15 de set. de 2026

Carta 7 - Adultos também (se) aprendem brincando

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Vejo as nossas diferenças, mas numa brincadeira despretensiosa, descobri onde não precisamos de esforço para nos entender: habitamos a cor AZUL e a mesma estação: o OUTONO - numa frequente transição entre o verão e o inverno. Você me enxerga um PAVÃO, colorida e imponente. Eu me rendo à sua força de TUBARÃO, que guarda nas profundezas um mistério imenso. Sou o seu GIRASSOL, buscando a luz e energia, enquanto você é a minha LANÇA DE SÃO JORGE, trazendo fortaleza e proteção. Goto muito do seu CÉREBRO, de como recorda as melodias que eu esqueço e te revelo a minha parte MARGARIDA, charmosa e decidida. Nossa história tem o mistério de uma BIBLIOTECA REDE, pra refletir devagar e descansar. Também tem música, VIOLÃO e vontade de ESCREVER sobre você. Sou o CAFÉ que desperta a vida cedo e você é o MARTINI, brinde sofisticado que celebra a noite. Nosso sabor tem sido de um MACARRÃO, regado a bastante MOLHO.

Vejo nossas diferenças e suponho que se alguém passar dez minutos ao nosso lado, também verá. Mas construir uma relação, também é suportar as diferenças, rir delas depois e continuar escolhendo ficar, pra a vi(ver) a vida e transitar, delicadamente num outro jeito de seguir.

PS.: Acho que não entendo de amor, mais do que entendo de brincar. Que a gente se divirta, enquanto encontra vestígios do querer, alimenta a esperança de construir caminhos possíveis, arranca matinhos, ouve música, cava areia, divide o pão, o beijo, a paz, a razão e dorme entrelaçando as mãos. Derramando amor em você. Me avise se eu tiver que parar... 

"O homem chega à sua maturidade, quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira". - Nietzsche

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