5 de nov. de 2014
Às vezes o amor não aguenta ser só. Descobri isso aos 7 anos quando consegui convencer a minha avó de comprar dois pintinhos coloridos na feira da cidade: um rosa e um azul. Acho que eu previsava acreditar que podia cuidar de algo. Comida e água, eu mesma trocava. Não lembro da parte difícil, que era limpar a sujeira (e muita) que eles faziam. Uma semana depois, decidi, sozinha e muito segura, que eles precisavam ficar limpos e cheirosos. Comecei com o rosinha. Um banho frio e com direito a delicados esfregões para certificar a limpeza. Deixei-o junto com o outro e fui viver a minha vida de crianca. À noite, no mesmo dia, o pintinho rosa estava morto. Entendi rapidamente que o banho tinha sido demais pra ele. No outro dia, antes de ir pra escola, a descoberta: o azul também havia morrido. Acho que o amor não aguenta ser só. Deve ser isso.
31 de out. de 2014
Sete "pecados" mentais (capitais)
* Preguiça
A preguiça é uma importante causa do alcoolismo e das toxicomanias. O preguiçoso quer sensações? Então basta enbreaguar-se em alguma droga. É bem mais fácil do que esforçar-se para entender a realidade. Posição de vítima, zanga-se facilmente, achando que o mundo existe apenas para servi-lo. Terreno fértil para as doenças mentais: não pensando, a pessoa perde o sentido da realidade, torna-se imatura, rancorosa e acusadora. Vive na fantasia. Frigidez ou desinteresse na vida sexual. No amor, não quer relacionamentos que lhe deem trabalho. Preguiça de viver a própria vida.
* Ira
Uma agressividade exagerada arruina os relacionamentos. Qualquer coisinha gera, de início, rancor. Difícil afeição que prospere. O mundo torna-se detestável e extremamente perigoso. A personalidade agressiva enxerga tudo por uma lente de aumento. Essa é uma das importantes causas da paranóia e da mania de perseguição. Possuído pelo pessimismo e pelo medo, muitas vezes vai morar na fantasia. A tentação de resolver tudo, não pela habilidade e compreensão, mas pela força bruta, no peito e na marra.
* Gula
Por gula a psicanálise entende uma tentação à comilança, em todos os sentidos do termo. Inclui a comida, o aspecto intelectual, a afetividade; a vida sexual e financeira. O problema da gula é que ela proporciona um permanente estado de frustração. Isso se manifesta também com relação ao apetite de conhecimento. Não lê livros. Devora-os. Num primeiro momento, provoca o impulso para a bisbilhotagem, para a espionagem. Ainda, uma sexualidade gulosa vai gerar a ninfomania nas mulheres e a sexomania nos homens.
* Avareza
A pessoa está sempre fissurada no mesquinho, no detalhe, no irrelevante, no banal. Ligam-se desesperadamente em dinheiro. Usa as emoções a conta-gotas, como se elas fossem acabar. Várias depressões ou manias de perseguição são causadas pela avareza.
* Inveja
A inveja é considerada pela psicanálise uma das principais causas de todas as doenças mentais. No entanto, a inveja tem limites, além dos quais ela arruina a vida de qualquer um. Isso porque a inveja desperta, a todo momento, os piores sentimentos. Existem apenas competidores, em uma luta de vida e morte, da qual só poderá sair um único vencedor. Cada conquista na vida de seus pares e parceiros é uma tortura.
* Orgulho
Uma certa dose de narcisismo, vaidade e orgulho faz parte da natureza humana e é saudável. Contudo, orgulho em excesso gera, uma vaidade doentia, uma das principais causas da insegurança e da timidez. Além de tudo o mais, o orgulho em demasia gera um estado de arrogância, de não poder reconhecer os erros. Tudo se torna motivo para que a pessoa se sinta humilhada.
* Luxúria
Várias são as causas que podem levar a uma supervalorização do sexo, ou seja, à luxúria. No fundo, são pessoas inseguras e não amam o sexo tanto quanto dizem. Estão apenas viciadas na ilusão de entrega que ele provoca.
5 de out. de 2014
Eduque sua criança
1. Eduque sem culpa
Demonstre carinho, converse e brinque. Assim, você cria uma maior cumplicidade com a criança. Segura de que tem a atenção dos pais, ela aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer. Assim, para criar um bom vínculo com uma criança não é preciso dar presentes ou mimar demais, mas brincar com ela: dedique pelo menos 15 minutos para brincar.
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Entender que existem regras faz parte de um importante processo de aprendizagem
da criança. Por isso, os pais devem sentir-se autorizados a educar, já que
serão cobrados por isso. Assim, nada de tentar compensar a ausência por meio da
superproteção ou de permissividade: ao perceber que os pais se sentem culpados,
a criança pode adotar comportamentos manipuladores.
2. Crie um bom vínculo afetivo
Demonstre carinho, converse e brinque. Assim, você cria uma maior cumplicidade com a criança. Segura de que tem a atenção dos pais, ela aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer. Assim, para criar um bom vínculo com uma criança não é preciso dar presentes ou mimar demais, mas brincar com ela: dedique pelo menos 15 minutos para brincar.
3. Dê ordens claras
Dialogue sempre, use linguagem adequada à faixa etária da criança e tom firme.
Ao dar uma ordem, olhe nos olhos da criança: Diga o que ela deve fazer uma
única vez. Aguarde alguns minutos e verifique se ela já fez o que você pediu.
Se não, pegue-a pela mão e a acompanhe na execução. Repita até que ela se
condicione a atendê-lo.
4. Diante da birra, permaneça firme
Quando a criança começar a fazer birra, mantenha a calma. Reforce que você não
poderá atendê-la naquela hora e seja objetiva. Se estiver em público, não se
preocupe com os comentários ou olhares das pessoas. Também não faça discursos
ou ameaças enquanto a criança estiver chorando. Apenas tente desviar a atenção
dela para outra coisa, mas não ceda.
5. Educa-se o tempo todo
Lembre-se: educar é uma atividade contínua e você precisa dar o exemplo. A
criança aprende muito por meio do que observa em seu cotidiano.
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