13 de set. de 2024
Sentindo-se sobrecarregado (a) na criação dos filhos?
Aqui estão
5 estratégias que ajudam a construir resiliência. (E não
envolvem gastar dinheiro). Essas oportunidades se concentram no que
você pode fazer, desde já, em casa. Assim, você modela a melhor forma de gerir
os desafios da criação e educação. Isso, sem dúvida, também os ajudará a
construir uma mentalidade mais resiliente.
1. 1. Mude sua perspectiva.
- Saiba quanto poder você dá a cada fator estressante em sua vida. Às vezes, o estresse vem de um perigo real, mas na maioria dos casos, a quantidade de estresse que sentimos tem mais a ver com a forma como pensamos sobre os obstáculos em nosso caminho. Faça um balanço de quanta influência você está dando a cada desafio que enfrenta.
2. Faça a si mesmo estas perguntas-chave, sempre que surgir um desafio.
- Este tigre é de verdade ou é de papel? (Ou mude para um animal que te assuste!) Lembre que os humanos foram criados para fugir com sucesso de carnívoros ferozes. Nossa resposta interna ao estresse nos lança no modo de sobrevivência – um período durante o qual é quase impossível pensar com clareza. Você resolverá os problemas com mais eficácia se for capaz de reconhecer que a maioria dos problemas não representa um perigo imediato e, assim, será capaz de acalmar seu pensamento de maneira mais eficaz e determinar o que precisa fazer a seguir.
- Como me sentirei em relação a esse problema amanhã? Semana que vem? Próximo ano? Nossas lutas, quase sempre diminuem com o passar do tempo. Um bom lembrete, ao tentar manter as coisas numa única e fixa perspectiva.
3. Dê a si mesmo, um espaço seguro para expressar
sentimentos.
- Escrever altera memórias de eventos estressantes. Foi comprovado que colocar a caneta no papel não apenas diminui a ruminação, mas também melhora a forma como as pessoas lidam com elas. É por isso que revisar seus escritos antigos, por exemplo, pode ser uma ótima maneira de refletir sobre as lições que você aprendeu ao longo do caminho.
- Você não precisa escrever todos os dias. Não deve ser uma ação a adicionar estresse à sua vida. Escreva para você mesmo, não para os outros.
4. Retribua. É bom compartilhar.
- Aumenta o nosso bem-estar. Quando nos voluntariamos, deixamos de lado nossos problemas e ganhamos perspectiva. Retribuir também vem com um lembrete bem-vindo: você é importante e é valorizado.
- Dá mais oportunidades para passar tempo com a família ou sozinho. Desde instituições religiosas, até a escola do seu filho ou filha, as oportunidades são inúmeras.
5.Adicione “ainda” ao final de seus próprios pensamentos repetitivos. Quando muitos dos nossos pensamentos começam com palavras como “Nunca” ou “Não posso”, minamos a esperança. Ela é, então, restaurada com uma simples palavra.
11 de mai. de 2024
Reparentar
A infância é a época em que o subconsciente de cada pessoa é formado. Ou seja, aprendemos como processamos as emoções, como são os relacionamentos, como manter limites e inúmeros outros hábitos e comportamentos.
Perceber que fomos criados por seres humanos imperfeitos é uma grande parte da jornada, mas a nossa tarefa definitivamente não termina aí. Para deixar de agir a partir dos padrões ancestrais que carregamos ou das feridas que nos foram feitas, devemos nos curar.
Para muitas pessoas, fazer isso é compreender que os pais só podem ser pais a partir do seu próprio nível de consciência e que devemos dar a nós mesmos o que os outros não nos deram.
É nisso que consiste a REPARAÇÃO PARENTAL, que tem 4 pilares: Disciplina, Alegria, Regulação Emocional e Autocuidado. Aqui estão 5 passos para começar:
1. Respire: Reparar é um processo. Não é algo que acontece da noite para o dia. Se você tentar fazer muito desse trabalho de uma vez, você se sentirá sobrecarregado e voltará aos velhos padrões. Enquanto isso, respire.
2. Mantenha uma pequena promessa para si mesmo todos os dias: tão pequena que parece insignificante, mas você sabe que não é para você. Alguns bons exemplos são: meditar por 2 minutos, dar uma volta no quarteirão todas as manhãs por 5 minutos, preparar uma refeição em casa todos os dias, fazer um diário sobre o futuro todas as noites antes de dormir. O tempo é importante aqui – não escolha nenhuma promessa que leve mais de 10 minutos no total.
3. Diga a alguém em quem você confia que você está iniciando o processo: Seus pais fizeram o melhor que puderam com seu nível de consciência e provavelmente ficarão na defensiva se você falar sobre isso com eles. A reparação é para você, mas contar para alguém que você confia, pode ser útil.
4. Pergunte a si mesmo “O que posso me dar agora?”: Quando sentir emoções fortes, pergunte-se esta pergunta. Não há problema se, ao começar a fazer essa pergunta, você se sentir confuso ou como se não houvesse resposta. Continue perguntando. É uma prática de conexão com a intuição. Pode ser tomar um banho de espuma, desconectar-se das redes sociais ou sair ao sol por 15 minutos.
5. Comemore suas vitórias: valide-se, reconheça seu progresso. Comemore a pessoa que você está se tornando.
6. Seja gentil com você.
30 de abr. de 2024
Acreditadores possíveis (na infância)
A criança
não é uma folha em branco, livre de influências genéticas ou emocionais, mas é uma
criança e, isto, por si só, a coloca num lugar de aprendente, em alto grau.
Somos nós, adultos, os responsáveis por boa parte do leque de possibilidades, que será levado para a vida inteira. Nossa rede neuronal, permite reflexões mais profundas e as crianças devem se beneficiar
positivamente.
A
minha posição, diante da conversa: "que bater não seja a primeira, nem a última e muito menos, a única opção; que seja possível respeitar a criança em sua capacidade de
compreensão, diferente da nossa, mas extremamente perspicaz e capaz de
atravessar décadas para reproduzir o aprendizado, agradável ou não e, nem
sempre consciente".
Precisamos, urgente, ser adultos 'acreditadores', pois tudo que é ensinado, mesmo sem a intenção de ser, está sendo costurado internamente e, possivelmente, gravado em nossa rede de memórias.
Apesar de não ser possível alcançar o roteiro imaginário de criação ideal e, portanto, da ordem do impossível, que possamos escolher muito mais, os melhores momentos: passar a mão na cabeça sim, para fazer carinho, fechar os olhos para sonhar junto e fazer tudo que a criança deseja, porque tantas vezes, este tudo, é: tempo de qualidade para brincar com afeto.
À você que me lê (a geração que influencia agora: família, educadores, profissionais da saúde): talvez não consiga te agradecer pessoalmente, eu te agradeço! Por insistir, com paradas necessárias para respirar, na construção de grandes seres humanos, desde pequenos!

