6 de mar de 2014

Ainda sobre a Homoafetividade.

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Freud, em 1935, ao ser procurado por uma mãe, preocupada com a orientação sexual de seu filho, redigiu uma carta, contendo o seguinte:

- “Não tenho dúvidas que a homossexualidade não representa uma vantagem, no entanto, também não existem motivos para se envergonhar dela, já que isso não supõe vício nem degradação alguma. Não pode ser qualificada como uma doença e nós a consideramos como uma variante da função sexual; se ele estiver experimentando descontentamento por causa de milhares de conflitos e inibição em relação à sua vida social, a análise poderá lhe proporcionar tranquilidade, paz psíquica e plena eficiência, independentemente de continuar sendo homossexual ou de mudar sua condição”.

E sobre este assunto, segue-se pisando leve, buscando-se evitar censuras. Entretanto, considero que a questão da identidade sexual tornou-se um assunto proibido, ao invés de conversado e investigado, com cuidado. Sim, é uma via delicada de se caminhar, pois envolve a singularidade de casa sujeito e a história de suas relações objetais, sendo um processo inteiramente psíquico, sem determinações biológicas.

Psicólogos não curam Homoafetividade. Psicólogos podem (e devem) sim, orientar o indivíduo a lidar com suas limitações, escolhas e apropriações adquiridas e aprendidas durante a vida. Psicólogos devem ser contra o preconceito, pois fomos (somos) treinados a promover o cuidado humano e não reforçar truculências sem sentido. Então: Homoafetividade/Homossexualidade não tem cura, porque não é doença. Não tem cura. Não é doença.

Há um ser humano antes e além de um esteriotipo; é isso que vejo, é isto que defendo".

2 comentários :

  1. Excelente texto! e num comprimento agradável para a mídia virtual. É importante ressaltar que, além da sexualidade, é preciso discursar sobre sexo e identidade de gênero. Há tanto o que se discutir... Talvez, apenas talvez, o melhor a se fazer fosse que esquecessem todos os rótulos, esquecessem os julgamentos dos amores e desamores do outro para ao menos descobrir seus próprios conflitos. Homoafetividade, ou qualquer outro termo apenas existem para segregar pessoas a grupos afinal, sejamos livres para amar sem esperar uma mudança no rótulo que admitimos.

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