17 de jul de 2011

Sobre a melhor maneira de iniciar ou continuar...

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Quando o assunto é relacionamento, em que você acredita que “se for fácil demais não vale a pena”, ou “é preciso esforço para fazer dar certo”?. Tenho observado e percebo que a primeira opção faz-se presente na sociedade atual. Está internalizado que o sofrimento precede qualquer final feliz (afirmação que eu não concordo) e assim, o retrato que acompanho é mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho – isso porque esta é (considerada por muitos) a melhor maneira de iniciar ou continuar um relacionamento.
E aí, vem aquele pensamento “quando algumas coisas não têm que ser, não adianta agir diferente”. Mas eu acredito que algumas coisas não são porque a gente não quer que elas sejam. E não assumir isso é covardia, talvez até estima baixa, amor próprio obstruído por um passado recalcado ou reconhecido, mas não superado.
Ninguém é personagem perfeito neste mundo real, mas esnobar alguém por muito tempo só para provar a si mesmo que “com esforço vale a pena”, gera ressentimentos, que não se dissipam tão facilmente: eles permanecem e cobram um preço.
Ser amado, nem fácil, nem difícil, mas de graça, é o necessário. Seres humanos de virtudes e de virtus (para Maquiavel, a virtus é a disposição à coragem) é o que todos nós queremos: mais vontade, menos enrolação.

[Mayara Almeida]

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