3 de out. de 2026

Toque de apoio

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Quando percebemos uma ameaça, como fracasso ou rejeição, nosso sistema nervoso simpático, ativa a clássica resposta de luta, fuga ou congelamento. Nossos níveis de cortisol aumentam. Nosso corpo reage como se estivéssemos em perigo, mesmo que o "inimigo" possa ser nossa própria humanidade imperfeita. Lutamos contra nós mesmos com críticas severas, esperando que isso nos ajude a ficar alertas e evitar danos. Fugimos para a vergonha ou ruminamos, acreditando que, se pensarmos no problema por tempo suficiente, o resolveremos. Em nível fisiológico, nossos corpos estão tentando nos proteger e nos manter seguros - só que não de uma maneira muito útil.

Quando outros cometem um erro ou enfrentam problemas, não nos sentimos tão ameaçados pessoalmente, pois um mecanismo de segurança diferente pode entrar em ação: o sistema de cuidado, pois a sobrevivência de pessoas próximas nos ajuda (e aos nossos genes) a sobreviver.

Também podemos aprender a responder a nós mesmos com cuidado em vez de crítica ou ameaça e quando praticamos autocompaixão, os níveis de cortisol e frequência cardíaca diminuem e os marcadores de calma e resiliência emocional, aumentam. Uma maneira eficaz de habituar-se ao estado de calma é usar práticas que sinalizam segurança para o corpo, como o toque de apoio. Colocar a mão sobre o coração, automassagem, ativam as vias associadas ao sistema de cuidado e mesmo que sua mente, não consiga alcançar, seu corpo consegue. Aenas 20 segundos por dia de toque de apoio, diariamente, durante um mês, são suficientes para aumentar significativamente o hábito da autocompaixão.

Nossa biologia tende à autocrítica sob estresse, mas podemos treinar o corpo e a mente para enfrentar as dificuldades com cuidado. Esses atos simples, podem mudar o seu sistema nervoso e a sua vida.

M. 

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