30 de ago. de 2026

Qual é o prêmio de querer PROVAR SER PRODUTIVA?

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"A preguiça incomoda não apenas porque desacelera, mas porque ameaça uma ordem social baseada em controle do tempo." (Mariane Santana, em Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo).

Muitas pessoas constroem toda a sua identidade em torno do trabalho, do relacionamento ou do esforço direcionado a outros. Quando uma dessas coisas muda, elas desmoronam completamente. Conhecer a si mesma, é uma riqueza que nenhuma circunstância pode tirar de você. Porque afundar é para navios, não para mulheres que transformam drama em histórias épicas. PRATIQUE O ÓCIO. Não romantize a exaustão. 

Quanto mais você precisa, menos acha que tem tempo. Quanto mais cansada está, mais difícil é parar. Espera ter tempo livre para, então, descansar. Mas descanso não é recompensa, é manutenção, como escovar os dentes. Você não espera "ter tempo", Faz porque precisa. Seus momentos de descanso são tão importantes quanto sua escova de dentes. Quanto mais acelerado o dia, mais necessária a pausa. Trate o descanso como prioridade, não como luxo.

Aproveite seu tempo livre pra ler, dormir, tomar banho premium, se cuidar. Se acordar cedo, tome um café da manhã especial e devagar, como se estivesse sendo filmada em câmera lenta; arrume o cabelo como se fosse estampar a capa de uma revista, trabalhe ou estude como se estivesse sendo paga em dólares, aprenda algo novo e se desenvolva. 

Por aqui, existe uma mulher, além do trabalho, além de viver cenas de força física e subjetiva, absurdas. Uma mulher que gargalha. Condutora de crises de riso com a cabeça pra trás. Uma mulher cinematográfica, pois reconheço o quão interessante sou. Uma mulher composta por pedaços de todos os lugares por onde passei e das pessoas que convivi, costurada por letras de músicas, citações de livros, frutas colhidas com a mão e no chão, conversas na calçada, lua, estrelas e o cheiro do café feito pela minha avó. Uma alma antiga, habitada pela teimosia silenciosa de ainda acreditar no amor. Uma mulher-poética, composta por um romantismo resistente, transbordante e incurável. Uma mulher-casa da melancolia, zona de (des)conforto. A mulher que divide quarto com a esperança, o medo e a coragem. Uma mulher que canta e dança. Uma mulher que busca ver o céu e procura arco-íris. Uma mulher que não economiza afetos e mantém os olhos encantados pela magia das coisas simples, oferecendo espaço para enxergar pequenos milagres. Uma mulher que documenta ideias e aprendizados. Minha vida é a minha obra de arte mais íntima.

Durma, tire cochilos, tome banhos longos, perca tempo, passe horas ouvindo música ou observando as estrelas. Massageie cada músculo até que ele quase derreta. Ensine seu corpo que basta existir, na suavidade da sua essência. Dê a si mesma tempo para passar com o sol, apreciar frutas, ler livros longos sem intenção de aprender, apenas pelos detalhes descritos. Absorva tudo, os contos de fadas, os romances, os tons exatos do céu. Isso não é preguiça, porque mesmo quando descansamos, ainda somos pressionados por um milhão de coisas em nossa mente - a culpa ancestral e programada nos perturbando a cada segundos. Assim, como mulher, um dos maiores propósitos é ensinar seu corpo a relaxar em abundância, a desaprender a culpa implantada, a relaxar cada músculo, cada célula, até que o descanso pareça mais confortável. 

Uma mulher bem descansada, hidratada, alimentada, alongada e amada (especialmente por si mesma), recalibra sua frequência, aguça a intuição, aumenta seus padrões e amplifica seu magnetismo. 

Experimente dizer: - Vou descansar. E vá. Lembre-se que ser uma mulher que dá conta de tudo é bom pra todo mundo. Menos pra você.

M. ✨

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