18 de jun. de 2015

Tempo. Você tem?

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A urgência caracteriza os nossos tempos atuais. Um aspecto que entra num embate subjetivo com os limites do nosso corpo e mente. "Coloque seu relógio ou vai se atrasar. Não esqueça o celular ou vai se atrapalhar. Criança pediu, tem que dar. Caiu? Não chore, não chore, talvez o outro não vá aguentar". Tempo-limite. Em jaula. Tempo que determina. Despertador. Tempo do adulto. Tempo da criança. Primeiro tempo. Corrido. Segundo tempo. Dá tempo ainda? Não, não. Quero um tempo que norteia, mas não é dono de quem sou e daquilo que desejo ser. Tempo-livre. Tempo meu. Tempo possível.

Psicóloga Mayara Almeida
mayarapsicologia@hotmail.com 
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15 de jun. de 2015

Pequenas traduções de crianças que (não) falam.

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● Ele tem 7 anos e repete frases e palavras que chamam sua atenção, muitas vezes frases feitas que ouviu em desenhos: "vermelho, amarelo, azul e violeta" . Mas nem sempre esta comunicação é pra mim. Quase nunca é. Ou não parece ser. Está falando sozinho? Não. Ninguém fala sozinho. Há sempre "um outro" que ocupa um lugar na fantasia e para quem é direcionada esta fala. E nós, adultos (pais, cuidadores, substitutos) precisamos suportar este outro tempo, e participar das falas, por vezes, apenas repetindo: "vermelho, amarelo, azul e violeta".

● Ela não fala muitas palavras com sons comuns, tem suas próprias expressões para se comunicar e aponta para tudo que quer. Tem 5 anos e outro dia contei pra ela a história de uma menina que não conseguia falar direito e, por isso, muitas pessoas não conseguiam entendê-la. Brincando com os móveis da casinha, olhava para mim, com certo desinteresse naquilo que ouvia. Daí continuei: "mas enfim, ela estava conseguindo algo para ajudá-la a se comunicar melhor". Imediatamente, ela levantou do tapete e veio ver o livro que eu segurava em mãos. Ficou do meu lado e pronunciou: "Hum?" - expressão de susto e surpresa. "Você quer saber como podemos ajudá-la? Confirmou que sim com a cabeça. "Aqui diz que brincar e contar histórias podem ser muuuito importantes". "É xiiia" (é tia) - acompanhado de um largo sorriso.

O único diagnóstico que me interessa aqui, neste primeiro tempo, é se há alguma disponibilidade afetiva para ser desenvolvida. E sim, até aqui, sempre houve. Sempre ha(verá).

Psicóloga Mayara Almeida
mayarapsicologia@hotmail.com

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12 de jun. de 2015

Sobre o (seu) dia dos namorad@s (mesmo solteir@ viu?)

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É dia dos namorados e além do blá, blá, blá, sobre data comercial e "não procure um namorado", vamos falar sobre afeto? Porque sim, esta data desperta um aspecto importante da saúde humana: o afeto e a falta dele e suas consequências emocionais. Sim, hà pessoas que adoecem quando inicia o mês, quando se aproxima o dia, porque não têm namorado. Isto pode acontecer porque ter alguém, às vezes, vem acompanhado do sentido de densidade e de obrigação para tantas pessoas, causando um peso enorme na vida de quem acredita (porque aprendeu) que a alegria está única e diretamente relacionada à presença de um namorad@. Pode ser que sim, pode ser que não. Aqui, devemos recordar uma das mais importantes questões, na minha opinião: a individualidade, e a partir daí, relatividade das emoções e pessoas. Nem todos com namorado estão felizes e nem todo os solteiros estão satisfeitos.

A questão então não é este status social de relacionamento? Não, não é. Uma das questões talvez seja a da vontade de fazer, do que fazer, diante desta individualidade que temos e se configura como nosso maior tesouro. Neste dia, revise-se também, independente do status de relacionamento. O que você deseja para si? Aproveite para organizar as gavetas (de fora e de dentro).

Me livre (deuses, anjos, santos, energias) da 'obrigação' de ter que amar. Que seja leve a escolha em praticar (o meu) afeto e aceitar a (minha) própria companhia. Felicidade não é um lugar, ou uma pessoa ou um objeto. É um ponto (ou muitos) dentro de você.

Psicóloga Mayara Almeida
mayarapsicologia@hotmail.com

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