29 de jun. de 2019

Amamentação e Desmame Consciente

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A organização Mundial da saúde recomenda a amamentação pelo menos até completarem 2 anos de idade, quando, supostamente, a criança apresentará maturidade para envolver-se com outras atividades. Peito tem função de alimento, chupeta, carinho, amor, conforto, calma e solução para cólicas. Sim, peito é tudo isso.
Prepare-se emocionalmente para desmamar, consultando profissionais especialistas no assunto. Não faça de forma alguma o desmame por pressão do parceiro, outros familiares ou amigos palpiteiros.
Quando tiver sua decisão tomada, use a verdade para si e para seu bebê: converse, fale a verdade, permita um tempo para a criança se despedir. 
Anote os horários de mamada. Quando estiver próximo ao horário de amamentar ofereça um alimento e faça uma atividade divertida (como cantar, ler livros, brincar). A criança poderá se distrair e não solicitará o peito, aprendendo novas formas de conforto emocional. 
Evite roupas que normalmente usa para amamentar, ou de fácil acesso ao peito.
Qual a necessidade por trás do pedido de peito? Sede, fome, sono, conforto, aconchego, carinho, stress. Perceba se uma substituição - um colo, uma comidinha especial - atende a necessidade da criança. 
Por aqui, defendo a amamentação em livre demanda, desde que também esteja confortável e seja possível para a mãe, pois o bebê fica bem quando a mãe está bem.
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20 de jun. de 2019

Carta aberta à sua criança sobre o uso do celular

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Oi tudo bem? Escrevi esta cartinha pra você. Sim (nome da criança), você mesm@. Eu sou Mayara e sou psicóloga. O meu trabalho é promover e prevenir sobre cuidar da saúde mental com consciência e respeito. A saúde mental é a saúde do nosso cérebro (pensamentos, sentimentos e comportamentos). Quando eu era uma criança, assim do seu tamanho, eu não tinha celular, acredita? Pois é, isso pode ser engraçado e até parecer impossível, mas é verdade verdadeira. Então, eu brincava de amarelinha, bicicleta, bola, dominó,  desenho, pintura, bola de gude, boneca, comidinha, carrinho, barquinhos de papel e livros com histórias incríveis.

No meu trabalho, estudando a nossa saúde mental, sabe o que eu descobri? Que o celular não é brinquedo e, por isso, deve ser utilizado por tempo limitado, ou você fica esquecido, cansado, irritado e agitado. Veja só, ficar muito tempo nas telas, deixa a cabeça quadrada! Mas eu tenho certeza que você não quer que isto aconteça. Trago então uma ideia: que tal brincar todos os dias bemmm longe das telas!? Estar em família, descobrindo brincadeiras, com os amigos, conversando e imaginando histórias. Isto sim, vai te ajudar a crescer esperto e inteligente, porque o seu cérebro estará sendo bem cuidado. Combinado? Lembre-se: a sua saúde mental importa. 
Um abraço redondinho da tia May.
Aos adultos: Convido vocês - Pai, Mãe, Avós, tios - a ler esta cartinha para a sua criança. Depois, praticar tempo junto com qualidade, é a minha melhor recomendação e, um plano que todos temos a responsabilidade de incentivar. Promova experiências além das telas, combine os limites e monitore - para a cabeça não ficar quadrada, incluindo a sua. Conto com vocês!
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9 de jun. de 2019

Incríveis 2 anos

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Por aqui, discordo sobre chamar essa fase do desenvolvimento de terríveis dois anos, pois é um momento muito importante para a construção da identidade da criança, onde acontecem conquistas maravilhosas (atividades motoras se refinando, a linguagem se desenvolvendo, o controle dos esfíncteres também começando, habilidades de lidar com as emoções ainda em construção) e milhões de ligações dos neurônios, que não se repetirão mais nesta intensidade, em nenhum outro momento da vida.

Então, vamos praticar repensar sobre os incríveis dois anos, onde o comportamento do bebê começa a mudar quando percebe que ele e a mãe não são a mesma pessoa: pode ficar mais agitado, aumentar ou diminuir o apetite, bruscamente, despertar à noite e ficar mais irritado. Está ocorrendo uma enorme mudança psíquica somada ao desenvolvimento da linguagem e desenvolvimento físico. No percurso de saúde, uma natural crise de ambivalência, pois o bebê busca a independência, mas ainda precisa dos cuidados de um adulto.

Muitas vezes, quando a criança se joga no chão, chora, se agride ou agride outros, é uma resposta a própria falta de habilidade para se comunicar e expressar  frustração - a razão perde feio para a emoção. Daí que a nossa intervenção é essencial para direcionar a criança diante do mundo a sua volta. Se utilizar a força física, o bebê ensinará que, com agressão, pode resolver conflitos. Se acolher, ensinará que a melhor forma para resolver problemas é com empatia e respeito.

Para atravessar esta fase sem ser terrível, o enorme bebê de dois anos precisa de norte, precisa de colo, precisa de sustentação sem rótulos. E nós, os adultos, precisamos de informações sobre desenvolvimento infantil para lembrar que toda fase de mudança, tem seus pontos desafiadores, não é?
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