8 de fev de 2015

Ler e escrever

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Para qualquer lugar que se olhe é possível perceber: vivemos em um mundo letrado. Nomes de lojas, indicações no trânsito, anúncios, destinos de ônibus, embalagens de produtos, na caixa do brinquedo, no videogame, as letras estão por toda a parte, dentro e fora de casa. E por isso, o contato das crianças com a escrita acontece muito antes de isso ser trabalhado formalmente na escola.

São os pais, portanto, os primeiros a terem a oportunidade de apresentar esse maravilhoso universo a seus filhos e ajudar a tornar a escrita, mais do que algo prático, em um prazer. Não se trata, no entanto, de assumir a missão de ensinar o filho a escrever. Apenas criar (e manter) uma boa base para o trabalho que a escola fará depois.

É preciso dar espaço. Não espaço físico apenas. Espaço por dentro, onde acriança possa se encontrar, se reconhecer, e se aceitar. Processo longo esse, contínuo, mas possível e urgente. Os contos oferecem essa possibilidade. No percurso todos nós buscamos chegar ao final feliz depois de ser uma vez. Os contos recontam a história que possivelmente já vivemos, mas com uma ótima condição: contando em voz alta para que possamos ouvir bem a história, para que escolhamos um novo caminho ou personagem lhe ofereçamos opções diversas, espaço para se refazer, espaço para se reconhecer e seguir o caminho, seja pela estrada a fora, sozinha, ou com os anõezinhos cantarolando. De qualquer forma, estaremos tentando uma vez mais, encontrar o nosso final feliz no mundo real, através do encontro com o que nos representa, com o que melhor nos expressa.


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