25 de set de 2014

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Olha, eu poderia começar dizendo que não. Que não deve aceitá-lo de volta, querê-lo de volta. Mas não. Vou apenas dizer que existe vida lá fora, no meio da dor, no meio da lágrima, entre o coração e a razão, acima das feridas que estão machucando enquando você respira. Olha, está passando agora... Você não precia acostumar-se com amor pela metade, migalhas de afeto e abraços que não esquentam quando você misa precisa deles. Dor emoconal é tão individual. O outro nunca sabe a exata dimensão; mas sinta-se acolhida: te empresto algodão e merthiolate. Vai doer até sarar, mas sara, sabia? Só não tem tempo certo, hora exata, mas você vai ficar bem. Chato isso de não ter garantias sobre o outro, mas uma verdade que precisamos nos habituar para que a vida seja menos sofrível. Isso de amar, traz consigo o risco de quebrar, a cara, o coração...

E a vida continua, deve continuar, aí dentro e lá fora.

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