11 de out de 2011

Mas só eu soube...

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Não foi à primeira vista, eu já te disse. Não foi quando eu ouvi sua voz com palavras que eu não conhecia bem. Não foi quando dançamos ou quando quis me beijar de surpresa. Também não foi por ver você sendo o queridinho da minha família. Não foi por nada disso.
Soube que te amava, quando te quis em todos os meus finais de dia. Pra te ouvir mesmo cansada e receber o colo que só a gente sabia se dar.  Soube que te amava por que percebi que carregava suas dores com a maior seriedade de mundo, cuidando, como se fossem minhas. Percebi que era amor pelo jeito que você me fazia rir. Não apenas das suas brincadeiras, mas da sua forma de ver a vida, real e possível. Eu soube o que era, quando sua presença já não estava só nas mensagens, em vez disso já morava dentro do meu mundo, em volta do meu corpo.  
E soube que você me amava quando te via conversado comigo sobre os livros que eu também gostava, me ligando pra saber se comi durante o dia, me pegando um copo de água e realizando gestos delicados que só um homem de bom coração os faz. Quando tolerou meus defeitos e sobreviveu aos meus ciúmes e choros sem, e com razão.  Soube que me amava quando disse que não queria, mas depois voltei atrás, porque nem mesmo com essa distância eu deixei de sentir o que nasceu pra ser amor até o fim. Mas só eu soube...

[Mayara Almeida]

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