usar o tempo a seu favor? Não há uma regra, deve ser algo que faça sentido para
você. Algo sob medida para seu momento e suas necessidades. Comece pelo seu “por
que”. Por que você quer realizar essa atividade? Qual é o significado dela para
você?
Posso citar alguns
exemplos:
- Criar um momento de cuidados pessoais
prazerosos: um escalda-pés, banho à luz de velas, automassagem ou até marcar
uma massagem num local adequado.
- Algumas horas de silêncio ou de
leitura agradável.
-
Passear na praia e colocar os pés na areia.
- Ir para uma cafeteria e aproveitar o
momento lendo um belo livro ou na companhia de um caderninho para anotar
ideias.
- Escutar uma música de olhos fechados.
- Fazer um mural de inspirações, com
temas que lhe motivam.
- Praticar momentos de meditação, da
maneira que mais se adequar ao seu jeito de ser.
- Cantar ou dançar, elevando sua energia
e bem estar.
- Contar com apoio de profissionais de
saúde (psicoterapia) para lhe orientar e ampliar seu crescimento.
Na verdade - e que bom
- há muitas opções para você se dar um tempo e, a maioria delas, só precisa de
você, sua presença e o tempo que você vai se permitir aproveitar. A partir daí,
podem até surgir importantes insights, pois você está mais presente, distante do
foco excessivo no externo e conectada com o mundo interno. Se desejarmos
soluções diferentes, precisamos agir diferente. Deixar fluir, deixar ser fácil.
Permitir-se.
Psicóloga Mayara Almeida
mayarapsicologia@hotmail.com
25 de mai. de 2015
Em tempos de depressão
Gostaria de iniciar dizendo o que a Depressão NÃO
é: frescura; falta do que
fazer; coisa da sua cabeça; falta de Deus. Há um excesso de desinformação sobre
o que a depressão é de verdade, então as pessoas frequentemente pensam que
dizer coisas como “seja mais feliz” e “faça um esforço maior” são conselhos válidos.
Não são. É preciso compreender o que se passa e, muitas vezes, permanecer ao
lado, em silêncio. Infelizmente, há muitas pessoas que ainda não tomaram
consciência de que a depressão é algo muito sério e precisa de atenção e
cuidados.
Imagine que, por algum motivo, você quebra alguma parte do próprio corpo e precisa fazer cirurgia para colocar no lugar certo, ou fica trinta dias com um membro engessado e ainda passa seis meses fazendo fisioterapia para voltar a locomover-se adequadamente. A depressão é como reaprender a andar, só que a quebra é da ordem do subjetivo.
Acompanho muitos pacientes com ou beirando a depressão. Chegam desconectados com os próprios desejos, distantes dos próprios sonhos e sem enxergar um caminho possível. Uma cegueira psíquica que não é bem compreendida pelos familiares e pares de relacionamento, na maior parte das vezes. Não é "coitadismo", é doença subjetiva, perda de interesse pela vida.
Diferente de quebrar algum osso, que se vê, a depressão vai desintegrando o colorido de dentro, devagar, bem devagar. Não é de súbito que se dá. Por isso é preciso uma conexão familiar para ajudar na reconstrução dos interesses e na costura dos afetos positivos, além de acompanhamento profisional.
Diferente de quebrar algum osso, que se vê, a depressão vai desintegrando o colorido de dentro, devagar, bem devagar. Não é de súbito que se dá. Por isso é preciso uma conexão familiar para ajudar na reconstrução dos interesses e na costura dos afetos positivos, além de acompanhamento profisional.
Abaixo, algumas sugetões, para lidar com este problema,
que, na maioria dos casos, pode sim, ser revertido.
1. Faça sessões de terapia
As sessões de terapia são fundamentais para que a
depressão seja superada. Passar a entender o porquê do sofrimento, como ele
começou, em quais momentos aparece é importante para modificá-lo. A solução
passa pela fala, pela palavra. Apenas substâncias químicas não resolvem:
"ou dire ou pire" - dizia Lacan.
2. Tome as medicações prescritas pelo médico
Se o psiquiatra receita um medicamento, ele deve
ser tomado da forma correta, para que a sua eficácia aconteça. E vale lembrar
que usar álcool ou outras drogas, interfere na medicação e trará consequências.
3. Procure
dormir o suficiente
A falta de sono ou vontade de dormir o dia todo são
sintomas que tem um grande impacto na depressão. Busque a qualidade do sono
para o total reestabelecimento, procurando na medida do possível manter a
rotina da hora de dormir e da hora de acordar.
4. Conheça os gatilhos da depressão
Para certos pacientes ter contato com uma pessoa
específica recomeça tudo de novo. Para outras pessoas, o gatilho pode vir a ser
uma música, um local, programas violentos de TV.
A dica é conhecê-los e evitá-los.
5. Entenda o poder da sua respiração
Ansiedade e stress geram respiração ofegante e,
retomar o controle da sua respiração pode acalmar sua mente. Respire fundo
algumas vezes quando sentir que está nervoso e isso enviará ao seu cérebro a
mensagem que você está calmo – já que, quem está calmo respira devagar.
Cuide-se!

Psicóloga Mayara Almeida
mayarapsicologia@hotmail.com
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