17 de dez de 2011

Ver no que dá, com o negrito que se tem...

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         E ela seguia fácil. Soltava os cabelos pra o vento levar. E sua história é doce, dá pra fazer um soneto de si, mas isso não era tão simples assim, já que na hora em que pretendia iniciar, alguém soltava uma dinamite em sua imaginação. Parecia o som de uma corneta desenfreada e com uma enorme vontade de insistir. Esse barulho lá fora, ai, ai. Daí virava denúncia de um ser numa vida, ocorrência policial mal resolvida... Esse barulho lá fora. Ele só pode ter ciúme e inveja da vida que ela leva. Do seu jeito de brincar com as palavras, rimar com o ar, sei lá. O importante é que o dentista disse que ela não precisava de aparelho dentário, assim, o seu cotidiano se afastaria plenamente de qualquer tipo de grade que possa impedir o fluxo natural de suas ideias. E mais, do seu topônimo sideral.

Mayara Almeida
Para o Clube do Conto da Paraíba em: 21/05/2011

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