3 de mar de 2013

Apaga(dor)

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Por:
Mayara Almeida e Mayk Farias (daqui: http://maykfarias.blogspot.com.br/)


Tenho pensado ultimamente nas diversas faces do cuidar. Eu cuido do outro como posso, como sei, como acho que dá, mas... Nem sempre sou capaz de acertar.
As expectativas são tantas, nem sei por onde começar, e quando começo, ai vem a duvida de como continuar...
Eu me apresso, me interesso, e quase sempre me disponho a perdoar.
Mas o que ocorre é que o meu muito é pouco, parece não ajudar.
Imploro pra mim mesma, um tantinho menos de aflição, gosto quando me escuto e me dou a devida atenção, mas o fato é que quando se trata de dois, o vulcão explode, o terremoto desenvolve e o mar revolto pede atuação... Eu, tão leve, relevo, acho que não ha jeito perfeito e são... Só pode mesmo ser coisa do alem, esse tal de coração.

Viro refém de um punhado de sensações que racionalmente não me dizem nada, mas pela intensidade dos meus sentidos sou reduzido a um espectador inocente, em um louco espetáculo pirotécnico, onde a atração principal é o perigo e o seu protagonista é o impensável.
Indifere por quanto tempo estou ali, tanto faz. Às vezes corro, às vezes não. Ás vezes me entrego, às vezes não. Às vezes volto rápido, às vezes não quero voltar.
O fato é que isso é muito do que faz com que eu me sinta vivo, ser desafiado pela vida e ser apaixonado pelo incerto.

Acredito nas possibilidades e no vento que sempre as traz, feito água de corre, flecha que vai, ponte que treme, mas não cai...
Coisa de quem acredita na vida, no amor e na direção... Do bem, além, pra quem quiser receber. Afeto de graça, pra mim, pra ele e pra você...
Há sempre quem queira merecer.
Correndo ou não, se entregando ou não, escolher é sempre a melhor opção.
Eu mudo, você muda, isso é a linda evolução, senão, pasme: o fim, é o que resta então.

Assim é a vida. O que muitos chamam de benção ou maldição, eu chamo de consequência. O que muitos entendem como destino ou acaso, eu entendo como oportunidade. O que muitos atribuem unicamente aos céus, eu atribuo humildemente à sincronicidade com o todo.

Correr atrás de respostas para as quais você sequer formulou corretamente as perguntas é se perder no meio de letras e pontos, sujeitos e expressões, predicados e pleonasmos.
Seja você, seja seu, seja mundo, seja o todo, seja paixão, seja são, seja a razão que calcula, mas seja o sentido que desperta.

Seja doce, seja canção, use o cérebro, mas pelo amor de Deus, não esqueça o coração!



Um comentário :

  1. Simples, intimo, natural e discreto. Adorei escrever contigo May. Parabéns pelo talento e por escrever com esse humilde aventureiro das letras. rsrsrs. Quero mais! bjsss!

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