11 de jun de 2011

De que espécie você é?

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Por enquanto o que desejo não está perto de mim e, o que tenho em mim, tenho vontade de fazer sumir. O desejo está fora. A vontade está dentro. Diz assim, a regra que ouvi, mas eu não ligo, porque a minha neuroliguística funciona diferente na minha mente: a palavra está no corpo, cada gesto é uma comunicação. Recua quem tem receio, atua quem tem paixão e avança quem tem coragem e faz bom uso da situação.
O que diferencia o ser humano dos outros seres vivos, não é a respiração, não é a emoção, é isso que faço aqui agora, a comunicação falada e/ou escrita, que configurou-se como significativa no processo de evolução humana. Suprema evolução. Então de que espécie você é?
Mudando o nível da reação, muda-se automaticamente a comunicação, e o que é apenas prazer, pode virar satisfação; o desejo vira vontade, o que é de fora, começa a viver dentro, relação de subjetividade. É assim que eu entendo o amor, hoje, agora, neste exato momento. Limitado na realidade, mas eterno em mim.
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Thot, deus grego que inventou a escrita, disse que esta arte tornaria os egípcios mais sábios e lhes fortaleceria a memória. No entanto, o rei Tamuz respondeu-lhe que a escrita tornaria os homens esquecidos, pois deixariam de cultivar a memória. Sócrates considera a escrita como algo que limita o pensamento. Mas se sabemos muito do que sabemos, é porque alguém escreveu. A escrita libera o cérebro para criação de novas idéias, desbloqueia as associações esquecidas, aquece um coração despercebido, anima.
Aonde, linguisticamente eu quero chegar? Ah, só vai saber se me acompanhar. Não é joguinho, é cuidado, prevenção. Já estou indo, vai ficar dizendo não?

[Mayara Almeida]

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