28 de ago. de 2026

Carta 5 - Que sigamos improvisando, juntos.

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Que bom que você veio. E resgatamos essa coragem curiosa, mesmo depois de tanto tempo - talvez, exatamente, porque passou uma década e acreditamos, pelo jeito como nos cuidamos, que ainda vale a pena sentir. Sou entusiasta de que a verdadeira conexão é construída descobrindo o que estabiliza o outro, o que fere e o que cura. Por isso, quero sempre dizer o que precisamos, onde queremos chegar, o que dói e o que ajuda. 

Quero reaprender o amor com você. Nada de quente, frio. Presente, depois distante. A hipervigilância não é uma habilidade que eu quero potencializar... Quero é você desligando meu modo de sobrevivência, reparando no meu jeito, no meu tom, nas minhas cores e repetições. Me fotografando sem pedir, me filmando sem dizer ou dizendo, apenas pra pedir a repetição do movimento e registrando porque decidiu que, aquele momento merece ficar. Quero seguir escrevendo e te descrevendo para os meus medos: com você é diferente. Alguém que me quer com calma e, literalmente, é o amor que veio me encontrar. 

Você me enche de inspiração e ilumina minhas qualidades. O meu desejo para nós dois, é que tenhamos curiosidade sobre o outro e criatividade para nutrir a lealdade.  Quando conversar for difícil, que possamos acalmar, improvisar, enviar músicas, tocar, cantar, escrever, brincar, escolher um filme, não se afastar mais. 

É preciso um homem maduro e consciente emocionalmente, para colocar uma mulher como eu, em sua era suave. Trago devoção de nível shakespeariano e repertório para potentes transformações. Não é apenas companhia que busco; é um alinhamento profundo. Ou você é o meu futuro marido e um encontro seguro, que respeita os meus limites, ou eu retiro o acesso, sempre que necessário. Ser amada da maneira correta, é o que me traz paz. Eu trabalhei muito em mim, para aprender a desejar quem me oferece segurança, respeito e constância. Isso significou esculpir um novo cérebro, ainda em lapidação, mas já mais forte e consciente do privilégio que é a minha companhia. Quero amar um único homem, com intenção e viver um amor leve. De onde eu não saia totalmente despedaçada. Na verdade, de onde eu não precise sair. Que eu queira ficar, porque é saudável e há coisas boas suficientes, pra continuar. 

Este não é um trabalho pequeno, eu sei, requer cada um fazendo a sua parte. Então, segura aqui na minha mão e vamos: não fugir dos riscos, construindo e cuidando do vínculo que já sobreviveu ao tempo e agora, sobrevive à distância e à realidade. Não quero outra escolha a não ser, enfrentar e, vencer.

P. s.: Se alguém disser que o amor não vai bater à porta e te encontrar no sofá de casa... Lembraremos que, temos o nosso próprio conto de fadas, com muito encanto e dengo (inegociável).

M. 🤎

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