11 de fev de 2011

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Sem pretensão de realidade. Acordo. Trabalho. Cozinho. Estudo. Vou ao shopping. Ajusto minha postura. Adequo-me ao ambiente. Sonho. Mantenho meus dois pés no chão. Tenho qualidades e defeitos. Leio. Às vezes penso que não tenho tempo para mais nada. Na verdade, meu tempo é incrivelmente ilimitado. Desagrado, não faço tudo que está no script. Falho. Acredito demais nos meus sentimentos. Valorizo os meus pensamentos. Escrevo. Nem sempre estou disposta a negociar com a vontade dos outros. Às vezes, sei que não deveria, mas vou. Sei que não vai ser fácil, mas enfrento. Outras vezes, não me levo tão a sério. E assim, eu me divirto comigo mesma, sem ter, até hoje, conseguido ler "O Mundo de Sofia", já que leio outros 1.587 livros ao mesmo tempo (exagero é claro) – mas a verdade é que são muitos, e no final crio, a minha história. Faço Freud encontrar Cinderela e conversar com ela sobre suas questões infantis mau resolvidas. Lacan torna-se amigo íntimo de Breuer e discute sobre trechos de músicas de Bettoven. Assim, misturando as melodias e as escritas; de Martha Medeiros a Caetano Veloso; de Aviões do Forró a Rihana. Sou um tanto de coisas e mais. E para raros.

[Mayara Almeida]

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