26 de jan de 2011

Sobre a Psicologia

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Silêncio, pouca luz, um divã. Não. Se fosse tão simples assim, não estaria durando para mim. Gosto de ter o que fazer, de resolver, de contribuir com o que aprendi. Na verdade, não gosto de silêncios sem fim. Portanto, a profissão que escolhi é simplesmente nada simples. Pessoas distintas com um objetivo de menos sofrimento, mais satisfação, na busca de um caminho em que possa chamar de seu. Saio de mim e ouço. E não só ouço, presto atenção, retribuo a afeição, ou ofereço caso haja timidez. Passeio na direção que me propuserem. Observo. Cada canto, cada sorriso, cada falta, cada lágrima, cada dúvida e cada certeza. E honro a confiança de quem está ali, disposto a enfrentar a si mesmo, superar medos, angústias, dores, amores. A dimensão dessa responsabilidade ao mesmo tempo gratificante me invade diariamente, continuo aprendendo, segura de que estou longe de atingir a perfeição. Frágeis modelos teóricos que falham quando mais preciso deles. Então só o que está escrito não conta. Re-faço a minha psicologia, acreditando que a superação, qualquer que seja, não é uma realidade frágil desde que construída em bases sólidas e numa mente suficientemente equilibrada até mesmo para se desequilibrar.

[Mayara Almeida]

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