7 de abr de 2011

Mal-estar da civilização que atinge meu coração.

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O que eu quero é amor. Ligar, atender, presentear, olhar o mar. Programa no fim de semana, carinho recíproco, dizer o que mora aqui dentro sem medo de assustar o outro. Sorrisos, horas felizes, filmes e abraços. Atitude, disposição, vontade. E-mails com doces palavras, surpresas, beijos rápidos e depois alguns mais demorados. Lembranças e tempo de sobra para novas situações, possíveis. Sonhos que se realizam, verdades, saudade porque é bom, e pode continuar sendo. Cantar-olhando: porque só quem vê a melodia, se encanta com a palavra. Escrever, e deixar o outro saber. Permissão para circulação do sentimento. Apresentação, desenvolvimento, sem despedida e cada vez mais perto da boa tranqüilidade, a dois. Coragem para ver além dos excessos que nem são tão duradouros, não todos. Espera sem tantos atrasos. Possibilidade concreta de permanecer. Mas estou certa de que ainda não é hora, não é agora. Mal enxergo a mim mesma como quero. Mal-estar num inverno interno, mesmo que a estação seja outra aqui fora. Reflorestamento de mim, antes que a minha civilização pessoal desabe, e não reconheça o bem-estar onde quer morar. E quando meu coração, atingido, acelera e dói, eu digo baixinho: “eu sei que você está aí, e nós vamos conseguir”. Porque os recados durante as minhas conversas com Deus têm sido promissores e eu só peço pra não perder a vontade, a coragem de continuar sorrindo, mesmo que agora eu precise retocar a maquiagem. No tempo certo, que não é o meu, tudo e mais, será confirmado.


[Mayara Almeida]

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