25 de mai. de 2015
Em tempos de depressão
Gostaria de iniciar dizendo o que a Depressão NÃO
é: frescura; falta do que
fazer; coisa da sua cabeça; falta de Deus. Há um excesso de desinformação sobre
o que a depressão é de verdade, então as pessoas frequentemente pensam que
dizer coisas como “seja mais feliz” e “faça um esforço maior” são conselhos válidos.
Não são. É preciso compreender o que se passa e, muitas vezes, permanecer ao
lado, em silêncio. Infelizmente, há muitas pessoas que ainda não tomaram
consciência de que a depressão é algo muito sério e precisa de atenção e
cuidados.
Imagine que, por algum motivo, você quebra alguma parte do próprio corpo e precisa fazer cirurgia para colocar no lugar certo, ou fica trinta dias com um membro engessado e ainda passa seis meses fazendo fisioterapia para voltar a locomover-se adequadamente. A depressão é como reaprender a andar, só que a quebra é da ordem do subjetivo.
Acompanho muitos pacientes com ou beirando a depressão. Chegam desconectados com os próprios desejos, distantes dos próprios sonhos e sem enxergar um caminho possível. Uma cegueira psíquica que não é bem compreendida pelos familiares e pares de relacionamento, na maior parte das vezes. Não é "coitadismo", é doença subjetiva, perda de interesse pela vida.
Diferente de quebrar algum osso, que se vê, a depressão vai desintegrando o colorido de dentro, devagar, bem devagar. Não é de súbito que se dá. Por isso é preciso uma conexão familiar para ajudar na reconstrução dos interesses e na costura dos afetos positivos, além de acompanhamento profisional.
Diferente de quebrar algum osso, que se vê, a depressão vai desintegrando o colorido de dentro, devagar, bem devagar. Não é de súbito que se dá. Por isso é preciso uma conexão familiar para ajudar na reconstrução dos interesses e na costura dos afetos positivos, além de acompanhamento profisional.
Abaixo, algumas sugetões, para lidar com este problema,
que, na maioria dos casos, pode sim, ser revertido.
1. Faça sessões de terapia
As sessões de terapia são fundamentais para que a
depressão seja superada. Passar a entender o porquê do sofrimento, como ele
começou, em quais momentos aparece é importante para modificá-lo. A solução
passa pela fala, pela palavra. Apenas substâncias químicas não resolvem:
"ou dire ou pire" - dizia Lacan.
2. Tome as medicações prescritas pelo médico
Se o psiquiatra receita um medicamento, ele deve
ser tomado da forma correta, para que a sua eficácia aconteça. E vale lembrar
que usar álcool ou outras drogas, interfere na medicação e trará consequências.
3. Procure
dormir o suficiente
A falta de sono ou vontade de dormir o dia todo são
sintomas que tem um grande impacto na depressão. Busque a qualidade do sono
para o total reestabelecimento, procurando na medida do possível manter a
rotina da hora de dormir e da hora de acordar.
4. Conheça os gatilhos da depressão
Para certos pacientes ter contato com uma pessoa
específica recomeça tudo de novo. Para outras pessoas, o gatilho pode vir a ser
uma música, um local, programas violentos de TV.
A dica é conhecê-los e evitá-los.
5. Entenda o poder da sua respiração
Ansiedade e stress geram respiração ofegante e,
retomar o controle da sua respiração pode acalmar sua mente. Respire fundo
algumas vezes quando sentir que está nervoso e isso enviará ao seu cérebro a
mensagem que você está calmo – já que, quem está calmo respira devagar.
Cuide-se!

Psicóloga Mayara Almeida
mayarapsicologia@hotmail.com
22 de mai. de 2015
O desenho da criança

"O que me agrada principalmente na tão complexa natureza do desenho, é o seu caráter infinitamente sutil, de ser ao mesmo tempo uma transitoriedade e uma sabedoria. O desenho fala, chega mesmo a ser... uma caligrafia" (Andrade, 1984, p. 65).
O desenho pode ser um modo de associar livremente, isso porque é possível explorar novos espaços e experimentar o viver criativo. Também pode ser pensado como expressão de fantasias inconscientes, com seus significados simbólicos. Exige um tipo de atenção que consiste em olhá-lo, sem interpretá-lo, até que alguma luz emane para o observador.
Psicóloga Mayara Almeida
mayarapsicologia@hotmail.com
17 de mai. de 2015
Operação birra sob controle.
Ameaçar que vai abandonar ou não mais gostar da criança, gritar ou bater, ser desautorizado, prometer presentes, realizar longos ensinamentos no meio da crise, compraração entre irmãos ou amigos... Situações que ainda ocorrem em massa e não recomendo, pois cada uma delas educa através do medo e mesmo a curto prazo, faz um mal enorme á saude emocional da criança.
A família precisa, acima de tudo, oferecer segurança afetiva à criança e todo comportamento executado, vai rapidinho, ser aprendido por imitação. Assim, as regras e limites precisam ser combinados, da casa dos pais à casa dos avós, caso contrário a criança fica confusa e lá vem a birra.
Abaixo, exemplifico algumas situações de birra e sugiro posturas que podem ajudar a mater a situação sob controle:
Situação 1 - Grita, chora ou se joga no chão em público
Afaste-se um pouco da criança, certificando-se que não irá se machucar, espere passar, pois ela vai se levantar e em casa retome a situação. Peça para que a criança tente explicar porque agiu daquela forma e numa conversa em tons saudáveis, diga que entendeu a frustração dele, mas que aquele comportamento deixa papai e mamãe tristes. Se estiver num ambiente onde não possa se afastar, pegue a criança e a leve para outro lugar até que se acalme. Em última instãncia, a alternativa é ir embora e seguir a orentação da conversa.
Situação 2 - Atira objetos no chão
Assim que a criança se acalmar, se abaixe, olhe nos olhos dela e peça para que pegue o objeto e coloque no lugar adequado. Expresse seu descontentamento e caso tenha causado algum prejuízo, como quebrar o obejto, por exemplo, traga o prejuíz para concreto e reflita que precisrá gastar dinheiro para comprar novamente.
Situação 3 - Quando contrariada, levanta amão, chuta ou bate
A criança nem sempre entende que suas atitudes podem machucar, então explique, quantas vezes forem necessárias, principalmente se for um bebê. Não subestime a capacidade de entendimento da criança. Se ela levanta a mão, segure o seu braço delicadamente e peça para nunca mais repetir o gesto. Se houver repetição, pode haver punições como, não usar o computador, ou não assistir aquele desenho favorito, mas jamais coloque à prova o seu afeto pela criança.
Psicóloga Mayara Almeida
mayarapsicologia@hotmail.com
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