4 de set de 2014

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Mas o que estou fazendo aqui, dizendo sobre mim? A quem chegam minhas ideias e inquietações? Talvez eu busque permanência de afetos, menos reclusa interior. É isso. Escrevo para afastar a solidão e dizer que preciso de outros sentidos na vida. Sempre digo que ela é cruel, maldosa, desumana - a solidão. Mas ela sorri, (perigosa) e diz: 
- Menina, tua luta contra a realidade é injusta, eu sou daqui e vou te proteger do amor. Me proteger do amor? Esta é uma chantagem difícil de não ceder. Mas não quero. Não aceito, sou a penúltima romântica (porque preciso acreditar que existe mais alguém, além de mim). Quando escrevo, descobri que a solidão tem medo. Se esconde em baixo do meu travesseiro. E então eu digo pra mim mesma: menina, continua tua luta, não há quem te afaste do amor, de amar, de ser quem és: de aço e de flor.

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