13 de out de 2011

No fim do dia, um espaço ocupado.

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Noite de um dia qualquer no meio da semana. Ela havia chegado do trabalho e não havia por quem esperar. Um belo rosto sim, combinando com seu cabelo bonito com fios de ouro. Incomum por ser quem é. Enquanto ela organizava o cansaço mental em um descanso antes do banho, o telefone toca.  E era alguém que não se espera que ligue, que procure, que apareça. Tem nome, tem história, tem passado e tem um amor. Que talvez dure, e que tem motivo pra não durar. Uma vida comum e ao mesmo tempo espetacular. A vida dela. Ele disse que viria, mora perto, não há empecilhos. Ela aceita a amizade que ele oferece porque também quer. Afinal, é apenas isso que pode ser. Ele já tem um amor, lembra? Então chega e traz consigo um imenso sorriso. E conversam sobre o ocorrido no dia, na semana, no mês desde a última vez que se falaram. Ela tem interesse e não disfarça: pergunta, reflete, sugere e interage. Ele gosta, retribui com perguntas também e os dois sorriem juntos, e brincam com os próprios interesses diferentes: números e palavras numa fala só. Descobriu naquela noite, que alguns homens podem gostar de conversar sem maldade alguma, sem interesses depois, sem precisar chegar tão perto. Ela só queria alguém que ocupasse aquele espaço. E ele ocupou. Alívio...

[Mayara Almeida]

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