12 de dez de 2011

Desencontro...

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Encontrou-o aos 22, pouco menos de um mês da chegada do seu aniversário, num supermercado. Era branco feito leite, tinha os olhos da cor do céu, o cabelo clarinho e os dentes sorriam. Tinha um sotaque fortíssimo e o namoro durou pouquíssimo, apesar de ela ter torcido muito, pois tinha a certeza dequeele era a materialização do seu desejo. Gostar dele era algo muito fácil, e duvidava que existisse no mundo algo parecido: forte, muito forte. Tão forte que vez ou outra não cabia no peito e transbordava pelos olhos na esperança de um reencontro. Mas será que seu coração acelera, quando pensa nela, ou, quem sabe, quando assiste a um filme, em que a distância separa grandes amores? Existe alguma possibilidade de vê-la em algum lugar em sua vida? Ele havia retornado às suas origens. O coração dela ficou tão apertado... Ela querendo acreditar, mas aquela história estava frágil, duvidosa... Desencontros. É muita realidade e, no fundo, não há mais o que fazer.

[Mayara Almeida]

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